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- Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.393
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- Coluna Alerta Digital - 29/02/2024
A ameaça global do Ransomware e a desarticulação do LockBit Em uma gélida manhã de inverno polonês, Varsóvia acorda sob um manto de neve que reflete a luz pálida do sol, ainda tímido no horizonte. As ruas, normalmente vibrantes, estão silenciosas, ao fundo ouve-se apenas o som abafado dos passos dos poucos transeuntes que se aventuram fora de casa, suas respirações formando pequenas nuvens de vapor no choque com o ar frio. As árvores, despidas de suas folhas, erguem-se como sentinelas cobertas de geada, testemunhas silenciosas do despertar da cidade. Em um pequeno apartamento, levemente aquecido, um indivíduo senta-se diante de um computador, a luz da tela iluminando seu rosto concentrado. Este é um hacker, conhecido nos círculos virtuais por seu talento e habilidade, mas ainda à procura de seu grande golpe, aquele projeto que o colocaria no mapa do ciberespaço. Enquanto observa pela janela o amanhecer que luta contra a névoa da manhã, uma ideia começa a se formar em sua mente. Inspirado por aquela estranha quietude, imagina um software que seria tão implacável e penetrante quanto o frio que se infiltra por todas as frestas e cantos. Este software seria um ransomware, pensa ele, mas não um ransomware comum. Teria de ser algo novo, que pudesse se espalhar com a eficiência do vento gelado, criptografando dados e paralisando sistemas com uma precisão fria. Em um vislumbre surge uma operação que funcionaria como um serviço, permitindo a outros criminosos alugar o uso do seu software em troca de uma parte do resgate. Um verdadeiro Ransomware-as-a-Service (RaaS). A ideia o aquece contra o frio que se insinua através das paredes de seu apartamento. Ele começa a trabalhar, digitando freneticamente, sua mente tão focada que mal percebe a passagem do tempo. À medida que o dia avança e a cidade desperta para a rotina, o engenhoso hacker já está mergulhado em seu projeto, esboçando o framework do que viria a ser conhecido como LockBit. Neste cenário hipotético, ainda não há confirmação de quem seja o líder do grupo LockBit, a manhã fria na Polônia não é apenas um pano de fundo, mas um catalisador para a criação de um dos mais notórios grupos de ransomware do mundo digital, que surge no final de 2019, inicialmente se autodenominando ransomware “ABCD”. Desde então, nota-se seu rápido crescimento até que, em 2022, torna-se a variante de ransomware mais implantada em todo o mundo. Essa organização criminosa cibernética opera sob um modelo de “ransomware como serviço” (Ransomware-as-a-Service - RaaS), no qual uma equipe central cria o malware e administra o site, enquanto licencia seu código para afiliados que realizam os ataques, caracterizando a estrutura criminosa e a divisão de tarefas, exigida pelo art. 1º, §1º, da Lei 12.850, de 2 de agosto de 2013, conhecida como Lei do Crime Organizado. Essa estrutura permite que o grupo recrute centenas de afiliados para conduzir operações de ransomware usando as ferramentas e infraestrutura do LockBit, com os pagamentos de resgate sendo divididos entre a equipe de comando e controle e os demais membros afiliados. Considerado um dos grupos de ransomware mais produtivos e destrutivos do mundo, o LockBit costuma ter como alvo infraestruturas críticas e grandes grupos industriais, com pedidos de resgate que variam entre US$ 5,4 e 75,4 milhões (AFP, 2024), o que levou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em novembro de 2022, a classificar o malware como uma das “variantes mais ativas e destrutivas do mundo.” (AFP, 2024). O LockBit ganhou fama após sequestrar arquivos e sistemas de grandes empresas, gerando bilhões de dólares de prejuízos em todo o mundo (Gonçalves, 2024; Europol, 2024). A organização também se notabilizou por utilizar novos métodos de pressão contra vítimas para obrigar ao pagamento de suas exigências, a exemplo de ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) e postagem de dados roubados na Dark Web (Europol, 2024). Em fevereiro de 2024, contudo, uma operação internacional liderada pela Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido, FBI (EUA) e pela Força Tarefa Internacional Operação Cronos, movimentou 11 países para derrubar o grupo. Já considerada a maior operação mundial contra o ransomware, a atuação conjunta desmantelou parte da infraestrutura do LockBit, com prisão de dois membros da organização criminosa na Polônia e na Ucrânia, a pedido das autoridades judiciais francesas, e identificou/removeu mais de 14 mil contas ilegítimas responsáveis pelas ações de exfiltração ou infraestrutura do grupo criminoso. Como consequência da operação merece destaque que trinta e quatro servidores computacionais utilizados pelo grupo na Holanda, Alemanha, Finlândia, França, Suíça, Austrália, Estados Unidos e Reino Unido foram derrubados, mais de 200 contas de criptomoedas ligadas à organização criminosa foram congeladas e toda a infraestrutura técnica