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Tereza Cristina mantém candidatura à presidência do Senado e tenta se consolidar como terceira via

há 24 minutos
2 min de leitura
Foto Lula Marques/Agência Brasil
Foto Lula Marques/Agência Brasil


A senadora Tereza Cristina (PP-MS) decidiu manter sua candidatura à presidência do Senado Federal e tenta se apresentar como uma terceira via na disputa pelo comando da Casa. A parlamentar busca atrair o apoio de partidos do Centrão que resistem tanto à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) quanto à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN).

A tentativa de unificar a oposição em torno de um único nome para enfrentar Alcolumbre não avançou. Tereza Cristina e Rogério Marinho chegaram a se reunir na semana passada para discutir a possibilidade de um dos dois retirar sua candidatura, mas não conseguiram chegar a um acordo.

Marinho, que lidera a oposição no Senado, pretende oficializar sua candidatura nesta quarta-feira (4). Tereza, por sua vez, optou por continuar articulando seu nome nos bastidores e pretende permanecer na disputa até a eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Estratégia é atrair partidos do Centrão

Aliados da senadora avaliam que ela tem maior capacidade de diálogo com diferentes grupos políticos dentro do Congresso, inclusive com parlamentares governistas. A estratégia é conquistar apoio de partidos do Centrão que não desejam a permanência de Alcolumbre, mas também demonstram resistência ao nome de Marinho.

Apesar de integrar a oposição, Tereza Cristina procura construir uma candidatura que ultrapasse as divisões entre governo e oposição. Seus apoiadores acreditam que esse perfil pode ampliar sua base de votos e torná-la uma alternativa aos dois principais concorrentes.

Impeachment de ministros do STF divide os candidatos

Outro ponto de divergência entre Tereza Cristina, Rogério Marinho e Davi Alcolumbre envolve a condução dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A senadora tem afirmado a aliados que não concorda com o bloqueio dessa pauta, posição associada à atuação de Alcolumbre. Ao mesmo tempo, também não considera que os processos de impeachment devam se transformar na prioridade absoluta do Senado, como defende o grupo de Marinho.

Tereza defende que o tema seja discutido pela Casa, mas que a agenda legislativa também contemple uma ampla pauta de reformas econômicas no próximo ano.

Disputa ainda não tem maioria definida

Nos cálculos de aliados da senadora, nenhum dos principais concorrentes reúne atualmente os 41 votos necessários para conquistar a presidência do Senado. As projeções internas das articulações também apresentam sobreposição de nomes: alguns parlamentares aparecem nas listas de apoio de mais de um candidato.

A estratégia de Tereza Cristina é manter sua candidatura ativa para ampliar sua força política durante as negociações. Em um segundo momento, seus aliados pretendem tentar convencer Rogério Marinho a retirar a própria candidatura e apoiar a senadora.

Por enquanto, entretanto, não há acordo entre os dois oposicionistas. A divisão mantém a disputa aberta diante da tentativa de Davi Alcolumbre de conquistar um novo mandato à frente do Senado.

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