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Fatores que podem beneficiar cada partido nas eleições de meio de mandato dos EUA; mapa do Senado e impopularidade de Trump definem disputa

há 26 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A disputa pelo Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (3), envolve a renovação de todas as 435 cadeiras da Câmara e de cerca de um terço do Senado. Embora as expectativas gerais favoreçam os democratas, múltiplos fatores — estruturais, eleitorais e políticos — podem beneficiar cada lado. O resultado definirá quem controla a legislação e as investigações durante a segunda metade do mandato de Donald Trump, moldando a política americana e, por consequência, influenciando relações e economia no mundo.

Do lado republicano, três vantagens se destacam. Primeiro, o mapa do Senado é favorável: mesmo vencendo por 10 pontos em todos os estados, os democratas conquistariam apenas 49 assentos; precisam ganhar ao menos dois estados que Trump venceu por margem de dois dígitos. Segundo, as pesquisas podem subestimar sistematicamente o eleitorado conservador, que responde menos aos levantamentos. Terceiro, o redesenho de distritos eleitorais promovido pelo partido em vários estados pode limitar ganhos oposicionistas. Além disso, em estados como Maine e Michigan, onde os democratas defendem cadeiras, a vantagem ainda não foi consolidada.

Para os democratas, a força principal é a impopularidade de Trump, rejeitado por proporção próxima a dois para um — índice entre os piores da história moderna para um presidente em meio de mandato. Grupos que ampliaram sua base em 2024 — jovens, latinos e eleitores infrequentes — afastaram-se. A guerra com o Irã, o aumento de preços de combustíveis e a percepção de promessas não cumpridas (não iniciar conflitos, controlar inflação) pesam. Também cresce a preocupação com enriquecimento pessoal do presidente e de sua família, tema que pode mobilizar eleitores indecisos contra o governo.

A convergência desses fatores torna o resultado imprevisível. Estruturalmente, o sistema favorece os republicanos; politicamente, o descontentamento com a gestão dá vantagem aos democratas. O eleitorado decide entre dar continuidade à pauta do presidente ou colocar freios — e possíveis investigações — no caminho. O que está em jogo não é apenas quem governa nos próximos dois anos, mas a própria capacidade de avançar, bloquear ou questionar cada decisão tomada em Washington.

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