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Servidora pública é alvo de investigação por desvio milionário da saúde em Uberlândia

  • gazetadevarginhasi
  • 16 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Servidora pública é alvo de investigação por desvio milionário da saúde em Uberlândia
Divulgação
MPMG deflagra operação contra desvio de R$ 6,5 milhões da saúde pública em Uberlândia.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta segunda-feira (14/7), em Uberlândia, a “Operação Tratamento Fantasma”, que investiga o desvio de mais de R$ 6,5 milhões em recursos públicos da Secretaria Municipal de Saúde. O esquema criminoso teria atuado ao longo dos últimos três anos no Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), destinado a custear despesas com transporte e hospedagem para pacientes que precisam de atendimento médico em outras cidades.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o principal alvo da investigação é uma servidora pública municipal de Uberlândia, apontada como peça central no esquema fraudulento. Ela e outros investigados estariam se apropriando indevidamente de verbas públicas por meio da criação de procedimentos falsos no programa TFD, utilizando nomes de "laranjas" como se fossem pacientes reais.

Os valores calculados para os supostos tratamentos eram transferidos para contas bancárias dos “laranjas” ou de terceiros indicados como seus representantes legais. Em seguida, parte do dinheiro era utilizada na aquisição de joias e na contratação de serviços, sendo o restante devolvido à servidora e a outros integrantes do grupo, segundo apuração do MPMG.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, de quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos, além da determinação judicial de indisponibilidade de bens dos investigados. Testemunhas ouvidas pelo Ministério Público confirmaram o recebimento dos valores públicos, mas negaram qualquer tipo de tratamento fora do município ou mesmo existência de enfermidade.

O MPMG afirmou que a ação é uma repressão qualificada contra crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro envolvendo recursos da saúde pública. O município de Uberlândia tem colaborado com as investigações e realiza auditoria interna sobre os procedimentos do TFD.

A operação foi conduzida pelo Gaeco em conjunto com a 6ª Promotoria de Justiça de Uberlândia, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar de Minas Gerais. Participaram da ação dois promotores de Justiça, dez policiais militares, dois policiais civis, além de servidores e colaboradores do MPMG.

As investigações continuam sob responsabilidade do Ministério Público.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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