Projeção de Alta no Preço dos Alimentos para 2024 Atinge até 7,5%
21 de jun. de 2024
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Bancos, consultorias e corretoras preveem uma alta no preço dos alimentos entre 4,5% e 7,5% para 2024, segundo informou nesta sexta-feira, 21, o jornal O Globo. A projeção anterior era de 3,5%. Esse novo porcentual supera a inflação geral, que deve fechar o ano em torno de 3,96%, conforme o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira, 17.
Em 2023, os preços dos alimentos caíram 0,52%. Contudo, para este ano, a expectativa de alta está ligada à intensidade do El Niño, chuvas intensas no Rio Grande do Sul e antecipação do La Niña, além da alta do dólar.
Influência dos Fatores Climáticos na Inflação dos Alimentos
Produtos como arroz, legumes, verduras e frutas não devem ter uma redução significativa nos preços no segundo semestre. Até mesmo carnes e leite, que tiveram uma queda nos últimos 12 meses, podem voltar a subir.
A alimentação no domicílio, que tem um impacto maior nas famílias de menor renda, está subindo devido ao aumento dos preços dos alimentos in natura, os quais normalmente teriam uma queda de preço nesta época do ano. Essa alta já influencia as expectativas de inflação para este e o próximo ano.
Previsões Econômicas para 2024
Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, projeta que a alimentação no domicílio ficará 7,5% mais cara em 2024, próximo da média histórica de alta de 7,3% ao ano.
Um relatório do Santander alerta que a rápida transição do El Niño para o La Niña pode impactar as safras de grãos na América do Sul, elevando os preços dos alimentos. Nas últimas três ocorrências do La Niña, os preços da soja e do milho subiram.
Antes mesmo dos efeitos do La Niña, o excesso de chuvas no Sul, consequência do El Niño, já havia elevado os preços dos alimentos in natura. Dados do IBGE mostram que o arroz subiu 26% em 12 meses até maio, e a batata inglesa teve um aumento de 57,94%.
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