que permitia operar o serviço passou ao controle da Agência Nacional de Crime (NCA) do Reino Unido, incluindo o sítio eletrônico que possuíam na Dark Web. Por fim, mas não menos importante, esforços conjuntos da Europol, da Polícia Nacional do Japão e do FBI também resultaram no desenvolvimento de ferramentas de decifração capazes de recuperar arquivos criptografados pelo ransomware LockBit, as quais foram disponibilizadas gratuitamente no portal “No More Ransom” (disponível em: https://www.nomoreransom.org/en/decryption-tools.html), que já conta com mais de 120 soluções para decifrar mais de 150 tipos distintos de ransomware. Apesar de ser, quiçá, a maior ameaça cibernética enfrentada globalmente na atualidade, operações como a que desarticulou a LockBit demonstram que a atuação em cooperação internacional possui capacidade de enfrentar o ransomware e de reduzir a sensação de insegurança então vigente. Apesar de o Brasil não ter participado dessa operação, a conduta de quem utiliza ransomware, a depender das circunstâncias, pode ser tipificada em diversos tipos penais em nosso ordenamento jurídico-penal, dentre os quais o de invasão de dispositivo informático (art. 154-A, do Código Penal), extorsão (art. 158, do CP), dano (art. 163, do CP), modificação ou alteração não autorizada de sistemas de informações (art. 313-A, do CP), além é claro, da participação em organização criminosa e, eventualmente, lavagem de ativos. Espera-se agora que, com a confiança renovada, as vítimas evitem efetuar pagamentos aos criminosos e comecem a reportar mais os crimes sofridos, incluindo ransomware, o que aumenta a base de dados para a investigação, com identificação adequada dos infratores e redução das cifras ocultas da criminalidade cibernética. Referências AFP (2024, 20 de fevereiro). Bilhões em prejuízos: grupo hacker ‘mais danoso’ do mundo é desmantelado em operação internacional. O Globo. Recuperado de: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2024/02/20/bilhoes-em-prejuizos-grupo-hacker-mais-danoso-do-mundo-e-desmantelado-em-operacao-internacional.ghtml Europol (2024, 20 de fevereiro). Law enforcement disrupt world’s biggest ransomware operation. Europol. Recuperado de: https://www.europol.europa.eu/media-press/newsroom/news/law-enforcement-disrupt-worlds-biggest-ransomware-operation Gonçalves, A. L. D. (2024, 20 de fevereiro). Polícia prende membros do grupo de ransomware LockBit e derruba servidores; veja. Techmundo. Recuperado de: https://www.tecmundo.com.br/seguranca/280076-policia-prende-membros-grupo-ransomware-lockbit-derruba-servidores-veja.htm
- Polícia Federal indicia policiais por participação em operação que deixou 26 mortos em Varginha
A Polícia Federal indiciou 39 policiais por participação na operação que deixou 26 mortos em outubro de 2021 em Varginha (MG). Do total de indiciados, 17 policiais rodoviários federais e outros 16 policiais militares que pertencem ao Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram indiciados por homicídio qualificado e tortura. Já outros seis policiais rodoviários foram indiciados por omissão. A informação foi divulgada inicialmente pelo Portal R7 e confirmada pelo g1. A operação envolveu integrantes da PM, inclusive do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), e de agentes da PRF. em outubro de 2021. Com a quadrilha, que supostamente se preparada para roubar um banco em Varginha, foi apreendido armamento de guerra. Os suspeitos haviam alugado um sítio na cidade próximo ao batalhão da polícia. O inquérito policial, concluído pela delegacia da Polícia Federal de Varginha no dia 22 de fevereiro, aponta que aproximadamente 500 disparos foram efetivados pelos agentes do Estado e somente 20 disparos foram atribuídos às armas dos suspeitos. Nenhum policial ficou ferido na ação. O relatório final da Polícia Federal apontou que os criminosos foram surpreendidos com a chegada da polícia e foram alvejados. Ainda conforme a PF, não houve a forte resistência com armas longas por parte dos suspeitos, conforme alegado pelas forças de segurança na época e não existem indícios de que um combate aconteceu. Conforme o inquérito da PF, "quem tenta se esconder é baleado, quem tenta fugir também é. Ao final, os corpos são retirados para receber irreal socorro e o local conspurcado". O relatório da PF também aponta que o caseiro Adriano Garcia, que não tinha nada a ver com a situação, também foi morto. No relatório, a PF afirma que os fatos investigados, na forma como ocorreram e considerando o envolvimento das personagens que deles participaram, não possuem precedentes na história nacional. "Por tudo quanto até aqui apurado, não restam dúvidas: todos que ingressaram nas edificações e seus perímetros mais próximos queriam o resultado morte para todos que ali estavam. Há indivíduos que levaram vários tiros provenientes de vários atiradores. Logo, vários queriam as mortes destes. A disposição dos corpos também é clara: a equipe policial foi 'varrendo' o perímetro e abrindo fogo em quem estivesse à frente". Investigação da PF O relatório da PF afirma que no dia 31 de