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Segundo turno mobiliza 25 mil militares e operação alcança centenas de municípios brasileiros

há 1 hora
3 min de leitura
Segundo turno mobiliza 25 mil militares e operação alcança centenas de municípios brasileiros
Foto: Divulgação Exercito/Cerca de 25 mil militares das Forças Armadas serão mobilizados no segundo turno das eleições, com ações de segurança e transporte de urnas e equipes em 306 municípios de 11 estados.
Forças Armadas mobilizam 25 mil militares para apoiar segundo turno das eleições em 306 municípios

Cerca de 25 mil militares das Forças Armadas serão mobilizados para apoiar o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25/10). De acordo com o Ministério da Defesa, a operação prevê ações em 306 municípios de 11 estados, com atividades voltadas à segurança da votação, ao acompanhamento da apuração e ao transporte de urnas eletrônicas e equipes da Justiça Eleitoral.

A mobilização envolve Marinha, Exército e Aeronáutica, com o uso de aviões, helicópteros, embarcações e viaturas militares. Os recursos serão empregados principalmente em regiões de difícil acesso, incluindo comunidades rurais, localidades ribeirinhas e terras indígenas.

O emprego das tropas foi solicitado pela Justiça Eleitoral e autorizado pelo Poder Executivo. A atuação ocorrerá em áreas definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos tribunais regionais, em coordenação com os órgãos de segurança pública.

Piauí terá o maior número de municípios com presença militar
O Piauí concentra o maior número de municípios incluídos nas ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), com 81 cidades. Em seguida aparecem Ceará, com 46 municípios; Pará, com 38; Amazonas, com 34; Mato Grosso, com 30; Maranhão, com 21; Acre, com 20; Rio de Janeiro, com 15; Alagoas, com oito; Rio Grande do Norte, com sete; e Tocantins, com seis.

A distribuição dos militares será feita conforme as solicitações e as necessidades identificadas pela Justiça Eleitoral em cada região. As atividades incluem o apoio à segurança durante a votação e a apuração, além do deslocamento de materiais e equipes.

No Rio de Janeiro, estão previstas ações de segurança eleitoral em 15 municípios. O estado também integra a operação logística de transporte de urnas e equipes, que abrangerá quatro municípios fluminenses.

Transporte de urnas inclui aviões, helicópteros e barcos
O transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e equipes da Justiça Eleitoral está previsto para 39 municípios de oito estados. O Amazonas concentra 16 localidades contempladas. Acre e Roraima terão cinco municípios atendidos cada, enquanto Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro contarão com quatro.

Maranhão e Mato Grosso terão dois municípios incluídos na operação, cada um, e o Amapá terá um. Os deslocamentos poderão ocorrer por diferentes meios, de acordo com as condições de acesso e as necessidades locais.

A utilização de aeronaves e embarcações é especialmente importante em áreas onde as estradas são limitadas ou onde o acesso depende de travessias e rotas fluviais.

Mobilização será menor que a do primeiro turno
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram mobilizados 26,5 mil militares, com previsão de segurança eleitoral em 482 municípios de 12 estados e atuação em 8.827 locais de votação, conforme informações divulgadas pelo TSE.

Para o segundo turno, o Ministério da Defesa prevê cerca de 25 mil militares em 306 municípios nas ações de Garantia da Votação e da Apuração. A diferença nos números está relacionada ao planejamento e às demandas apresentadas para cada etapa do processo eleitoral.

A quantidade de municípios e de militares, isoladamente, não permite concluir se houve aumento ou redução da segurança eleitoral, uma vez que a distribuição dos recursos depende das necessidades de cada localidade.

Operação tem autorização federal e coordenação nacional
O emprego das Forças Armadas está amparado pelo Decreto nº 13.073/2026, publicado em julho, que autoriza o apoio militar à votação, à apuração e à logística das eleições gerais.

Os tribunais regionais encaminham as demandas, o TSE conduz as decisões correspondentes e o Ministério da Defesa organiza a atuação das Forças Armadas.
A coordenação nacional ocorre no Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, com participação dos comandos conjuntos da Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste. O Comando de Operações Aeroespaciais coordena os recursos aéreos empregados na operação.

O objetivo da mobilização é apoiar o funcionamento dos trabalhos eleitorais, contribuir para a segurança da votação e garantir o transporte de materiais e equipes às localidades contempladas.
Fonte: SociedadeMilitar

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