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Raiva em herbívoros acende alerta em Minas; IMA reforça vacinação obrigatória até junho

  • há 14 minutos
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Raiva em herbívoros acende alerta em Minas; IMA reforça vacinação obrigatória até junho
Divulgação
A raiva continua sendo uma das doenças mais perigosas para os rebanhos e exige atenção redobrada dos produtores rurais em Minas Gerais. Com potencial de transmissão aos seres humanos e índice de letalidade de 100% entre os herbívoros infectados, a enfermidade mobiliza ações permanentes de prevenção em todo o estado.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reforçou nesta semana a importância da vacinação dos animais e orienta os produtores a declararem a imunização durante a etapa de atualização de rebanhos, que segue aberta até o dia 30 de junho.

Segundo a coordenadora estadual do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), Daniela Bernardes, os criadores que ainda não vacinaram seus animais devem providenciar a imunização o mais rápido possível. Ela explica que, mesmo após o encerramento do prazo de atualização dos rebanhos, a declaração da vacinação pode ser realizada normalmente ao longo do ano.

No estado, as ações de prevenção e controle da doença são coordenadas pelo PNCRH, executado pelo IMA. A coordenadora alerta que a raiva não possui tratamento e leva os animais à morte.

“A imunização é a principal forma de prevenção e, por isso, mantê-la em dia contribui para reduzir os riscos da raiva nos rebanhos e os prejuízos econômicos decorrentes da perda de animais”, destacou Daniela Bernardes.

Além do impacto econômico, a doença também representa risco à saúde pública. Por se tratar de uma zoonose, a raiva pode ser transmitida aos seres humanos, especialmente em situações de contato com animais infectados.

Entre os principais sinais clínicos estão dificuldade para engolir, salivação intensa, comportamento alterado e dificuldade de locomoção. O IMA orienta que qualquer suspeita da doença seja comunicada imediatamente ao órgão para realização de exames e adoção das medidas sanitárias necessárias.

A vacinação é recomendada para bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, caprinos e ovinos com idade igual ou superior a três meses. Animais vacinados pela primeira vez devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias. Após isso, a imunização passa a ser anual.

O principal transmissor da doença no meio rural é o morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus. O instituto também orienta que ataques de morcegos aos animais sejam notificados imediatamente.

A declaração da vacinação pode ser feita por meio do Portal do Produtor ou diretamente em unidades do IMA. O órgão destaca que os dados ajudam no planejamento de políticas públicas e no monitoramento das regiões mais vulneráveis à doença.

O IMA também orienta que, em caso de dificuldade para encontrar a vacina, o produtor informe a situação ao instituto pelos canais oficiais, indicando os municípios onde houve falta do imunizante.
Fonte: AgMinas

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Gazeta de Varginha

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