Veja como verificar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco
gazetadevarginhasi
há 6 horas
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Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, aumentou a circulação de notícias e rumores sobre a situação econômica de bancos em operação no país. Nem sempre, porém, essas informações são corretas. Para consumidores e investidores, saber diferenciar alertas reais de fake news é fundamental para proteger o dinheiro e tomar decisões mais seguras.
Existem ferramentas oficiais, bases públicas de dados e indicadores objetivos que permitem avaliar a saúde financeira de uma instituição bancária no Brasil. Antes de agir por medo, a recomendação é consultar fontes confiáveis, analisar números concretos e desconfiar de promessas de rentabilidade fora do padrão de mercado. Informação de qualidade segue sendo a principal defesa contra boatos e prejuízos.
A seguir, confira um passo a passo para verificar se uma notícia negativa sobre um banco procede ou se trata apenas de desinformação.
O primeiro passo é confirmar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil. Essa verificação pode ser feita no site oficial do BC, no caminho “Meu BC”, depois “Serviços” e, em seguida, “Encontre uma instituição”. Bancos não autorizados não podem operar legalmente no sistema financeiro nacional.
Outra orientação importante é consultar bases oficiais de dados. Três plataformas concentram informações confiáveis: a Central de Demonstrações Financeiras do Sistema Financeiro Nacional (CDSFN), mantida pelo Banco Central; o site Banco Data, que organiza dados financeiros de forma acessível, com indicadores visuais de risco; e a página de Relações com Investidores (RI) de cada instituição, obrigatória para todos os bancos autorizados pelo BC. Nessas plataformas, é possível analisar balanços, resultados e indicadores de risco.
Entre os principais indicadores de solidez, destaca-se o Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital próprio do banco e os riscos assumidos. No Brasil, o mínimo exigido é de 11% para instituições em geral e 13% para bancos cooperativos. Índices acima de 15% são considerados mais confortáveis. Quanto maior o percentual, maior a capacidade do banco de absorver perdas. Outros pontos relevantes são o lucro líquido recorrente, que indica boa gestão quando é consistente ao longo do tempo, o nível de inadimplência da carteira de crédito e o índice de imobilização, que mostra quanto do capital está comprometido em ativos de baixa liquidez. Também é importante acompanhar o rating de crédito atribuído por agências como Moody’s, S&P e Fitch, já que rebaixamentos sucessivos costumam acender sinais de alerta.
Para investidores, é essencial verificar se a instituição é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. O FGC cobre contas correntes, poupança, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, entre outros produtos. Já investimentos como CRI, CRA, debêntures, títulos públicos, fundos de renda fixa, depósitos no exterior e depósitos judiciais não contam com essa proteção.
Outro ponto de atenção é a rentabilidade oferecida. Bancos menores costumam pagar taxas mais altas do que instituições de grande porte, mas retornos muito acima da média do mercado podem indicar maior risco. No caso de CDBs, especialistas apontam que taxas em torno de até 115% do CDI são consideradas mais equilibradas, enquanto percentuais muito superiores merecem cautela.
Por fim, alguns sinais de alerta ajudam a identificar possíveis problemas, como queda contínua do Índice de Basileia, prejuízos recorrentes, rebaixamento de rating, notícias sobre investigações ou intervenção do Banco Central, ofertas agressivas de captação e a entrada em regimes especiais, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
Para quem busca reduzir riscos, a recomendação é comparar com investimentos considerados mais seguros, como o Tesouro Direto, que apresenta o menor risco de crédito do país, além de CDBs, LCIs e LCAs de bancos de grande porte, com alta solidez e proteção do FGC.
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