outubro de 2021, por volta de 5h, aproximadamente 40 policiais entraram em um sítio no bairro Recanto Dourado, em Varginha (MG) e lá mataram 18 indivíduos que se preparavam para executar um grande roubo na cidade. Na sequência, um grupo formado por 12 destes policiais rumou para um segundo sítio no bairro Lagoinha, e lá foram mortos mais oito suspeitos. No relatório, a PF narra as dificuldades encontradas pelos investigadores, já que nenhum membro do bando remanesceu no local com vida e inexistiam testemunhas oculares, salvo os policiais investigados. A investigação da PF apontou que a investigação começou no mês de agosto de 2021 em Uberaba (MG) e terminou com a operação de 31 de outubro em Varginha. Naquele mês, um policial rodoviário federal recebeu mensagens indicando a possibilidade de um grande roubo que seria executado por um bando criminoso fortemente armado. A inteligência da PRF apurou que o possível roubo seria executado no dia 1º de novembro em Varginha. Inconsistência em depoimentos de policiais A investigação da Polícia Federal também apontou inconsistência nos depoimentos dos policiais que participaram da ação em Varginha. "Ficou patente que o relato dos policiais rodoviários e dos policiais militares foi uma criação fictícia, previamente acertada entre eles, com vistas a elidir a responsabilidade pelos excessos cometidos". Conforme a PF, na fantasiosa versão para o ocorrido, consta que os policiais tensionavam uma ação escorreita de promover a prisão de suspeitos quando foram surpreendidos por injusto ataque de arma de fogo. Não restando opção, os policiais revidaram e se sucedeu vigoroso e intenso combate. Ao final, todos os "meliantes" foram abatidos e nenhum policial foi alvejado, vez que a técnica prevaleceu sobre a força. O mesmo relato "inautêntico" foi empregado para descrever nos sítios 1 e 2, aponta a PF. A perícia da Polícia Federal conseguiu identificar nos locais elementos biológicos de 19 dos 26 mortos em diversos ambientes dos dois locais de crime. A PF afirma que, somados a outros elementos, tem-se um forte indicativo de onde quase todos os mortos foram alvejados por armas de fogo. Os laudos ainda trouxeram considerações que desconstruíram a versão apresentada pelos policiais. "O que houve no dia 31 de outubro de 2021 nos sítios 1 e 2 foi uma ação desacertada da polícia que, surpreendendo suspeitos que preparavam a execução de grave crime violento, acabou por matar a todos", aponta a PF. Adulteração dos locais de crime O relatório também afirma que os criminosos não dispunham de armas quando as forças policiais entraram nos imóveis e que houve adulteração dos locais de crime por parte dos policiais. "Apesar dos sinais consistentes de resistência no sítio 2, os vestígios indicaram que os armamentos longos atribuídos àquele local, divulgados em fotografias à imprensa, inclusive a metralhadora calibre .50, teriam sido introduzidos na cena em momento posterior ao confronto. A análise preliminar da sala (de um dos sítios) indicou que o ambiente passou por adulterações deliberadas e não relacionadas com a dinâmica de entrada tática e confronto com eventuais sujeitos". O relatório também aponta que disparos de armas de fogo atribuídos aos criminosos também foram adulterados pelos policiais. "Os consistentes indicativos de que os tiros no muro frontal e lateral foram produzidos depois do domínio da situação, conduzem à conclusão de que foram efetuados pelos policiais, com o possível propósito de simular resistência que não existiu". Prestação de socorro aos baleados A Polícia Federal afirma no inquérito que não houve efetivo socorro aos feridos, "Tal qual observado no sítio 1, a análise global dos elementos objetivos indicou não ter havido efetivo socorro aos feridos do sítio 2. As imagens do circuito do Hospital Bom Pastor mostram que os corpos ali chegaram (seis corpos do sítio 1 e oito do sítio 2) transportados empilhados no compartimento de carga das caminhonetes, sob a capota marítima. No primeiro veículo que trouxe os sujeitos do Sítio 2, via-se policial sentado sobre os corpos, em condição incompatível com eventual prestação de socorro. Vale dizer também, a dita prestação de socorro, em verdade, decorreu da intenção de inovar local de crime". O relatório afirma ainda que a quase totalidade dos profissionais das unidades que receberam os corpos (Hospital Bom Pastor e UPA Varginha), que trabalhou no dia dos eventos, foi ouvida no inquérito. "Afora os horrores narrados, o que ficou latente é o registro uníssono de que os nosocômios receberam somente cadáveres. Não houve sequer um lampejo de prestação de primeiros socorros". "Observa-se que não há movimentação compatível com prestação de socorro ou a realização de quaisquer manobras de urgência pelos servidores da UPA. Ao contrário, a maioria dos corpos foi retirada do veículo e imediatamente recoberto com lençóis brancos, sugerindo não haver dúvidas sobre a ausência de vida". O inquérito da PF também aponta que uma das vítimas "foi socorrida" com o crânio aberto, sem massa encefálica, em decorrência do disparo de fuzil em sua cabeça. A