Professora diz que trancou bebês no banheiro para salvar crianças de ataque em SC
- 5 de abr. de 2023
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A professora Simone Aparecida Camargo relatou o desespero para tentar salvar os alunos em meio ao ataque de um homem armado que matou pelo menos quatro crianças na Creche Cantinho do Bom Pastor em Blumenau.
"Minha parceira de sala chegou correndo dizendo 'fecha a porta, fecha a janela porque um cara assaltou o posto'. Pensamos que era um assalto porque ele invadiu a escola, só que fechei os bebês no banheiro, depois vieram na porta dizendo que ele 'veio matando', ele foi no parque para matar. No parquinho, a turma do pré estava toda no parque fazendo uma roda de conversa. Ele tinha mais que uma arma", relatou a professora à NSC TV.
Mãe de criança sobrevivente relata desespero após ataque: 'Pelo amor de Deus me leva para lá'
A mãe de uma criança que estava na creche relatou o desespero que sentiu assim que soube das mortes.
Stephanie dos Santos Sestrem conta que estava no trabalho quando uma de suas amigas começou a ligar várias vezes. Logo depois, uma colega entrou na sala e contou que uma pessoa tinha invadido a escola onde a filha dela estuda.
"Na hora eu, desesperada, me joguei no chão, comecei a chorar e pedi 'pelo amor de Deus, me leva para lá'. Abri o meu celular e vi que tinha mensagem da diretora falando do ataque" relatou.
O ataque aconteceu no início da manhã na creche Cantinho Bom Pastor, que fica na rua dos Caçadores, no bairro Velha. A unidade de ensino é particular. Na ação, quatro crianças foram mortas, entre elas três meninos e uma menina com idades de 5 a 7 anos. Outras cinco crianças ficaram feridas.
Segundo a polícia, um homem de 25 anos pulou o muro da creche e iniciou o ataque contra as crianças com uma machadinha. As vítimas foram atingidas na região da cabeça. Após a ação, ele se entregou no Batalhão da PM. O suspeito tem passagens por porte de drogas, lesão e dano, segundo a Polícia Civil.
Após saber dos ataques, os pais das crianças foram ao local o clima era de desespero. Inicialmente, apenas os agentes de segurança entraram no local para o resgate das vítimas, e os sobreviventes foram sendo liberados pouco a pouco.
Na frente da escola, pais se aglomeravam em busca de notícias. Até às 10h, todas as crianças já tiham sido retiradas da creche e estavam com suas famílias.
Investigação de mais envolvidos em ataque
Segundo o delegado-geral, Ulisses Gabriel, a polícia ainda está sendo apurado se há mais envolvidos no crime, e a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática vai apurar se o ataque foi organizado online.
"A gente quer identificar se tem mais algum participante, se mais alguém participou, como ele tramou esse plano, onde ele obteve informações", disse o delegado-geral.
Fonte:G1



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