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Superintendência Regional de Saúde de Varginha reúne cinco municípios para fortalecer a Atenção Especializada à Saúde no Sul de Minas

há 13 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Varginha promoveu, no dia 20 de outubro, em seu auditório, o Encontro de Fortalecimento da Rede de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O evento reuniu profissionais de diferentes setores com o objetivo de fortalecer a articulação entre os serviços de prevenção, acolhimento, atendimento e enfrentamento à violência contra as mulheres.

Participaram representantes das áreas de Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública e Sistema de Justiça, além de integrantes de conselhos municipais e de outras instituições que atendem mulheres em situação de violência e seus familiares. Durante o encontro, foram discutidas estratégias para aprimorar a integração entre os serviços, qualificar o acolhimento e melhorar os fluxos de encaminhamento e acompanhamento das vítimas. Na abertura, Tatiana Vilela Pessoa, referência em Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Infecções Sexualmente Transmissíveis na SRS de Varginha, destacou a importância da atuação conjunta das instituições para enfrentar a violência contra as mulheres. “Quanto mais a gente aprofunda o tema da violência, percebemos que nenhuma instituição consegue enfrentar essa realidade de forma isolada. E eventos como o de hoje fortalecem nossos vínculos, nos possibilitam conhecer melhor cada serviço desta rede, aprimorando, assim, o fluxo de encaminhamento, acolhimento e acompanhamento das mulheres em situação de violência”, afirmou.

O encontro foi conduzido pelas psicólogas Roseane Lima de Souza, da Subsecretaria de Política dos Direitos das Mulheres da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (SEDESE), e Danielly Dias, do Centro de Referência Especializado de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CERNA).

Durante as discussões, Roseane ressaltou a importância de reconhecer as diferentes formas de violência e acolher as vítimas sem julgamentos. Ela explicou que a violência pode se agravar ao longo do tempo e que, muitas vezes, a agressão física é precedida por outras formas de violência, como a psicológica.

“O feminicídio não começa na morte da vítima. Quando a mulher é vítima da violência física, na maioria das vezes, ela já está sofrendo outras violências como a psicológica há muito tempo. É muito importante que nós como sociedade não julguemos e promovamos o acolhimento”, afirmou. Danielly Dias também destacou a dimensão histórica e social da violência contra as mulheres, ressaltando que o problema não deve ser tratado como uma sequência de casos isolados, mas como uma realidade relacionada à desigualdade de poder entre homens e mulheres. “A violência contra a mulher é um fenômeno histórico, social e político. Não se trata de casos isolados, mas de um problema enraizado na desigualdade de poder entre homens e mulheres”, destacou.

O encontro reforçou a importância da cooperação entre os diferentes setores envolvidos no atendimento às mulheres em situação de violência, com atenção ao acolhimento, à identificação das diversas formas de agressão e à integração dos serviços responsáveis pelo encaminhamento e acompanhamento das vítimas.

Fonte e foto: SRS Varginha

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