investigação apontou que o tempo estimado entre o domínio da situação no sítio 1 e o início do transporte dos baleados para a UPA e o Hospital Bom Pastor foi superior a 50 minutos. A PF afirma que somente esse fato já contradiz a versão de prioridade de se prestar efetivo socorro. Os bombeiros militares de Varginha e o Samu foram oficiados e responderam não terem recebido qualquer acionamento. A PF afirma que todos os policiais que estiveram nos locais dos crimes imediatamente após os eventos de tiro agiram para dificultar os trabalhos investigativos. Aqueles que estiveram nos locais, ainda que não tenham participado da inovação e adulteração desses locais, por omissão dolosa, contribuíram para o resultado criminoso. Operação A operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de 26 pessoas suspeitas de pertencerem a uma quadrilha roubos a bancos no dia 31 de outubro de 2021 em Varginha (MG). De acordo com a PM, os suspeitos seriam especialistas neste tipo de crime. Um arsenal "de guerra" também foi apreendido com a quadrilha. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os confrontos com os homens ocorreram em duas abordagens diferentes. Na primeira, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da PM, sendo que 18 criminosos morreram no local. Em uma segunda chácara, conforme a PRF, foi encontrada outra parte da quadrilha e neste local, após intensa troca de tiros, sete suspeitos morreram. Durante as duas abordagens, foram recuperados, explosivos , armas longas ponto 50 e 10 fuzis, além de outras armas, munições, granadas, coletes, miguelitos e 10 veículos roubados. A Polícia Militar de Varginha revelou que os suspeitos haviam alugado um sítio na cidade para ficarem perto do Batalhão da PM e assim realizarem a ação. A operação da Polícia Rodoviária Federal recebeu o nome de "Audaces Fortuna Sequitur". Segundo a polícia, ela recebeu esse nome por fazer referência "à sorte, que acompanha os audazes". Segundo a polícia, a quadrilha já vinha sendo investigada há alguns meses. O que dizem as autoridades Em nota, a Polícia Rodoviária Federal informou que a Corregedoria-geral da PRF reabriu procedimento apuratório ainda em 2023 frente ao surgimento de novas evidências. A PRF destacou ainda o compromisso com os limites constitucionais e a defesa do estado democrático de direito, incluídos o princípio da presunção de inocência dos agentes, a garantia ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A Polícia Militar informou que acompanha o caso. Fonte: G1
- ACIV e ACIV Mulher celebram o Dia Internacional da Mulher com palestra e homenagens em Março
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Associação Comercial de Varginha (ACIV) e a ACIV Mulher promovem uma palestra especial no dia 8 de março, às 8h30, no auditório da ACIV. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla: https://www.sympla. com.br/evento/o-papel-da-mulher-no-associativismo/2354277. Com vasta experiência no associativismo, Elisete Ribeiro abordará o papel fundamental da mulher na construção de um ambiente associativo mais forte e diverso. A palestrante é a primeira mulher vice-presidente da ACIV em seus 100 anos de história, e sua participação marca a importância da representatividade feminina na entidade. “Na nova gestão da ACIV, que teve início em 24 de janeiro, as mulheres terão voz e maior participação. Precisamos da participação e aproximação das mulheres da entidade”, destaca o presidente da ACIV, André Yuki. A programação também inclui a inauguração da galeria de presidentes da ACIV Mulher, homenageando as mulheres que comandaram o grupo ao longo dos seus 12 anos de história. A iniciativa reconhece a importância da atuação feminina na entidade e visa inspirar outras mulheres a assumirem cargos de liderança. “A ACIV Mulher é um braço da associação, criado inicialmente como Câmara da Mulher Empreendedora de Varginha. Nada mais justo do que homenagear essas líderes e, através dessa homenagem, parabenizar todas que fazem parte desse grupo”, finaliza Yuki. O evento contará com café da manhã oferecido pelos patrocinadores Fazenda dos Tachos, Biscoito do Murilo e Pão de Queijo do Jony, com o apoio da Abrasel e SEHAV.
- 1º Encontro OAB das pessoas com deficiência de Varginha
Com programação a partir das 8h, o encontro será realizado no Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) de forma gratuita e aberta ao público, em uma manhã repleta de atividades e oficinas inclusivas para toda a comunidade. Explorando o tema da inclusão, o encontro vai reunir atividades informativas como distribuição de encartes sobre os direitos da pessoa com deficiência, Psicopedagogia Sensorial, Oficina de Libras e Símbolos da Inclusão, além de oficinas de cuidado com a saúde através dos alunos dos cursos da saúde do Unis, como massagens e momentos de beleza. Também acontecerão atividades físicas ao ar livre e aula de zumba, além de momentos musicais com apresentações artísticas, com o objetivo de reunir toda a comunidade em uma manhã de conscientização, informação e entretenimento em prol da inclusão em nossa sociedade.
