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Óleos essenciais se destacam como alternativa natural aos fungicidas químicos no mamão e na laranja

3 de jul. de 2025
2 min de leitura
Óleos essenciais se destacam como alternativa natural aos fungicidas químicos no mamão e na laranja
Divulgação - Foto: Daniel Terao
Óleos essenciais superam fungicidas químicos no combate a doenças do mamão e da laranja.

Pesquisas recentes realizadas pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apontam os óleos essenciais como alternativa natural, eficaz e ambientalmente segura para combater doenças fúngicas que afetam mamão e laranja no Brasil. Esses frutos podem sofrer perdas significativas pós-colheita, especialmente durante transporte e armazenamento, com prejuízos de até 50% para o mamão e 40% para a laranja.

Entre os óleos testados, destacam-se os extratos de orégano, canela casca, alecrim pimenta e manjericão-cravo, que apresentaram forte ação inibitória contra fungos como Phoma caricae-papayae, Alternaria alternata, Lasiodiplodia theobromae, Colletotrichum gloeosporioides e Fusarium solani. O óleo de alecrim pimenta foi o mais eficaz, impedindo completamente o crescimento dos patógenos mesmo em baixas concentrações, enquanto orégano e manjericão-cravo também mostraram desempenho positivo, com menor efeito sobre o Fusarium solani.

Através de análises químicas, foram identificados compostos responsáveis pela ação antifúngica, como carvacrol, timol, ρ-cimeno, eugenol e cinamaldeído. Estes atuam desestabilizando a membrana celular dos fungos, impedindo sua reprodução. A combinação sinérgica de carvacrol, timol e eugenol intensifica ainda mais o efeito.

Além da eficiência, os óleos essenciais são biodegradáveis, têm baixa toxicidade e muitos são considerados seguros para uso alimentar, o que reforça seu potencial como alternativa sustentável aos fungicidas convencionais. Contudo, os pesquisadores destacam a necessidade de padronização química dos óleos, já que variações entre lotes podem comprometer a eficácia.

Os próximos passos envolvem testar as formulações em condições reais de armazenamento e transporte, visando a aplicação comercial em larga escala. Essa inovação está alinhada às demandas por práticas agrícolas mais sustentáveis e alimentos livres de resíduos químicos, contribuindo para a redução das perdas pós-colheita e a segurança alimentar.
Fonte: Embrapa

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Gazeta de Varginha

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