Sul de Minas completa cinco anos da vacinação contra a Covid-19 com baixa adesão às doses de reforço
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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fonte: g1
O Sul de Minas completa, nesta semana, cinco anos do início da vacinação contra a Covid-19, que começou em 19 de janeiro de 2021 e foi fundamental para a redução de casos graves e mortes provocadas pela doença. Apesar de a vacina hoje integrar o calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS), a adesão às doses de reforço segue baixa na região.
Entre as quatro cidades mais populosas — Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos — nenhuma atingiu 30% de cobertura da quarta dose. Em Varginha, 92% da população recebeu duas doses, mas o índice cai para 61,91% na terceira e apenas 21,99% na quarta. Poços de Caldas apresenta os melhores números, com 99,11% da população vacinada com a segunda dose, cerca de 70% com a terceira e 29% com a quarta.
Em Pouso Alegre, 97,71% receberam duas doses, 65% três doses e aproximadamente 23% a quarta. Já Passos apresenta os menores percentuais: 84% com duas doses, 54% com três e apenas 18% com a quarta dose.
A primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Sul de Minas foi a enfermeira Adriana de Souza, da Santa Casa de Alfenas, em um ato simbólico realizado em 19 de janeiro de 2021, que marcou o início da campanha na região.
Segundo o médico Luiz Carlos Coelho, a queda na procura pelas doses de reforço está diretamente ligada à disseminação de fake news. Ele alerta que a baixa cobertura vacinal deixa a população mais vulnerável, especialmente diante do aumento da circulação de vírus respiratórios.
Para enfrentar o problema, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais lançou o programa “Conexão Viral em Movimento”, que prevê, nos meses de fevereiro e março, ações de capacitação e estratégias de incentivo à vacinação nas quatro macrorregiões do Sul de Minas. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e preparar os serviços de saúde para o aumento de casos de síndromes gripais e respiratórias, agravados pelas mudanças climáticas e pela circulação de vírus como a Covid-19, a influenza H3N2 e o vírus sincicial respiratório, além da preocupação com a dengue no período pós-chuvas.
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