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Poços de Caldas entra na AMIG e se prepara para novo ciclo da mineração com foco em terras raras

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Poços de Caldas agora integra a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG), entidade que reúne cidades com forte atuação no setor mineral em todo o país. A adesão ocorre em um momento considerado estratégico, já que o município vem se consolidando como um dos principais polos globais na produção de minerais estratégicos, especialmente os elementos de terras raras.
Com população de 163.742 habitantes, conforme dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade abriga uma das maiores jazidas desse tipo de mineral no mundo. Os depósitos estão concentrados em argilas iônicas e fazem parte de um conjunto de ocorrências minerais relevantes presentes no território municipal.
A mineração sempre teve papel importante na economia de Poços de Caldas. Historicamente, o setor foi marcado por dois ciclos distintos, sendo o primeiro impulsionado pela extração de bauxita e urânio, atividades que por décadas tiveram impacto significativo no desenvolvimento econômico local.
Agora, um novo ciclo começa a se desenhar, impulsionado pela crescente demanda mundial por minerais estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e para o avanço de tecnologias modernas. Esse cenário tem atraído o interesse de empresas internacionais. Dois projetos conduzidos pelas companhias australianas Viridis Mining & Minerals e Meteoric Resources receberam Licença Prévia (LP) em dezembro de 2025 do Conselho Estadual de Política Ambiental. Os investimentos previstos somam cerca de US$ 655 milhões e representam um marco para o avanço das iniciativas minerárias na região.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Stefano Zincone, a entrada na associação é um passo importante para preparar o município para essa nova fase. “Poços de Caldas é um verdadeiro depósito de terras raras. Estamos falando de minerais estratégicos para o futuro da economia global. Por isso, precisamos estruturar um aparato jurídico que ofereça maior segurança, sustentabilidade e previsibilidade para o desenvolvimento dessa atividade”, afirmou.
Segundo ele, a cidade também precisa se organizar para ampliar os benefícios econômicos gerados pela mineração. “Hoje, Poços de Caldas arrecada muito pouco em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) diante do potencial mineral que possui. Precisamos melhorar isso e estabelecer uma pauta positiva para o setor. Queremos contar com o conhecimento técnico e a autonomia da AMIG Brasil para estruturar esse processo”, destacou.
Para a associação, o avanço dos projetos ligados às terras raras também traz novos desafios para a gestão municipal, como a melhoria na administração da CFEM, o incentivo à formação de cadeias produtivas locais, o planejamento fiscal e o acompanhamento dos possíveis impactos ambientais.
Nesse contexto, a parceria com a AMIG deverá contribuir para fortalecer a capacidade institucional de Poços de Caldas diante do novo modelo de mineração. A expectativa é que essa articulação permita ao município se preparar melhor para as transformações do setor mineral e consolidar sua posição como referência internacional na produção de minerais essenciais para a transição energética e tecnológica.

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Gazeta de Varginha

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