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Programa de mao de obra prisional de Minas é destaque na Semana Industrial Mineira

  • gazetadevarginhasi
  • 10 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Programa de mao de obra prisional de Minas é destaque na Semana Industrial Mineira
Divulgação
Minas apresenta modelo premiado de trabalho prisional na Semana Industrial Mineira.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Publica de Minas Gerais (Sejusp-MG) apresenta, durante os quatro dias da Semana Industrial Mineira 2025, o uso da mão de obra prisional no estado. O evento, que começou nesta terça-feira (9/9) e segue até sexta-feira (12/9), é realizado no Expominas, em Belo Horizonte, e reúne líderes empresariais e inovações do setor industrial.

No estande montado pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), especialistas mostram os benefícios da contratação de presos, destacando redução de custos, acesso a infraestrutura industrial sem custos adicionais e processos simplificados para encontrar profissionais qualificados. Além disso, o programa busca promover a ressocialização e reinserção social de detentos.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Publica, Rogério Greco, reforça o impacto social e econômico da iniciativa:“Estamos oferecendo às empresas uma solução econômica e eficiente, ao passo que construímos um futuro onde o crime não compensa. Nosso foco é em resultados, com redução de custos para a indústria e redução da criminalidade para a sociedade.”

Minas Gerais concentra 57% das empresas do país certificadas com o Selo Resgata, do Ministério da Justiça e Segurança Publica (MJSP), que reconhece organizações comprometidas com responsabilidade social e justiça.

Para Maristela Esmério de Andrade Pessoa, diretora de Trabalho e Produção do Depen-MG, o programa é essencial para a ressocialização:“A pessoa privada de liberdade ganha qualificação profissional, tem a chance de transformar sua vida e obtém redução da pena: cada três dias trabalhados equivalem a um dia a menos de sentença.”

O sócio fundador da Trabalho & Cidadania, Guilherme Lima, reforça a evolução do programa:“Inicialmente, a parceria foi buscada pelo benefício na redução da folha de pagamento. Hoje, a mão de obra prisional também é uma solução concreta diante da escassez de profissionais no mercado.”

Entre os beneficiados, W.W., egresso do sistema prisional, relata a transformação proporcionada pelo programa:“Cumpria pena no regime semiaberto quando tive a oportunidade de trabalhar para uma empresa parceira. Trabalhei nove meses, obtive meu alvará de soltura e fui efetivado. Hoje, já atuo há mais de dois anos com carteira assinada. Foi uma chance real de reconstruir minha vida.”
Fonte: Sejusp

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Gazeta de Varginha

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