Unimed Lança Fundo Imobiliário para Arrecadar R$ 150 Milhões e Adquirir Hospital
2 de ago. de 2024
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Divulgação
A Unimed está lançando um novo fundo imobiliário com o objetivo de captar R$ 150 milhões. A Investcoop, gestora de recursos da cooperativa, submeteu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o prospecto para a primeira emissão de cotas deste fundo. O objetivo é utilizar os recursos para adquirir o prédio do Hospital Metropolitano, ocupado pela Unimed Vale do Aço, localizado em Ipatinga, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Embora o valor do edifício seja estimado em R$ 150 milhões, ele está registrado no balanço da cooperativa por R$ 81,5 milhões.
De acordo com o documento, “a captação deve ocorrer ao longo dos próximos meses. O fundo se chamará Unimed Investcoop Nacional II”, conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo.
Segundo o estudo de viabilidade anexado ao prospecto na CVM, a aquisição do imóvel permitirá à cooperativa liquidar passivos, como empréstimos e financiamentos, reduzindo, assim, suas despesas financeiras.
Este não é o primeiro fundo imobiliário da Investcoop. Em 2020, a gestora lançou um fundo para construir um hospital em Campina Grande (PB), que já captou R$ 112,2 milhões. O hospital deve ser entregue em breve, e a cooperativa pagará R$ 844,4 mil mensais para ocupar o empreendimento. Outro fundo imobiliário também foi lançado pela gestora, captando até agora R$ 140,4 milhões para construir um hospital em Maceió.
Situação Financeira da Unimed-Rio
No ano passado, a Unimed-Rio decidiu transferir 107 mil clientes para outros planos de saúde devido à crise financeira. O prejuízo acumulado no primeiro semestre deste ano foi de R$ 840 milhões. Conforme divulgado pela Revista Oeste, a carteira de usuários que sofrerá essa movimentação inclui contratos individuais, de adesão e empresariais. Eles foram transferidos para a Federação das Unimeds do Estado do Rio de Janeiro (Unimed Ferj).
A Unimed Ferj já havia recebido mais de 70 mil beneficiários da Unimed-Rio, cujas migrações foram autorizadas em julho e no início de setembro. As transferências incluíram contratos de clientes pessoas físicas e empresas localizadas fora das cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, mas dentro do estado. Portanto, não há alterações para aqueles que estão dentro dessas duas cidades.
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