- Nova portaria da Vara da infância é apresentada à OAB
No último dia 22 de fevereiro de 2024, a juíza da Segunda Vara Criminal e da Infância e Juventude, Maraiza Francisca Escolastica Maciel Costa, acompanhada dos Comissários da Infância e Juventude, Dunia Ferreira Maia e Oscar Galvao Gischewski Junior, receberam em reunião o Ouvidor da Subseção da OAB, Cláudio Miranda, o Advogado Joubert Scherer e de Francyni Pedruzi e Maria da Conceição Almeida, ambas da Comissão da Criança e do Adolescente. A reunião foi uma consequência das discussões iniciadas após demanda acolhida pela Ouvidoria no início de 2023, referente a defasagem das Portarias nº. 01/2012, 17/2012 e nº. 001/2018, que regulamentam o alvará judicial para entrada de crianças e adolescentes em atividades esportivas e festas em geral. A pedido do presidente da OAB, Alexandre Prado, a Ouvidoria da Subseção organizou uma Comissão que ofereceu uma proposta de atualização e Consolidação das Portarias. Que depois disso, foi objeto de discussão e estudo pelos órgãos judiciais. Após, esta tramitação, Maraíza apresentou a nova portaria que regulamenta a matéria e revoga todas as anteriores, a 02/2024. A nova Portaria é mais objetiva e observa o que está previsto no art. 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente, regulando estritamente a participação de crianças e adolescentes desacompanhadas, com procedimento padronizado para todas as atividades. Ainda foi informado que em breve, será publicado edital para o credenciamento de agentes voluntários de proteção à Criança e ao adolescente, que substituem os antigos comissários voluntários da infância e da juventude.
- Exposição “Super Games” chega ao Via Café Shopping, nesta sexta-feira
Atenção, apaixonados por videogames! A partir desta sexta-feira (1/3), o Via Café Shopping Center vai receber o Super Games, uma exposição gratuita e interativa que reúne, em um único espaço, mais de 60 jogos. A atração, que será montada na Praça de Eventos, ficará disponível no empreendimento até 30 de março. Na arena do Super Games, mais de dez videogames – dos clássicos Atari, CCE, Mega Drive e Nintendo 64 até os mais modernos, como o Xbox One e o Playstation 5 – extarão expostos para que o público possa conhecer e, sobretudo, jogar e se divertir. Também haverá pista de dança, experiências em realidade virtual e cenários imersivos. Entre os jogos disponíveis, destaque para o Super Mario, Sonic, Pacman, Game Dance e, claro, os mais procurados Street Fighter, FIFA 23 e Mortal Kombat Ultimate. O público presente terá, ainda, a oportunidade de matar as saudades dos games de anos atrás, já que os consoles disponíveis são originais de todas as épocas. “A paixão pelos videogames acompanha várias gerações e, desde então, adultos e crianças se divertem com essa brincadeira. E com o Super Games trazemos essa nostalgia, pois a atração, além de divertir as crianças e os adolescentes fãs de jogos, vai entreter adultos de todas as idades. É um convite para que as famílias do Sul de Minas vivam, mais uma vez, momentos de alegria aqui no nosso shopping”, afirma a coordenadora de Marketing, Priscila Pompeu.
- GCM de Varginha apreende motocicleta sem equipamentos e placa
No final da tarde do dia 26/02, uma equipe da GCMV, que deslocava da Unidade de Pronto Atendimento - UPA, deparou com condutor de uma motocicleta Honda CG Titan 150, cor vermelha, com o capacete desencaixado na cabeça, realizando malabarismos com o veículo, tendo um passageiro na garupa. Ao visualizar a viatura da GCM, o motociclista arrancou bruscamente e em alta velocidade, colocando em risco tanto a integridade física deles, quanto dos demais usuários da via. Os Guardas Municipais realizaram o acompanhamento visual dos indivíduos, conseguindo alcançá-los no bairro Alto do Vale, no cruzamento da Rua Célia Maria Sales com a Avenida Clementino Vieira, onde o motociclista perdeu o controle do veículo vindo a cair ao solo juntamente com o garupa. Ao verificar o estado da motocicleta, os Guardas Municipais constataram a falta da placa de identificação e dos retrovisores, o pneu traseiro estava "careca", o escapamento aberto e sem a "rabeta" e o paralama traseiro, além de estar com o licenciamento atrasado. No veículo foi verificada também a existência do adesivo “59D”, cujo significado é o de “especialista em dar fuga de Polícia”.
