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Produtores de arroz no Rio Grande do Sul interrompem colheita por falta de diesel

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Produtores de arroz do Rio Grande do Sul interromperam a colheita do grão devido à falta de diesel nas propriedades rurais. O combustível é essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras, utilizadas no processo de colheita. Sem o abastecimento adequado, muitos agricultores ficaram impossibilitados de continuar as operações no campo.

Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o problema começou a ser percebido nos primeiros dias de março, quando produtores deixaram de receber as entregas regulares de diesel em suas fazendas. O estado é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, e a interrupção ocorre justamente no período mais intenso da colheita.

O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que muitos agricultores tentaram recorrer a postos de combustível para abastecer suas máquinas. No entanto, o volume adquirido nesses locais costuma ser suficiente apenas para um dia de trabalho, o que torna inviável manter o ritmo da colheita por esse meio.

De acordo com o dirigente, produtores geralmente mantêm estoques de diesel suficientes para quatro dias a uma semana de trabalho. Caso o fornecimento não seja normalizado rapidamente, há risco de prejuízos significativos. Ele alertou que atrasos superiores a alguns dias podem comprometer parte da produção, já que o arroz precisa ser colhido dentro de um período específico.

As causas da interrupção no fornecimento ainda não estão totalmente esclarecidas. Transportadores responsáveis pela entrega do combustível informaram aos agricultores que as distribuidoras reduziram os volumes enviados recentemente. O cenário gerou um impasse entre diferentes elos da cadeia de abastecimento, com cada setor atribuindo responsabilidade a outro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha a situação e afirmou que o estado possui estoques suficientes para garantir o abastecimento. Segundo o órgão regulador, a produção e a entrega de diesel seguem ocorrendo normalmente na refinaria responsável por atender a região.

O problema ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo, que registrou aumento recente nos preços após tensões geopolíticas no Oriente Médio. A alta no valor do barril de petróleo contribuiu para pressões sobre o mercado de combustíveis e pode ter influenciado a dinâmica de distribuição do diesel no país.

Gazeta de Varginha

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