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Reino Unido vai proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais

  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

Reino Unido vai proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais
Divulgação/Governo britânico anuncia bloqueio de redes sociais para crianças e adolescentes
O governo do Reino Unido anunciou que irá restringir o acesso de crianças e adolescentes menores de 16 anos às principais redes sociais a partir do próximo ano. A medida integra um pacote de ações voltadas à proteção da infância e ao fortalecimento da segurança digital de jovens usuários.

Segundo o governo britânico, a iniciativa prioriza o bem-estar das famílias e busca reduzir os impactos negativos do uso excessivo das plataformas digitais. A restrição deverá atingir redes como TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat, YouTube e X.

Aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Signal, além de plataformas educacionais, serviços de comércio eletrônico e streaming de música, não serão afetados pelas novas regras.

Modelo segue experiência australiana
A decisão britânica segue o modelo adotado pela Austrália, que se tornou o primeiro país a implementar oficialmente a proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Desde a entrada em vigor da legislação australiana, em dezembro do ano passado, mais de 4,7 milhões de contas de adolescentes foram suspensas.

Outros países, como Grécia e Indonésia, também já confirmaram medidas semelhantes. Já nações como Dinamarca e França analisam propostas para adotar regras parecidas.

Novas restrições estão em estudo
Além da limitação às redes sociais, o Reino Unido pretende ampliar as medidas de proteção digital para menores de idade. Entre as propostas em discussão estão:
  • Bloqueio de transmissões ao vivo para crianças;
  • Restrição de contato com desconhecidos em plataformas digitais;
  • Ampliação das regras para jogos online;
  • Possíveis toques de recolher digitais durante a noite;
  • Limitações ao uso contínuo da internet por menores.

O governo também avalia restringir o acesso de menores de 18 anos a sistemas de inteligência artificial, especialmente plataformas que simulam relacionamentos afetivos ou companheiros virtuais.

Governo promete reforçar proteção infantil
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a decisão atende a uma demanda crescente de pais e responsáveis preocupados com os impactos das tecnologias na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens.

Segundo Starmer, as empresas de tecnologia terão papel fundamental na implementação das novas medidas e deverão apresentar soluções para impedir que menores tenham acesso a conteúdos inadequados, incluindo materiais relacionados à nudez e outros conteúdos sensíveis.
Fonte: Informações AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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