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Submersível que visitou o Titanic registra primeiras imagens detalhadas do naufrágio do navio Quest

  • 13 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Uma expedição liderada pela Sociedade Geográfica Real Canadense (RCGS), em parceria com a Instituição Oceanográfica Woods Hole, registrou as primeiras imagens detalhadas dos destroços do Quest, o último navio utilizado pelo explorador antártico Sir Ernest Shackleton. A embarcação permanece naufragada há mais de 60 anos no Mar do Labrador e foi documentada com o auxílio do submersível tripulado Alvin, o primeiro veículo desse tipo a visitar os destroços do Titanic, além de um veículo operado remotamente (ROV) equipado com câmeras e sensores para exploração em grandes profundidades.

As imagens revelam que boa parte da estrutura do navio continua preservada. A proa, o convés e algumas vigias permanecem visíveis, enquanto o mastro principal aparece tombado. Os pesquisadores também observaram que o naufrágio está coberto por corais rosados e abriga diversas espécies marinhas, entre elas bacalhau, peixe-vermelho e peixe-lobo.

John Geiger, líder da expedição e diretor-executivo da RCGS, afirmou que a aproximação do navio foi um momento marcante para a equipe. Segundo ele, a embarcação surge gradualmente da escuridão do fundo do mar, proporcionando uma visão impressionante e permitindo imaginar Shackleton caminhando pelo convés há cerca de um século.

Os destroços do Quest haviam sido localizados em 2024 durante a Expedição Shackleton Quest. Na ocasião, porém, apenas imagens obtidas por sonar de varredura lateral estavam disponíveis. O objetivo da nova missão foi retornar ao local com tecnologias mais avançadas de imagem e veículos subaquáticos capazes de produzir um registro mais completo do estado de conservação da embarcação. Durante a inspeção inicial, os pesquisadores identificaram grandes redes de pesca cobrindo parte dos destroços.

Após a obtenção das novas imagens, a equipe iniciou um trabalho de três dias de levantamentos e mapeamento utilizando a tecnologia canadense de fotogrametria subaquática Voyis. O material permitirá a criação de uma réplica digital permanente do naufrágio, destinada a pesquisas futuras e à divulgação pública.

Ainda neste mês, os pesquisadores seguirão para a Groenlândia para estudar outro naufrágio ligado à chamada Era Heroica da exploração antártica: o Terra Nova, último navio utilizado por Robert Falcon Scott. O explorador britânico chegou ao Polo Sul em 1912 semanas depois da expedição liderada pelo norueguês Roald Amundsen e morreu durante a viagem de retorno, ao lado de quatro integrantes de sua equipe.

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Gazeta de Varginha

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