Suspeito de incendiar carro da ex-companheira é encontrado morto em Varginha
2 de jul.
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Reprodução
O homem de 36 anos investigado por incendiar o carro da ex-companheira foi encontrado morto na manhã de terça-feira (30), em uma residência no bairro Bela Vista, em Varginha. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte. Até a elaboração desta matéria, a causa do óbito não havia sido divulgada.
O investigado estava foragido desde 24 de junho, daaata em que teria incendiado o veículo da ex-companheira. Na ocasião, a Polícia Civil já acompanhava o caso e aguardava a expedição de um mandado de prisão preventiva pela Justiça.
Conforme registros policiais e relato da vítima, o homem não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de 13 anos. A separação ocorreu no fim do ano passado após episódios de violência doméstica que, segundo a mulher, também passaram a atingir um dos filhos do casal, de 12 anos.
Ainda de acordo com a vítima, ela vinha sendo alvo de perseguições e ameaças constantes havia aproximadamente seis meses. Diante da situação, a Polícia Civil solicitou à Justiça uma medida protetiva de urgência que impedia a aproximação do investigado. Segundo as informações apuradas, a determinação judicial teria sido descumprida diversas vezes.
Antes do incêndio, o investigado também teria provocado danos ao veículo ao colocar areia e água no motor e, em outra ocasião, invadido a residência da ex-companheira para furtar uma motocicleta. O ataque ocorreu na manhã de 24 de junho, no bairro Bela Vista. Segundo a investigação, o homem interceptou a vítima enquanto ela dirigia e passou a danificar o veículo. Imagens gravadas pela própria motorista registraram o momento em que os retrovisores foram quebrados e pedras lançadas contra os vidros.
Na tentativa de escapar das agressões, a mulher dirigiu até a casa de uma amiga para buscar abrigo. Conforme a investigação, após ela deixar o veículo, o suspeito derramou um líquido inflamável sobre o automóvel e ateou fogo. As chamas destruíram completamente o carro, utilizado como instrumento de trabalho da vítima, além de consumir documentos pessoais e pertences dos filhos.
Após o episódio, por receio de novos ataques, a mulher deixou Varginha. Até a elaboração desta matéria, a Polícia Civil informou apenas que instaurou procedimento para esclarecer as circunstâncias da morte do investigado. As investigações permaneciam em andamento.
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