Queimadas na Amazônia fazem Brasil alcançar 5º lugar no ranking mundial de poluição do ar
16 de ago. de 2024
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Divulgação
As queimadas ilegais na Amazônia elevaram o Brasil ao quinto lugar no ranking mundial de países com o ar mais poluído, de acordo com um relatório da plataforma World’s Air Quality Index (WAQI), divulgado na quinta-feira, 15 de agosto. O monitoramento global, que a WAQI realiza desde 2007, apontou que o Brasil registrou uma média de 150 µg/m³ de material particulado no ar em julho, um nível três vezes acima do limite ideal de 50 µg/m³.
O Canadá lidera o ranking devido à sua crise de incêndios florestais, com uma média de 174 µg/m³. O relatório também revelou que oito dos dez municípios com pior qualidade do ar no Brasil estão localizados na Amazônia. Porto Velho, Guajará-Mirim, Rio Branco e Humaitá estão entre as cidades mais afetadas, com índices de material particulado no ar que ultrapassam 100 µg/m³.
Resposta do governo e causas das queimadas
O Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática atribuiu o aumento das queimadas na Amazônia a condições climáticas adversas, como a forte influência do fenômeno El Niño, que provocou estiagens prolongadas na região. Em resposta, o governo federal destinou R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar os Corpos de Bombeiros na luta contra os incêndios na região.
Apesar desses esforços, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou um aumento significativo nos focos de calor na Amazônia em agosto. Nos primeiros 14 dias do mês, foram registrados 14.388 focos, um aumento de 25,8% em relação a julho. Essa situação crítica obrigou o desvio e o cancelamento de voos em Porto Velho, Rondônia, e gerou problemas de qualidade do ar em Manaus.
Impactos na saúde e recomendações
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia emitiu um alerta recomendando que a população retome o uso de máscaras devido à piora da qualidade do ar. O epidemiologista Jesem Orellana destacou que a fumaça das queimadas contém micropartículas nocivas que podem causar inflamações, agravar doenças respiratórias e afetar a resposta imunológica.
Os sintomas mais comuns entre a população exposta à fumaça incluem tosse seca, falta de ar, irritação nos olhos e garganta, congestão nasal e alergias na pele. Pessoas com condições preexistentes, como asma e bronquite, estão especialmente vulneráveis a complicações graves.
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