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Rússia e China criticam sistema “Domo de Ouro” dos EUA e apontam risco à estabilidade estratégica

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Rússia e China criticaram o projeto de defesa antimísseis “Domo de Ouro”, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando a iniciativa como uma ameaça à estabilidade estratégica global. A manifestação foi feita em um comunicado conjunto divulgado após um encontro entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin.

O sistema “Domo de Ouro” prevê a criação de uma estrutura ampla de defesa antimísseis, com múltiplas camadas e atuação em diferentes ambientes. O projeto inclui a expansão de sistemas terrestres, como mísseis interceptadores, sensores e estruturas de comando, além da incorporação de elementos espaciais capazes de detectar, rastrear e interceptar ameaças.

Segundo o comunicado, o plano tem como objetivo desenvolver um sistema global capaz de neutralizar todos os tipos de mísseis, inclusive antes do lançamento e em todas as fases de voo. Rússia e China afirmaram que essa proposta representa uma ameaça evidente à estabilidade estratégica e contradiz princípios fundamentais que exigem equilíbrio entre armas ofensivas e defensivas.

Os dois países também criticaram a postura dos Estados Unidos em relação ao controle de armas nucleares. No documento, classificaram como irresponsável a decisão de permitir o fim do tratado New START, firmado em 2010, sem a adoção de um acordo substituto.

Além disso, Moscou declarou apoio à posição de Pequim de não participar de possíveis negociações com os Estados Unidos sobre controle de armas nucleares. O tema é alvo de divergências, já que há críticas nos Estados Unidos sobre a necessidade de flexibilizar acordos diante do crescimento do arsenal nuclear chinês.

O comunicado também destacou preocupações com planos de potências nucleares não identificadas de posicionar mísseis de alcance intermediário em bases avançadas. Segundo Rússia e China, essas ações representam ameaça a outros países e aumentam os riscos no cenário internacional.

Por fim, os dois países alertaram que estratégias que envolvem ataques preventivos ou preemptivos, com o objetivo de neutralizar adversários, são altamente desestabilizadoras e configuram ameaça estratégica. No mesmo contexto, a Rússia divulgou imagens de exercícios militares que incluíram o transporte e a preparação de ogivas nucleares para sistemas móveis de lançamento.

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Gazeta de Varginha

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