Primeira mulher eleita presidente do Peru assume o cargo em meio à polarização política
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Keiko Fujimori tomou posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru, tornando-se a primeira mulher eleita para comandar o país. A cerimônia foi realizada no Congresso, em Lima, durante as comemorações do Dia da Independência peruana, marcando o início de um mandato cercado por desafios políticos, econômicos e de segurança.
A líder do partido Força Popular venceu a eleição presidencial por uma margem estreita sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A disputa foi uma das mais equilibradas da história recente do Peru e ocorreu em um cenário de forte polarização política.
Em seu discurso de posse, Keiko afirmou que trabalhará para construir um país "seguro, próspero e unido". Entre as prioridades anunciadas estão o combate ao crime organizado, o fortalecimento da segurança pública e medidas voltadas à recuperação da economia. A presidente também prometeu atuar com planejamento e responsabilidade, afirmando que seu governo buscará resultados de longo prazo.
A nova presidente assume o cargo após um período de intensa instabilidade política no Peru, que teve sucessivas trocas de governo nos últimos anos. A expectativa é que sua administração busque ampliar o diálogo com o Congresso para reduzir os conflitos institucionais e garantir maior estabilidade ao país.
Keiko Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. O retorno do fujimorismo ao poder ocorre 26 anos após o fim daquele governo e continua dividindo opiniões entre apoiadores, que destacam avanços econômicos e no combate ao terrorismo, e críticos, que apontam violações de direitos humanos e casos de corrupção ocorridos durante o período.
Além dos desafios internos, a presidente inicia o mandato com a missão de impulsionar o crescimento econômico, enfrentar o avanço da criminalidade e reduzir a polarização política que marcou o processo eleitoral.
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