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"Rendição total ou morte em combate", diz presidente; imagens de corpos enfileirados geram críticas e comparações

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução/x
Foto: Reprodução/x
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou em redes sociais e exibiu em entrevista coletiva imagens nas quais aparece diante de corpos enfileirados e cobertos por lonas brancas, comemorando resultados de operações militares contra grupos armados ilegais. No primeiro vídeo, divulgado nesta quinta-feira (3), o governante caminha ao lado de 23 corpos que, segundo o governo, seriam de integrantes de grupos dissidentes mortos em ação das forças de segurança. "Acabaram os salvo-condutos e os jogos de congelamento do regime anterior. Aos bandidos restam a rendição total ou a morte em combate", declarou.

Na sexta-feira (4), em nova coletiva, De La Espriella apresentou mais quatro corpos cobertos em praça pública, em Riohacha, resultado de operação que culminou com a morte de Naín Andrés Pérez Toncel, conhecido como "Bendito Menor", apontado pelo governo como um dos criminosos mais perigosos do país. A cena repetiu o formato polêmico de exibição pública de vítimas fatais como demonstração de força do Estado.

A tática foi classificada pelo jornal New York Times como "expressão especialmente crua de uma tendência crescente na América Latina: líderes que usam imagens de supostos criminosos mortos como prova visível de autoridade e cumprimento da lei". A exibição de corpos gerou forte reação de organizações de direitos humanos e da oposição. O ex-presidente Gustavo Petro criticou a conduta nas redes sociais, afirmando que o presidente "faz da morte um troféu".

A linha-dura adotada por De La Espriella — que assumiu o cargo em 7 de agosto e conta com apoio do governo americano — inclui bombardeios letais contra acampamentos de grupos dissidentes. Um juiz determinou nesta quinta-feira (3) a suspensão de bombardeios no departamento de Guaviare, na Amazônia, após ser confirmado que três menores de idade, entre 15 e 16 anos, estavam entre as vítimas de um ataque aéreo ordenado pelo governo. A ordem judicial proíbe bombardeios quando houver informação sobre a presença de crianças e adolescentes.

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Gazeta de Varginha

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