- Fiscalização verifica regularidade de empresas do setor alimentício no Sul de Minas
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realizou, de 19 a 23/2, a operação de fiscalização “Preparo Certo”, que verificou as condições de conformidade com as normas ambientais de empreendimentos associados à indústria alimentícia no Sul de Minas. As vistorias foram realizadas nos municípios de Alfenas, Carmo do Rio Claro, Campo Belo, Perdões, Lavras, Pedralva, Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre, Três Corações, Três Pontas e Bandeira do Sul. Dentre as principais irregularidades observadas destacam-se a não comunicação ao órgão ambiental da paralisação e/ou interrupção temporária de atividade produtiva devidamente licenciada; a captação de água subterrânea sem a devida portaria de outorga; bem como a ocorrência de poluição ambiental advinda da insuficiência do aparato de controle ambiental adotado na atividade produtiva. Em um dos locais fiscalizados a equipe deverá suspender as atividades do empreendimento. As infrações podem superar o montante de R$ 50 mil em multas, além de notificações e advertências por situações pontuais encontradas nos empreendimentos. De acordo com o chefe regional de Fiscalização do Sul de Minas Preventiva, Elias Venâncio, a operação Preparo Certo teve o objetivo de enfrentar os fatores de pressão ambiental incidentes sob o território Sul Mineiro, zelando pela garantia da qualidade ambiental, por meio do monitoramento de empreendimentos e atividades de alto potencial poluidor. “O foco da ação concentrou esforços especialmente nas atividades associadas à indústria alimentícia, que no Sul do Estado alicerçam a economia local, em concomitância com o agronegócio”, explicou. A seleção dos alvos para fiscalização foi realizada mediante levantamento de informações disponíveis no Sistema de Licenciamento Ambiental (SLA), referentes aos municípios previamente escolhidos. Foram selecionados os empreendimentos que realizaram a solicitação de licenciamento ambiental na modalidade LAS/Cadastro, abarcando aqueles que obtiveram a respectiva licença, assim como as solicitações ineptas e os processos não formalizados. Para cada um dos pontos selecionados foi verificada sua localização geográfica, com intuito de otimizar a logística de atendimento, bem como averiguar seu posicionamento no interior da área de abrangência de unidades de conservação (federais, estaduais e municipais) e demais áreas de relevância ambiental. Fonte: AgênciaMinas
- Certifica Minas Café garante a qualidade da produção de mais de 900 cafeicultores em 2023
Mais de 900 propriedades da cafeicultura mineira renovaram ou conquistaram a certificação por meio do Programa Certifica Minas Café em 2023, impulsionando a qualidade do produto no estado, conforme padrões de exigência internacionais. A adesão é voluntária e os agricultores familiares têm gratuidade no acesso. O produtor Carlos Emanuel de Melo Costa, de Muzambinho, no Sul de Minas, é responsável pela marca Café Manuedo, que produz café especial há décadas. Os negócios, iniciados por seu pai, Carlos Donizetti Costa, são um exemplo de êxito na sucessão rural. Em 2014, a marca obteve o selo pelo programa estadual. “Hoje, dez anos depois, a gente percebe o ganho nítido com o certificado. Tanto pela assistência do pessoal da Emater, pela rastreabilidade e pela sustentabilidade quanto na parte organizacional. Todo ano a gente tem que alimentar uma planilha para analisar nossos custos, algo que a gente não fazia. Foi muito bom para nós e eu realmente recomendo”, afirma Carlos Emanuel. Durante as etapas do processo de certificação, o cafeicultor contou com a orientação da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) para realizar as adequações estruturais, sociais e ambientais exigidas pelo programa na propriedade. A última fase do processo é a realização de auditorias anuais pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Pioneirismo O Programa Certifica Minas Café foi o primeiro selo de certificação de propriedades cafeeiras no Brasil emitido por uma instituição governamental, em 2006, quando ainda se chamava Agriminas Café. Coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o programa tem o objetivo de assegurar a produção dentro de critérios internacionais de sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Como parte da política pública, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) promove capacitações sobre adequação das lavouras cafeeiras e adaptou às normas do programa o Campo Experimental de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, para que sirva de modelo aos produtores rurais. "O Governo de Minas estimula a cafeicultura por meio da ação da Seapa e das suas vinculadas. O papel da Secretaria de Agricultura é realizar a interlocução e a articulação entre todos os envolvidos nesse trabalho tão espetacular, que é feito pela cadeia produtiva do café atualmente, sejam do estado, das universidades parceiras ou da iniciativa privada", explica o diretor de Cadeias Produtivas da Seapa, Julian Silva Carvalho. Cafeicultura mineira em 2024 A safra mineira de café deve alcançar 29,2 milhões de sacas neste ano, com um aumento de 0,6% em relação a 2023. A busca por plantas mais resistentes às pragas e doenças e a mecanização da atividade contribuíram para elevar a área produtiva em 3,2%. A expansão se justifica especialmente pela renovação dos cafezais nos últimos anos. Caso as projeções desse primeiro levantamento para a safra de café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) se concretizem, Minas Gerais manterá a posição de maior produtor de café no Brasil, respondendo por cerca de 50% da safra nacional. Nas regiões da Zona da Mata, Rio Doce e Central, há a maior previsão de aumento, com um reforço de 12,5%, totalizando 