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Propriedades rurais viram destinos turísticos e impulsionam economia no interior de Minas

  • 27 de mar.
  • 3 min de leitura
Propriedades rurais viram destinos turísticos e impulsionam economia no interior de Minas
Divulgação
Turismo rural cresce em Minas Gerais e transforma rotina do campo em experiência para visitantes.

As propriedades rurais têm se consolidado como importantes destinos turísticos no interior de Minas Gerais, oferecendo aos visitantes vivências autênticas do cotidiano no campo. Atividades como ordenha nas primeiras horas do dia, preparo de alimentos no fogão a lenha, produção artesanal de cachaça e histórias familiares que atravessam gerações passaram a atrair turistas em busca de experiências diferenciadas.

O fortalecimento desse segmento conta com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, que orienta produtores na estruturação das atividades turísticas. Em 2025, a entidade realizou cerca de 3,4 mil atendimentos em propriedades que investem no turismo rural, contribuindo para a organização e valorização das iniciativas.

Tradição que gera renda
Em São João del-Rei, a Cachaça Morro Grande abriu seu alambique para visitação, transformando uma tradição familiar em atrativo turístico. O produtor José do Carmo Rezende retomou a atividade após a aposentadoria e hoje recebe visitantes interessados em conhecer todas as etapas da produção.

“Aqui o turista vai ver todo o processo de produção da cachaça, desde o plantio e a moagem até a degustação. Não é só conhecer o produto pronto para ser consumido”, explica. Com produção anual entre 15 mil e 20 mil litros, ele ressalta o impacto positivo do turismo. “É um grande gerador de renda”, afirma.

Já em Tiradentes, a Pousada Campestre Vila Tiradentes aposta na integração entre hospedagem e vivências rurais. O espaço oferece contato com animais, passeios a cavalo, visita ao alambique, degustação de produtos locais e até pista de motocross.

“As pessoas querem fugir da rotina. Aqui o visitante vê os bichos, toma um café, come um queijinho que a gente fabrica, toma a cachaça do nosso alambique”, afirma a proprietária Josiele Darly, que administra o local ao lado do marido, Rodrigo Barbosa.

Segundo ele, a procura pelo segmento tem aumentado. “A aceitação é muito boa. As pessoas estão gostando muito. O turismo rural cresceu demais”, completa.

No município de Ritápolis, na região do Campo das Vertentes, a Queijaria Seu Jorge representa bem essa tendência. Administrada por sete mulheres da mesma família, a propriedade recebe turistas interessados em acompanhar a produção do Queijo Minas Artesanal e vivenciar a rotina no campo.

“O turista chega da cidade grande com muitas expectativas. É uma troca muito interessante de quem vive no campo com quem vem da cidade. Aqui ele pode acompanhar a ordenha, ver o processo de produção do queijo, que depois será saboreado com café. É uma delícia”, destaca a proprietária Vera Lúcia Cardoso.

A produtora explica que o turismo começou de forma espontânea, durante a pandemia, quando aumentou a busca por experiências fora dos grandes centros. Além da vivência, as visitas também impulsionaram as vendas. “Ele vem para conhecer, degusta e acaba gostando. Aí quer levar para ele, para a família ou para um amigo. Leva uma geleia, leva um queijo”.

Apoio técnico e desenvolvimento
Além de incentivar a produção, o trabalho da Emater-MG também envolve a criação de experiências para os visitantes. Segundo a coordenadora técnica de Turismo Rural da instituição, Thatiana Garcia, o objetivo é transformar o cotidiano do produtor em uma atividade sustentável.

“É entender o que o produtor tem e transformar isso em um produto turístico viável, que gere renda extra”, explica.

O crescimento do turismo rural em Minas Gerais reforça a valorização das tradições locais e abre novas oportunidades de desenvolvimento econômico para produtores, ao mesmo tempo em que proporciona aos visitantes uma imersão na cultura e no modo de vida do interior.
Fonte: AgMinas

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Gazeta de Varginha

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