Turismo em Minas retoma crescimento após meses de retração
há 18 horas
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O turismo de Minas Gerais iniciou o segundo trimestre de 2026 com sinais de recuperação. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgado pelo IBGE e analisado pela Fecomércio MG, mostram que a atividade turística cresceu 1,9% em abril na comparação com março, o que interrompe a sequência de resultados negativos registrada nos meses anteriores.
Apesar do avanço, o desempenho mineiro ficou abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 4,1% no mesmo período.
A melhora é atribuída principalmente à recuperação de atividades ligadas ao consumo das famílias, como hospedagem, alimentação e serviços relacionados ao lazer. Ainda assim, o resultado não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas desde o início do ano.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o setor começa a reagir, mas ainda enfrenta desafios importantes.
“O crescimento registrado em abril mostra que alguns segmentos voltaram a ganhar dinamismo, principalmente aqueles ligados ao lazer e ao consumo das famílias. No entanto, a recuperação ainda ocorre de forma gradual e seletiva, enquanto atividades estruturantes do setor continuam apresentando desempenho abaixo do esperado”, afirma. Na comparação com abril de 2025, o turismo mineiro registrou retração de 4,4%. No Brasil, a queda foi menor, de 1,5%.
O cenário também aparece nos indicadores acumulados. Entre janeiro e abril, a atividade turística em Minas recuou 6,3%, enquanto o País registrou crescimento de 0,4%.
Nos últimos 12 meses, o estado acumula retração de 6,5%, em contraste com a expansão nacional de 2,7%. O resultado reforça que a recuperação do turismo mineiro ocorre em ritmo mais lento que o observado em outras regiões do país.
Para Fernanda Gonçalves, fatores ligados ao setor de serviços ajudam a explicar esse desempenho.
“O turismo depende diretamente da renda das famílias, da mobilidade e da confiança do consumidor. Embora exista uma melhora pontual em atividades voltadas ao lazer, segmentos como transportes, pressionado principalmente pelo ramo de transporte aéreo de passageiros, ainda limitam uma recuperação mais consistente da atividade turística em Minas Gerais”, explica.
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