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Trinta anos depois: como vivem hoje as mulheres que dizem ter visto o ET de Varginha

  • gazetadevarginhasi
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

fonte: g1
fonte: g1
Trinta anos após o episódio que ficou conhecido mundialmente como o Caso do ET de Varginha, as três jovens que afirmam ter visto uma criatura extraterrestre em janeiro de 1996 seguem sustentando a mesma versão dos fatos. Hoje adultas, com famílias constituídas, filhos e netos, elas afirmam nunca ter se beneficiado da repercussão do caso e dizem conviver até hoje com as marcas deixadas pela exposição e pelas dúvidas levantadas ao longo dos anos.
Kátia Xavier e as irmãs Liliane de Fátima Silva e Valquíria Silva tinham, respectivamente, 22, 16 e 14 anos quando relataram o encontro que projetou Varginha, no Sul de Minas, internacionalmente. As três participaram do último episódio da série documental “O Mistério de Varginha”, exibida pela TV Globo, que reuniu novamente as testemunhas no local onde afirmam ter visto a criatura.
Atualmente, Kátia atua como palestrante e cuidadora de idosos. Segundo ela, contar sua história faz parte de quem ela é. Kátia afirma que não tem medo de relatar o que viveu e que encara o episódio como um legado para os filhos e netos, apesar de admitir que enfrentou períodos difíceis, como depressão e preconceito.
Valquíria, por sua vez, trabalha com a produção e venda de pães de queijo para lanchonetes e buffets da cidade. Mãe de dois filhos, ela avalia que a experiência não trouxe benefícios. Segundo relata, o episódio foi marcado por sofrimento e constrangimentos, e afirma que, se pudesse escolher, preferiria não ter vivido aquilo.
Liliane construiu uma vida discreta, dedicada à família. Hoje mãe e avó, ela descreve uma rotina simples, longe da exposição pública. Apesar de afirmar que superou os preconceitos e julgamentos, diz que não gostaria de passar novamente por tudo o que enfrentou após o caso ganhar repercussão.
As três destacam o papel fundamental de Dona Luísa Helena da Silva, mãe de Liliane e Valquíria, que deu apoio incondicional às jovens ao longo dos anos. Segundo elas, a matriarca foi essencial para ajudá-las a enfrentar o medo, a pressão e o impacto emocional causados pela história.
Durante a gravação do documentário, as mulheres retornaram juntas ao terreno onde afirmam ter visto a criatura. O reencontro foi marcado por emoção e desconforto. Segundo os relatos, o local ainda desperta medo e revive sentimentos intensos, como se o episódio estivesse acontecendo novamente.
Em um dos momentos mais emocionantes, Kátia pediu desculpas às amigas por estarem juntas naquele dia, afirmando sentir-se responsável por tê-las chamado e, de certa forma, envolvido no episódio que marcou a vida das três. Apesar disso, elas reforçam que a ligação entre elas permanece forte após três décadas de convivência, sofrimento e superação.
A série “O Mistério de Varginha” revisita o caso ao longo de três episódios, reunindo depoimentos inéditos, documentos, áudios e registros históricos. A produção apresenta diferentes versões sobre o que teria ocorrido em 1996, confronta relatos e acompanha como o episódio impactou a vida das chamadas “meninas do ET”, que seguem afirmando que viveram algo real, independentemente de crença ou descrença do público.

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Gazeta de Varginha

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