Varginha marca 30 anos do Caso ET com congresso ufológico internacional
gazetadevarginhasi
há 42 minutos
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Acontece hoje e amanhã, em Minas Gerais, o 1º Congresso Ufológico Internacional – Caso ET de Varginha, evento que marca os 30 anos de um dos episódios mais emblemáticos da ufologia mundial. O encontro relembra o caso que colocou Varginha, município com cerca de 135 mil habitantes, no mapa do turismo ufológico nacional e internacional.
O episódio teve início em janeiro de 1996, quando três jovens— Liliane Silva, então com 16 anos, Valquíria Silva, de 14, e Kátia Andrade Xavier, de 22 anos — relataram ter visto um ser de aparência incomum em um terreno baldio no bairro Jardim Andere.
Segundo os depoimentos, a criatura apresentava pele marrom e viscosa, grandes olhos vermelhos e três protuberâncias na cabeça. A mãe de Liliane e Valquíria, Luísa Helena Silva, foi a primeira pessoa procurada pelas meninas. O relato ganhou repercussão mundial.
Com a divulgação do episódio, ufólogos do Brasil e do exterior passaram a visitar Varginha para investigar o ocorrido. Enquanto parte da população e autoridades classificaram o caso como lenda urbana, pesquisadores defenderam a hipótese de um encontro com um ser extraterrestre, mantendo o debate ativo por três décadas. Conhecido internacionalmente como o “Caso Varginha”, o episódio completou 30 anos no último dia 20 de janeiro. Desde então, a cidade, antes reconhecida como polo cafeeiro, consolidou-se como referência no turismo ufológico, reunindo mistério e curiosidade científica. Entre os destaques das comemorações está a presença do cineasta norte-americano James Fox, responsável por documentários recentes sobre o caso.
A programação inclui a inauguração de espaços turísticos, como o Memorial do ET, projeto do artista Vandinho Beltrão. Paralelamente, a Prefeitura promove a Virada Varginha 2026, festival do calendário oficial do município. No campo audiovisual, o tema segue em evidência. Em Uberaba, o cineasta Fábio Ramalho iniciou a produção do longa-metragem O Incidente em Varginha, inspirado em obra dos ufólogos Vitório Pacaccini e Maxs Portes, com estreia prevista para este ano.
Versões em disputa
Trinta anos depois, o caso segue cercado por interpretações divergentes. A versão oficial, baseada em inquéritos militares arquivados pelo Superior Tribunal Militar, aponta que o episódio teria sido resultado de equívocos e boatos.
Segundo essa linha, as jovens teriam confundido a criatura com um morador local conhecido como “Mudinho”, e a movimentação do Exército estaria ligada a atividades rotineiras.
O processo reúne cerca de 600 páginas e está sob guarda do Arquivo Nacional.
Pesquisadores e entusiastas da ufologia contestam essa explicação, citando contradições nos relatos oficiais e novos depoimentos. Documentários recentes em plataformas de streaming reacenderam as discussões.
Cultura e legado
Varginha investiu em símbolos ligados ao caso, como o Memorial do ET, em formato de disco voador, que abriga planetário digital e exposições interativas. Outro ícone é a Nave do ET, antiga caixa d’água na Praça do ET, além de esculturas e murais temáticos.
O episódio também inspirou games, livros, documentários e podcasts. Mesmo tratado oficialmente como um engano, o Caso Varginha segue sem consenso definitivo e permanece vivo no imaginário popular, consolidando-se como parte do patrimônio cultural da cidade.