Príncipe da Arábia Saudita teria incentivado Trump a intensificar guerra contra o Irã, diz jornal
24 de mar.
2 min de leitura
Reprodução
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, teria incentivado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã. A informação foi publicada pelo jornal norte-americano The New York Times, com base em relatos de fontes ouvidas pela reportagem.
Segundo o jornal, Salman teria defendido a continuidade do conflito durante conversas telefônicas com Trump na semana anterior. Ele teria descrito a guerra como uma “oportunidade histórica” para derrubar o regime iraniano e alterar o cenário geopolítico do Oriente Médio.
De acordo com as fontes, o líder saudita considera o Irã uma ameaça de longo prazo para os países do Golfo Pérsico. Ainda segundo o relato, ele teria afirmado que essa ameaça só poderia ser eliminada com a queda do regime dos aiatolás.
O jornal também aponta que Salman teria sugerido a Trump a autorização de ataques contra a infraestrutura energética iraniana. A posição do príncipe saudita é descrita como semelhante à do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que também vê o Irã como uma ameaça duradoura.
Apesar da convergência na avaliação sobre o Irã, há diferenças entre os dois países. Segundo o jornal, Israel poderia considerar uma vitória caso o Irã se tornasse um Estado instável, enquanto a Arábia Saudita avalia que esse cenário representaria risco à sua própria segurança.
As revelações surgem em meio a declarações de Trump indicando que seu governo estaria negociando com o Irã para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro. Ainda assim, autoridades sauditas ouvidas pela reportagem afirmaram que o príncipe estaria incentivando a continuidade da guerra.
O governo da Arábia Saudita negou que Mohammed bin Salman tenha pressionado pela manutenção do conflito. Em nota, afirmou que o país sempre apoiou uma solução pacífica e que sua principal preocupação atual é se defender de ataques e proteger sua população e infraestrutura.
Comentários