Rodovias concedidas no Sul de Minas e no Triângulo terão cobrança de pedágio nos próximos meses
19 de set. de 2023
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Motoristas que costumam transitar por rodovias do Triângulo Mineiro e do Sul de Minas se preparam para começar a pagar pedágio nas estradas que foram concedidas à iniciativa privada. Até o fim do ano, as tarifas começam a ser cobradas em meio a melhorias nas condições de tráfego.
Usuários relatam que tem sido comuns as operações de capina e limpeza de vias, tapa-buracos e instalação de placas de sinalização.
Essas são as primeiras ações colocadas em prática pela EPR Triângulo Mineiro, concessionária que desde fevereiro administra 627,4 quilômetros em nove rodovias diferentes.
As vias passam por 16 municípios do Triângulo, entre eles Uberlândia, Araxá e Uberaba. Além das melhorias, chama atenção dos usuários a construção de estruturas para cobrança de pedágio. Serão oito praças, com tarifa tendo valor médio de R$ 11,48.
O contrato, assinado em 24 de fevereiro, completa nove meses no final de novembro, quando o edital permite o início da cobrança. O prazo, porém, pode ser antecipado para outubro, caso as contrapartidas iniciais sejam cumpridas.
"Na primeira etapa dos trabalhos iniciais você tem parâmetros para serem cumpridos. Correções funcionais na rodovia que estão sendo feitas, do tipo correção funcional do pavimento, das pistas, melhorias da sinalização, limpeza das áreas adjacentes... tudo isso está em andamento com cobertura bastante importante das rodovias que foram concedidas", explica o diretor presidente da concessionária EPR, José Carlos Casaniga.
Ainda de acordo com Casaniga, o edital prevê a possibilidade de antecipação da cobrança do pedágio, caso a empresa realize os investimentos previstos.
"Pelo próprio edital, pode ser ate antecipada [a cobrança do pedágio]. Junto com marco contratual vem a prestação de serviços dos usuários do tipo guincho, ambulância, centro de controle operacional, conexão via 0800, tudo isso estamos preparados para antecipar e iniciar a operação", afirmou.
Sul de Minas tem 454 km concedidos à iniciativa privada
A situação é semelhante no sul de Minas. Por lá o contrato contempla 454,4 quilômetros espalhados em oito rodovias. A área de concessão abrange 22 cidades, entre elas Itajubá, Poços de Caldas e Pouso Alegre.
Da mesma forma que no Triângulo, a concessão no Sul de Minas prevê cobrança de pedágio nove meses após a assinatura do contrato, firmado em 3 de março desse ano. No Sul de Minas estão previstas oito praças de pedágio, com a tarifa básica custando R$ 8,32.
Usuários tem acompanhado o ritmo das obras na região. Moradora de Santa Rita do Sapucaí, Jéssica Bueno Boechat costuma usar, frequentemente, o trecho até Pouso Alegre.
"Tenho acompanhado as obras, estão em um processo acelerado, não sei se por conta da cobrança do pedágio. Espero que, com isso, acabe melhorando o trecho. A gente precisa de mais sinalização, de uma estrada mais bem conservada", afirma.
Ela reclama, no entanto, do preço do pedágio - de mais de R$ 8 - e de como isso poderá afetar a rotina dos moradores.
"Esse pedágio poderia ser um pouco mais baixo. Muita gente trabalha em Pouso Alegre e mora em Santa Rita. Muita gente vai acabar se mudando por conta do pedágio", prevê.
Já para Rodrigo Rodrigues da Silva, usuário frequente do trecho da BR-459 entre Itajubá e Piranguinho, o problema é outro.
"As obras estão sendo feitas, mas para quem pega essa rodovia todo dia não é muito interessante. Talvez o estado teria que fazer essas reformas e não a iniciativa privada, para não pesar no bolso do cidadão", opina.
De acordo com Carla Fernandes de Souza, outra motorista que trafega com frequência nas rodovias sob concessão da iniciativa privada, se o serviço for de boa qualidade, o preço do pedágio não importará tanto.
"Não observei melhorias por enquanto, a MG-290 costuma ser bem ruim. Não me importo de pagar se o serviço prestado for de boa qualidade. Se a gente conseguir transitar em uma estrada com acostamento, assistência e um bom asfalto, a gente não se importa de pagar não", afirma.
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