Relatório do GAO aponta que licenças do programa DOGE custaram US$ 9,5 bilhões aos cofres públicos em 2025; aumento foi de 435%
16 de set.
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O governo dos Estados Unidos gastou US$ 9,5 bilhões em licenças administrativas remuneradas para servidores federais apenas ao longo de 2025, como parte do programa de redução da máquina pública liderado pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), sob comando de Elon Musk. Os números são de um relatório do GAO (Escritório de Responsabilidade Governamental), órgão de fiscalização do Congresso. O valor representa um aumento de 435% no uso desse tipo de licença em relação a 2023 — ou seja, quase seis vezes mais.
O programa principal, chamado de Resignação Diferida (DRP), foi lançado logo no início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025. Os servidores eram convidados a pedir demissão em troca de oito meses de licença remunerada sem trabalhar. Cerca de 140 mil pessoas aderiram à iniciativa, e o GAO estima que desse total US$ 6,7 bilhões foram gastos exclusivamente com essa modalidade. O restante refere-se a outras licenças administrativas pagas pelas agências.
O Escritório de Gestão de Pessoas dos EUA (OPM), responsável pelo funcionalismo, não dispõe de dados precisos sobre os custos reais do programa, reconheceu o GAO. Os números podem inclusive estar superestimados, em razão de limitações nas informações enviadas pelas próprias agências. O órgão também alertou que, por falhas de dados, pode não ser possível confirmar se as prometidas economias de longo prazo estão de fato sendo alcançadas.
O diretor do OPM, Scott Kupor, defendeu a iniciativa afirmando que o governo vai economizar mais de US$ 20 bilhões por ano com aposentadorias e saídas. Já a senadora democrata Patty Murray criticou: "Prometeram cortar o desperdício e, ao contrário, atearam fogo em bilhões para pagar pessoas para não trabalharem — desde pesquisar curas para o câncer até cuidar de nossos parques nacionais". Os sindicatos já haviam questionado a legalidade do programa desde o lançamento, sem conseguir suspendê-lo na Justiça.
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