Presidente do CNPq diz que Brasil está atrasado no enfrentamento às mudanças climáticas
17 de set. de 2024
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Foto: Reprodução
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, alertou que o Brasil está "muito atrasado" no combate às mudanças climáticas e aos problemas ambientais. Em entrevista ao programa Poder Expresso do SBT News, Galvão destacou que a seca severa que atinge o Cerrado e outras regiões do país já havia sido prevista pela comunidade científica há quase 15 anos, mas as ações necessárias não foram tomadas a tempo.
Galvão ressaltou que o Brasil enfrenta a pior seca de sua história e uma escalada das queimadas, afetando diretamente setores como o agronegócio e colocando em risco biomas importantes, como o Pantanal. Ele mencionou que muitos desses incêndios têm origens criminosas, citando os 52 inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar os responsáveis.
Apesar do cenário preocupante, Galvão observou uma maior conscientização da população sobre a gravidade das mudanças climáticas, o que tem mantido o tema em destaque nas discussões do poder público e estimulado ações de combate. O cientista também relembrou seu período no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde enfrentou tensões políticas e acabou sendo demitido em 2019 após desentendimentos com o então presidente Jair Bolsonaro sobre os dados de desmatamento na Amazônia.
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