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Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascida escondida em bolsa em maternidade do Piauí

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Uma técnica de enfermagem foi presa preventivamente após ser investigada por tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), escondendo a bebê dentro de uma bolsa. O caso foi registrado por câmeras de segurança da unidade e ganhou repercussão após ser exibido pelo programa Fantástico. A criança foi recuperada ainda dentro da maternidade e não sofreu ferimentos.

Segundo a investigação, a suspeita, identificada como Auricélia Rocha, trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos, mas estava de folga no dia do ocorrido. Ela teria informado à mãe da recém-nascida, uma adolescente de 14 anos, que levaria a bebê para realizar exames de rotina, entre eles o teste do pezinho. A explicação fez com que a criança fosse entregue à funcionária.

A ação, no entanto, despertou a desconfiança de Daniela Beatriz, tia da bebê. Ao perceber que a técnica saiu de uma sala carregando apenas uma bolsa preta de grande porte e entrou em um banheiro, ela decidiu acompanhá-la. Quando a mulher deixou o local usando outra roupa, Daniela a abordou, abriu a bolsa e encontrou a recém-nascida em seu interior. Em seguida, retirou a criança e pediu ajuda aos funcionários da maternidade.

As imagens do circuito interno registraram toda a movimentação. Como a comunicação do caso às autoridades ocorreu após a suspeita deixar a maternidade, não houve prisão em flagrante. Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva, que foi cumprida após a técnica receber alta de uma clínica psiquiátrica, onde havia sido internada por familiares.

Durante as buscas na residência da investigada, a Polícia Civil encontrou um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Familiares disseram acreditar que ela estivesse grávida, mas, segundo os investigadores, não foram apresentados exames que comprovassem a gestação. A polícia trabalha com a hipótese de que ela tenha agido sozinha.

A defesa de Auricélia afirmou que ela apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicação psiquiátrica e teria dificuldade para compreender a gravidade dos fatos. A Polícia Civil, por sua vez, informou que, até o momento, a investigação não considera a suspeita inimputável e apura o caso como tentativa de sequestro.

Gazeta de Varginha

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