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Produção Científica Brasileira Cai 7,2% em 2023, Indicam Relatórios

  • 2 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura
Produção Científica Brasileira Cai 7.2% em 2023 Indicam Relatórios
Reprodução
A produção de artigos científicos no Brasil diminuiu 7,2% em 2023, no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados em um relatório da editora Elsevier e da agência de notícias Bori, nesta terça-feira, 30 de julho.

Este é o segundo ano consecutivo de declínio na produção científica brasileira, com uma redução de 8,5% registrada em 2022 em relação a 2021. O número total de artigos publicados no último ano aproximou-se dos níveis observados em 2019, antes da pandemia de COVID-19. Em dois anos, a produção caiu de 80,5 mil para menos de 69 mil artigos.

A série histórica dos dados começou em 1996, e as recentes quedas são as primeiras registradas desde então. Até agora, a produção científica brasileira havia crescido continuamente por 25 anos. Dante Cid, vice-presidente de Relações Institucionais para a América Latina da Elsevier, comentou: "Sabemos que o volume de publicação de artigos de um país reflete, entre outros fatores, o investimento feito em pesquisa científica alguns anos atrás. Isto é, são efeitos de médio, e não de curto prazo."

A quantidade de artigos publicados é um indicador do trabalho dos cientistas e permite a revisão dos resultados por outros pesquisadores da mesma área. Segundo a Elsevier, "perder ritmo de produção científica significa produzir menos conhecimento e menos soluções para questões como tratamento de doenças, melhora na agropecuária ou enfrentamento de questões sociais como a violência urbana."

Impacto nas Universidades e Comparação Internacional
A área de ciências médicas foi a mais afetada, com uma queda de 10% na produção de artigos. Entre as 31 principais instituições de pesquisa do Brasil, apenas as universidades federais de Juiz de Fora e de Pernambuco mantiveram suas atividades científicas sem redução.

O Brasil não foi o único país a enfrentar uma queda na produção científica em 2023. No entanto, a redução foi mais acentuada do que em países como México, África do Sul e Argentina. Países com altos níveis de desenvolvimento científico e tecnológico, como Japão, Estados Unidos, França, Alemanha, Rússia e Coreia do Sul, também registraram reduções, mas em menor escala.

De acordo com a Agência Brasil, o governo federal aumentou em 40% as bolsas de mestrado e doutorado no ano passado, totalizando mais de R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Para este ano, a expectativa é que o fundo financie R$ 12 bilhões.
Fonte: Revista Oeste

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Gazeta de Varginha

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