Toffoli e Moraes adotam estratégias opostas diante do caso Banco Master
há 12 horas
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Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, têm adotado estratégias distintas para reagir à crise envolvendo o Banco Master. Ambos foram citados nas investigações por relação com o dono da instituição, Daniel Vorcaro, e negam qualquer irregularidade.
Inicialmente relator do caso, Toffoli tomou uma série de medidas consideradas controversas. Após deixar a condução da investigação, o ministro passou a evitar exposição pública e reduziu sua atuação, mantendo-se distante dos holofotes.
O magistrado também se declarou suspeito e não participou do julgamento da 2ª Turma que confirmou a ordem de prisão expedida por André Mendonça contra Vorcaro. Além disso, tem evitado apresentar votos extensos no plenário e não tem proferido decisões de grande alcance que possam gerar controvérsia.
Toffoli ainda reduziu sua participação em articulações internas. Ele não compareceu, por exemplo, a uma reunião fechada em que os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino cobraram do presidente da Corte, Edson Fachin, maior empenho na defesa do tribunal.
Em sentido oposto, Moraes tem mantido atuação ativa. Em janeiro, ele abriu uma investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos de integrantes do STF e de seus familiares. A iniciativa partiu do próprio ministro, sem provocação da Procuradoria-Geral da República ou da Polícia Federal, o que costuma gerar críticas.
O ministro também restringiu a atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e abriu possibilidade para anulação de provas obtidas a partir de relatórios de movimentação financeira, conhecidos como RIFs. A decisão é considerada relevante por poder impactar diversas investigações em andamento no país, incluindo as relacionadas ao INSS e ao próprio caso Master.
Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes adotou uma postura diferente. Após negar quatro pedidos de prisão domiciliar, o ministro autorizou que Bolsonaro permaneça em casa por pelo menos 90 dias para se recuperar do agravamento de seu quadro de saúde, após internação de 15 dias em março.
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