7,9 milhões de sacas. A área produtiva será ampliada em 3% e atingirá 331 mil hectares. A produtividade deve crescer 9,2% e alcançar 23,8 sacas por hectare. A estimativa de produção para o Sul de Minas e o Centro-Oeste do estado é de 14,9 milhões de sacas em 2024. O número representa um crescimento de 10,5% em comparação à última safra. A área produtiva para essas regiões deve atingir 560 mil hectares, com um acréscimo de 5%. A produtividade está estimada em 26,7 sacas por hectare, o que significa alta de 5,2%. Nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri, espera-se a produção de um milhão de sacas. Conforme as estimativas, a área produtiva será expandida em 4,7%, com 29,6 mil hectares, enquanto a produtividade vai avançar 9,5%, chegando a 34,4 sacas por hectare. As exceções para o acréscimo são as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste, onde se observou um significativo aumento na produção da última safra, alavancado pelo ano de bienalidade positiva, característica da cultura do café, que alterna anos de safra boa com outra de produção menor. Esse fato pode influenciar uma redução da atual, devido à necessidade de recuperação vegetativa da plantação. Fonte: AgênciaMinas
- Monte Belo recebe 1º Happy Hour Empresarial da Abrasel
Na noite da última segunda-feira (26/02), Monte Belo recebeu o Happy Hour Empresarial, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Sul de Minas, na Saboretto Pizza Bistrô. Mais de 40 empresários participaram do encontro, em uma noite de troca de informações e networking. Estiveram presentes ainda, o prefeito do município, Kleber Boneli, Aline Mariane (agende de Desenvolvimento do Sebrae de Monte Belo), Adaybe (Sebrae Alfenas) e Valéria Aparecida da Silva (presidente da Associação Montebelense de Moda Íntima - AMMI). O presidente da Abrasel no Sul de Minas, Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV) e Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), André Yuki, destacou sobre a importância do associativismo e do cooperativismo no mundo dos negócios para os empresários de Monte Belo, de forma descontraída e saborosa, do jeito Abrasel de fazer. “O interesse em comum pôde alcançar objetivos coletivos, como economia em escala, acesso à informações e novos mercados, melhora na competitividade, networking, acesso à crédito, financiamento e projetos de desenvolvimento, fortalecimento político e representatividade”, explicou André Yuki. Yuki destacou ainda sobre importância do pedágio na região para a manutenção das estradas mineiras, mas ao mesmo tempo, a preocupação sobre o alto valor das praças, que poderá frear a economia e onerar os valores de transporte, refletindo para o aumento dos produtos. De acordo com o prefeito Kleber Boneli, foi uma oportunidade única para os empresários locais do ramo alimentício e gastronômico se conectarem, trocarem experiências e aprenderem juntos. “Estou muito orgulhoso de ver o engajamento e o interesse dos empresários em participar desse evento tão importante para o nosso município. Tenho certeza de que essa iniciativa trará muitos benefícios para todos nós, impulsionando ainda mais o crescimento e a qualidade dos serviços gastronômicos oferecidos em Monte Belo. Agradeço a todos os envolvidos por tornarem este evento possível e por contribuírem para o progresso de nossa cidade”, ressaltou. Para Aline Mariane, do Sebrae de Monte Belo, a organização dos setores produtivos do município impactam diretamente o desenvolvimento econômico como um todo. “A união e organização do setor de gastronomia (alimentos/bebidas) é fundamental para o fortalecimento dos empreendimentos do ramo”, explicou. André Yuki agradeceu aos empresários Rodolfo Correia e Marcelo Bicalho, da Saboretto Pizzaria Bistrô, que receberam o Happy Hour Empresarial de braços abertos.
- Governo Milei proíbe linguagem neutra em toda a administração pública
O porta-voz da Presidência argentina, Manuel Adorni, afirmou na terça-feira (27) que o presidente Javier Milei decidiu proibir a linguagem inclusiva, ou neutra, em toda a administração pública nacional. Com isso, os documentos dos ministérios não poderão incluir o sinal de arroba, “x” ou “e” no lugar de outras letras, nem recorrer a palavras no feminino se a palavra no masculino já incluir todos os gêneros. “Iremos iniciar ações para proibir a linguagem inclusiva e tudo o que for referente à perspectiva de gênero na administração pública nacional”, destacou Adorni. “A linguagem que abrange todos os setores é o castelhano, a língua espanhola”, respondeu quando questionado sobre pessoas que se sentem representadas pela linguagem inclusiva, e afirmou que o governo não entrará nesta discussão. Na semana passada, o ministério da Defesa da Argentina já tinha publicado uma resolução na qual determinava que os organismos da pasta e as Forças Armadas deverão utilizar o idioma espanhol sob a normativa da Real Academia Espanhola (RAE) e manuais das próprias forças de segurança, proibindo a linguagem inclusiva. O argumento do texto é que as comunicações militares precisam ser “breves, claras e concisas” e que uma “incorreta interpretação do expressado pode afetar o desenvolvimento das operações e gerar confusão”. Na rede social X, o antigo Twitter, o deputado do Partido Obrero Gabriel Solano respondeu ao porta-voz: “Deixe as pessoas falarem como quiserem. Que o Estado proíba o uso da linguagem inclusiva é de fascistas”. Fonte: CNN
- Joe Biden e Donald Trump vencem com facilidade eleições primárias em Michigan
