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Reunião nuclear entre EUA e Irã em Genebra pode marcar ponto decisivo em negociações e influenciar posição dos Estados Unidos

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Representantes do Iranianos e dos Estados Unidos se reuniram nesta quinta-feira (26) em Genebra, na Suíça, para uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear do Irã, em um encontro considerado crítico tanto pela diplomacia internacional quanto por analistas de segurança global. A reunião ocorre em meio a uma escalada de tensões regionais e ao aumento de forças militares americanas no Oriente Médio, em um cenário em que o desfecho das conversações pode influenciar decisões futuras da administração do presidente Donald Trump — inclusive a possibilidade de autorizar um ataque militar contra Teerã caso as negociações não resultem em um acordo satisfatório para Washington.

A rodada desta quinta-feira representa a terceira série de negociações indiretas entre os dois países sobre o controle do programa nuclear iraniano. As conversas estão sendo mediadas por representantes de Omã, que atuam como intermediários entre as partes, e têm como foco principal o programa de enriquecimento de urânio do Irã, considerada a questão central para evitar a proliferação de armas atômicas na região.

O governo iraniano manifestou “boas perspectivas” em relação às negociações, sugerindo que um acordo ainda é possível desde que a diplomacia seja priorizada — embora detalhes concretos sobre um possível compromisso ainda não tenham sido divulgados pelas autoridades de Teerã.

No lado americano, a presença de uma ampla força militar no Médio Oriente é vista como forma de pressionar o Irã a aceitar restrições mais severas ao seu programa nuclear. O presidente Donald Trump tem exigido que Teerã suspenda totalmente o enriquecimento de urânio e discuta também programas de mísseis balísticos e apoio a grupos militantes na região, como condição para um acordo abrangente.

Especialistas e autoridades indicam que, se as negociações não produzirem um acordo considerado “significativo” por Washington, a administração Trump poderia considerar opções militares como forma de coagir o Irã a aceitar termos mais rígidos — uma possibilidade que aumenta a incerteza em torno dos resultados imediatos das conversações.

Analistas internacionais e mercados financeiros monitoram de perto os debates em Genebra, uma vez que o resultado das negociações pode ter impacto sobre os preços de commodities, estabilidade regional e relações diplomáticas entre grandes potências globais.

Até o momento, não houve anúncio oficial de um acordo ou de uma decisão concreta sobre um ataque militar por parte dos Estados Unidos — qualquer ação desse tipo dependeria de uma decisão posterior da liderança americana com base nos desdobramentos diplomáticos e estratégicos.

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Gazeta de Varginha

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