Trump volta a pressionar Irã e publica imagem de Ormuz como território americano
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (18) uma imagem em sua rede social Truth Social na qual o Estreito de Ormuz aparece identificado como “novo território dos Estados Unidos”. A publicação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Teerã e às disputas sobre o controle e a reabertura da importante rota marítima.
A publicação veio após Trump afirmar, nos últimos dias, que pretendia transformar o estreito em território norte-americano. Na segunda-feira (17), o presidente disse a jornalistas na Casa Branca que considerava uma “ótima ideia” fazer a declaração.
Na sexta-feira (14), durante um comício em Long Island, no estado de Nova York, Trump já havia afirmado que pretendia declarar o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos após uma suposta derrota do Irã. O presidente também disse que os Estados Unidos mantinham o controle da região por meio de um bloqueio naval.
Apesar da declaração e da imagem publicada nas redes sociais, o Estreito de Ormuz não foi formalmente incorporado aos Estados Unidos. A passagem marítima fica entre o Irã e a Península de Musandam, parte do território de Omã, e conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.
O governo iraniano rejeitou as declarações de Trump. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o estreito pertence ao país e que continuará sob autoridade iraniana. Teerã também mantém a posição de que a abertura e o fechamento da passagem dependem de decisões do próprio Irã.
A região possui grande importância para o comércio internacional de energia. Antes da atual crise, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural passava pelo Estreito de Ormuz. A redução do tráfego na área tem provocado preocupação nos mercados internacionais e aumentado as incertezas sobre o fornecimento de combustíveis.
A tensão também envolve Omã, país que mantém relações com os Estados Unidos e historicamente atua como intermediário nas negociações entre Washington e Teerã. Trump chegou a ameaçar uma ação militar contra o país caso considerasse que o governo omanita estivesse atrapalhando os esforços relacionados ao estreito e às negociações com o Irã.
O cenário se agravou após o fim, em 17 de agosto, do prazo de 60 dias previsto em um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. O período terminou sem um acordo definitivo, enquanto as negociações permanecem paralisadas e a disputa pelo Estreito de Ormuz continua no centro das tensões entre os dois países.
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