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TV PRINCESA, A QUASE RAINHA QUE FOI TRATADA COMO PLEBEIA.

  • há 5 horas
  • 5 min de leitura

Reprodução
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A total integração que um veículo de comunicação de massa promove nas comunidades, passa em primeiro lugar, pela sensibilidade dos gestores municipais em reconhecer isto, notadamente devido a sua grande importância para todos. Vamos tratar aqui um pouco da história da TV Princesa, que foi criada no ano de 1991 pela prefeitura, mas seu funcionamento de fato se deu em julho de 1992 em caráter oficial. Naquela época, o ex-prefeito Dilzon Melo deixava o cargo, finalizando um mandato de 6 anos, e quem o sucedia na gestão pública era Antônio Silva em seu primeiro mandato. Prefeito novo empossado, o passo seguinte foi o preenchimento das vagas na TV, que se deu por concurso público promovido pela Prefeitura de Varginha, através da Fundação Cultural, para contratar 30 profissionais entre técnicos e operadores, jornalistas, para o desenvolvimento do projeto de comunicação daquele novo veículo que nascia. Desde então, a TV está integrada à Fundação Cultural de Varginha, e naquela época mantinha ativos em sua programação 04 telejornais diários, mais um programa diferente a cada dia da semana, com diversos assuntos interessantes aos telespectadores, passando pela arte e cultura, saúde, policial, agricultura e empresarial. No seu primeiro endereço, a emissora funcionou junto ao salão nobre do VTC, mas depois, necessitando de mais espaço físico, a emissora também chegou a funcionar no endereço da Av. Ministro Bias Fortes. Vamos aqui dar um destaque para os anos da década de 90, realmente foram os mais profícuos e brilhantes de sua história, memoráveis e inovadores, e muito bem trabalhados e produzidos pelos profissionais da emissora, com uma equipe coesa e atenta, ofertando grande e substancial conteúdo, desde o entretenimento passando pelo jornalismo, atuando sim, como testemunha ocular do crescimento da nossa cidade. A história não pode ser mudada, sendo reconhecido o excelente trabalho desenvolvido pelo jornalista Targino Fernandes Valias que foi um de seus diretores.
Mas, avançando no tempo
Foi na segunda administração do ex-prefeito Antônio Silva que ocorreram alguns atos administrativos, mas com significativos cortes orçamentários oriundos da conhecida Lei Robin Hood, que levaram a municipalidade a comprometer a trajetória exitosa e a manutenção da qualidade do trabalho da emissora. A prefeitura num ato de desapego, transferiu para a FEPESMIG, Fundação de Pesquisa do Sul de Minas, embrião do atual Grupo Unis, a TV Princesa que passou a ser gerida por aquela entidade educacional. E sob a gestão da FEPESMIG, a TV Princesa teve também outra fase importante, e foi comandada até o ano de 1999. No ano seguinte em 2000, a TV Princesa foi devolvida pela direção da FEPESMIG, e voltou para a responsabilidade da Prefeitura de Varginha, mas, por outra decisão do prefeito Antônio Silva, foi retirada do ar e desativada por três anos.
A TV Princesa, um orgulho para a nossa gente em se ver na TV e participar de seu crescimento, só retornou à tela com suas atividades jornalísticas somente no ano de 2003. O ato administrativo que fez a emissora emergir do esquecimento em que se encontrava, se deu no governo do ex-prefeito Mauro Tadeu Teixeira, prosseguiu com a emissora no ar até o final do ano de 2012 sob à gestão do grupo político predominante na época, o Partido dos Trabalhadores, PT. Mas no ano de 2013, a história política na cidade de Varginha mudou de rumo novamente, voltando a ocupar a cadeira de prefeito, o então gestor Antônio Silva, que desde aquela época já era apoiado pelo atual grupo político predominante no governo de Varginha. No retorno de Silva à gestão municipal, quem ocupou a direção da TV foi o professor Francisco Graça Moura.
Com a saída de Graça Moura posteriormente, porque em se tratando de nomeações políticas a cada hora vem uma novidade, quem passou a ocupar a vaga de diretor foi Nyei Nadeia, outro apadrinhado político que permanece até hoje, sendo mantido na TV pelo atual gestor de Varginha e pelo seu grupo político. Mas, o absurdo é que a TV perdeu a outorga de sua concessão no ano de 2016, e assim permaneceu até agora até ao final de 2025, praticamente.
O que nos chamou a atenção foi que, para esses homens públicos de Varginha que sempre estão dizendo ser legalistas e que se orientam na vida pública pelo pleno cumprimento da lei, inexplicavelmente, num ato de total ilegalidade e omissão não cumpriram a lei, deixaram este veículo de comunicação televisivo do município de Varginha, durante esses anos todos, sem estar legalmente apto e autorizado a fazer suas transmissões, deixando a TV Princesa como uma emissora pirata, e absurdamente ninguém tomou providência, isto é espantoso. E também, neste período funcionando sem qualquer amparo legal, a emissora do município promoveu uma descarada e evidente, campanha ostensiva para a opinião pública, na divulgação das atividades políticas e administrativas do executivo local. Também, sem questionamentos emergentes por parte dos vereadores ou mesmo fiscalizações, até eles acabaram ficando “de fora” das divulgações de suas atividades legislativas na TV Princesa, onde somente os demais prefeitos que ocuparam os cargos nas legislaturas posteriores é que tiveram privilégio de uma propaganda “grátis” de seus atos, nominados como atos administrativos do município de interesse da coletividade. Mas o tempo nunca para, e já em 2025, ano passado, se deu de fato o desligamento de todas as transmissões analógicas da TV Princesa, porque a prefeitura não se manifestou legalmente no prazo regimental, pela manutenção da TV com suas transmissões no ar, mesmo porque já estava há anos ilegal e com débitos na esfera federal, o que fez com que ela perdesse sua concessão de funcionamento. Mas, a cidade de Varginha tem importância, esta região do sul de Minas Gerais também, e assim, a Rede Minas, visualizando e reconhecendo isto, pleiteou o canal perdido de Varginha e mostrou-se interessada em utilizar este espaço, o canal perdido pela TV Princesa, mas para isto seguiu os ritos comuns e legais na Câmara Federal e no Senado para emissão de nova outorga, a Rede Minas conseguiu, tendo sido autorizada a utilizar o canal por 15 anos vindouros, já contados a partir deste ano de 2026. Mas a pergunta a ser feita é dirigida a parceria entre A TV Princesa e a Rede Minas: continuará a emissora local sua transmissão e divulgação de conteúdo chamado “chapa branca”, nítida ênfase sempre favorável ao administrador municipal, deixando de lado outros valiosos conteúdos gerados pela nossa comunidade, só para a manutenção da sempre boa imagem política do gestor da cidade? Hoje, a TV Princesa ou Rede Minas, não temos notícia ainda da manutenção ou extinção do nome inicial, teve seu quadro funcional reduzido drasticamente de 30 profissionais no início da sua criação, para apenas 8 pessoas, já incluído o diretor.
O insucesso da TV Princesa se deveu ao fato de que ela, chegando perto de ser rainha, foi relegada a importância de plebéia, mas ainda pode ser encontrada no canal próprio no Youtube, onde exibe um telejornal de 30 minutos de conteúdo estritamente político sem intervalo.
O município de Varginha não possui seu canal próprio de TV, só terá um acordo de cavalheiros com o Governo do Estado de Minas Gerais (Rede Minas).
Quem puder responder a tudo isto, está com a palavra, só que para explicar e convencer a toda comunidade varginhense!

Gazeta de Varginha

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