Preço dos alimentos recua 0,66% em julho e ajuda a desacelerar prévia da inflação
há 8 horas
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A prévia da inflação oficial de julho registrou queda nos preços dos alimentos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo Alimentação e Bebidas apresentou recuo de 0,66% no IPCA-15, repetindo a retração observada em junho e contribuindo para a desaceleração do índice geral, que avançou 0,06% no mês.
Entre os nove grupos acompanhados pelo IBGE, Alimentação e Bebidas teve uma redução de 0,15 ponto percentual na comparação entre as prévias de junho e julho. O resultado representou o menor impacto entre os grupos analisados no IPCA-15 de julho e ajudou o índice geral a ficar abaixo das expectativas do mercado.
A principal influência para a queda dos preços dos alimentos veio da alimentação no domicílio, que recuou 1,14% em julho. Segundo a avaliação apresentada, o resultado está relacionado à maior oferta de produtos agrícolas e ao avanço das colheitas. Entre os itens que mais contribuíram para o alívio dos preços na primeira quinzena do mês, o tomate teve a maior queda, de 19,95%, seguido pela batata-inglesa, com recuo de 10,03%, e pelo café moído, que ficou 3,13% mais barato.
Na outra ponta, alguns produtos registraram aumento de preços. A cebola subiu 7,10%, enquanto o pão francês teve alta de 0,65%. A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara em julho, com avanço de 0,55%, contra 0,40% em junho. Dentro desse segmento, a refeição passou de uma alta de 0,39% para 0,66%, enquanto o lanche desacelerou de 0,45% para 0,30%.
A entrada das safras de inverno e a melhora na oferta de produtos agrícolas vêm contribuindo para reduzir a pressão sobre os preços dos alimentos. Apesar do alívio observado, ainda são monitorados fatores que podem influenciar o comportamento da inflação no segundo semestre, como os efeitos do El Niño, os custos de produção, as despesas com logística e as incertezas relacionadas ao comércio internacional.
O resultado de julho representa uma mudança em relação ao cenário registrado anteriormente. Em junho, o grupo Alimentação e Bebidas havia apresentado alta de 1,33%, sendo o principal impacto sobre a inflação. Naquele período, a alimentação no domicílio avançou 1,65%, pressionada principalmente pela batata-inglesa, que subiu 44,69%, pelo tomate, com alta de 20,62%, pela cebola, que aumentou 16,80%, e pelas carnes, que tiveram elevação de 1,39%.
Em maio, a inflação dos alimentos também havia sido uma das principais pressões sobre o custo de vida. Naquele mês, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 1,33% e respondeu por metade da alta de 0,58% registrada pelo IPCA. O movimento foi impulsionado principalmente por produtos in natura, como batata, tomate e cebola, além das carnes, em um cenário marcado pela menor oferta de alimentos e por problemas climáticos que afetaram a produção.
Enquanto os alimentos apresentaram queda em julho, o IPCA-15 como um todo registrou alta de 0,06%, resultado 0,35 ponto percentual abaixo da taxa de junho, que havia sido de 0,41%. No acumulado do ano, o índice registra avanço de 3,51% e, em 12 meses, alta de 4,52%, abaixo dos 4,80% acumulados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,33%.