Reviravolta na CPMI: dados apagados reaparecem e caso chega ao STF
19 de mar.
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Divulgação
PF reintegra dados de celular de banqueiro à CPMI do INSS após extração das informações.
A Polícia Federal do Brasil informou, nesta terça-feira (18), que os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foram reinseridos nos sistemas da CPMI do INSS após a conclusão do processo técnico de extração das informações.
Segundo a corporação, mesmo após a exclusão inicial dos arquivos, foi identificada a reintrodução dos dados, que também estavam armazenados em nuvem vinculada à Apple. O novo envio ocorreu a partir de solicitação da presidência da comissão à empresa, o que gerou um novo fluxo de download e armazenamento das informações.
De acordo com a PF, esse procedimento aconteceu fora do controle original da cadeia de custódia estabelecida judicialmente, o que pode impactar a integridade do trâmite das provas. O episódio já foi comunicado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A situação ocorre após decisão do magistrado, proferida na segunda-feira (16), que proibiu a comissão de acessar novos dados decorrentes da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro.
Com a determinação, o material que estava armazenado em uma sala-cofre da CPMI, no Senado Federal, foi devolvido à Polícia Federal, que realizou a triagem dos conteúdos para remover informações relacionadas à vida privada do investigado.
Na sequência, agentes da PF compareceram ao local e cumpriram a decisão judicial, realizando os procedimentos necessários para adequação do material às determinações do Supremo.
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