Joe Biden e Donald Trump venceram com facilidade as primárias dos seus respectivos partidos no estado de Michigan na terça-feira (27), segundo projeções, dando mais um passo em direção a um confronto direto pela Presidência dos Estados Unidos em novembro. Entretanto, o presidente democrata enfrentou uma forte campanha de voto de protesto contra a política externa dele na Faixa de Gaza e o forte apoio à ação militar de Israel. O pleito norte-americano está marcado para 5 de novembro. Na primária do Partido Democrata, Biden concorria apenas com o candidato nanico Dean Phillips, deputado por Minnesota. Mas os votos em branco tinham atingido 15% até a publicação desse texto --Biden marcou 78% dos votos. O número expressivo é resultado de uma campanha liderada por eleitores muçulmanos e árabe-americanos de Michigan, que tinham pedido o voto em branco como forma de pressionar Biden a apoiar um cessar-fogo em Gaza. Do lado republicano, Trump derrotou a única rival ainda na disputa, a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley, obtendo cerca de 65%. Haley já havia sofrido uma derrota expressiva no estado natal no último sábado (24), quando Trump a derrotou com uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais. Ela diz, no entanto, que vai continuar na disputa até pelo menos a Super Terça, em 5 de março, quando ocorrem várias primárias estaduais em um único dia. Com isso, a escolha de Biden e Trump como indicados dos seus partidos para concorrer à Presidência em 2024 é praticamente uma certeza. Apesar das primárias sem surpresas, Michigan, cuja cidade mais populosa é Detroit, é um estado crucial na disputa presidencial nos EUA. Isso porque é um estado-pêndulo, ou seja, republicanos e democratas já levaram os seus 16 delegados em disputa no colégio eleitoral nas últimas eleições. Em 2020, Biden venceu no estado por apenas pouco mais de dois pontos percentuais --em 2016, contra Hillary Clinton, Trump foi vitorioso com a margem diminuta de 0,23%. Antes disso, o último republicano a vencer no estado foi George H. W. Bush, em 1988. Dessa forma, o estado deve receber bastante atenção de Trump e Biden neste ano. Para o presidente, como mostraram os números nesta terça, deve ser onde ele será mais cobrado por sua decisão de apoiar fortemente Israel na guerra contra o Hamas, apesar da destruição e morte de civis em Gaza --Michigan tem uma população muçulmana e árabe-americana expressiva. Também de olho nesse público, Biden tem endurecido a retórica contra Israel gradualmente, dizendo que Tel Aviv não tem apoio americano no momento para invadir Rafah, a cidade no sul de Gaza onde metade da população do território palestino se concentra. O democrata também passou a falar em um cessar-fogo, dizendo na segunda (26) que espera que um acordo desse tipo seja finalizado até a próxima semana. Apesar disso, permanece inalterada a política de forte apoio tanto diplomático, ao vetar até agora três resoluções por um cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU, quanto militar, com envio de armas e munições e pedidos por mais auxílio para Israel no Congresso. Fonte: O Tempo
- Fuga do presídio de Mossoró: o que se sabe sobre o caso após duas semanas de buscas
Há exatamente duas semanas, às 3h47 do dia 14 de fevereiro, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça escaparam da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), em uma fuga inédita registrada no Sistema Penitenciário Federal (SPF). Os dois integrantes da facção Comando Vermelho fugiram pela luminária que estava na cela, chamada pela perícia da Polícia Federal de “shaft de manutenção”. Após isso, os peritos criminais federais detalharam que os fugitivos se deslocaram através de um espaço que interliga as celas. Posteriormente, os presos conseguiram acessar o telhado do presídio e desceram utilizando um poste de luz localizado nas proximidades. A reportagem teve acesso às informações do relatório, que reforçaram a metodologia de fuga divulgada com exclusividade pela CNN ainda no dia da fuga. Na cela dos fugitivos foram encontrados artefatos artesanais contendo materiais metálicos que teriam sido utilizados para realizar os cortes e perfurações necessários para a fuga. O concreto foi quebrado por “objetos artesanais metálicos”, como alicates, permitindo assim a abertura do espaço de fuga. Dentro deste espaço há uma escada metálica que dá acesso à laje de cobertura do presídio. A perícia aponta que os criminosos escalaram essa escada, alcançando um teto revestido com telhas de fibrocimento. Em seguida, removeram algumas telhas, permitindo-lhes acesso à cobertura da penitenciária. Família refém e esconderijos Dois dias após a fuga, na noite do dia 16, os dois fugitivos do presídio federal de Mossoró fizeram uma família refém, segundo relatos feitos aos investigadores do caso. A dupla teria levado celulares e alimentos, além de terem pedido para ver notícias sobre a fuga. A casa invadida pelos foragidos fica na área rural da cidade, ao final de uma rua voltada para uma região de mata. De acordo com as informações repassadas pela vítima às autoridades, os dois chegaram pelo mato, por volta de 19h30, e saíram por volta de 00h30 de sábado (17). Eles pediram celulares, viram redes sociais e assistiram jornais, segundo os relatos. De 19 a 23 de fevereiro, os dois ficaram em um esconderijo na região de Baraúna, a 22 km do presídio, segundo a polícia. Fotos do esconderijo às quais a CNN teve acesso mostram uma área de difícil acesso. Foram encontrados facão, lona e embalagens de alimentos na mata. Um buraco que teria sido usado para esconderijo também foi encontrado. A suspeita é que os dois ficaram no local durante a noite para evitar que fossem identificados pelos drones com sensor de calor humano. O dono do sítio disse à polícia que foi coagido a ajudar, mas os investigadores descobriram que ele recebeu R$ 5 mil durante essa semana. A Justiça determinou a prisão dele e ele foi detido pela Polícia Federal. Casas invadidas Mais de uma casa foi invadida na região rural em 15 dias e há relatos que eles tenham sido vistos em um vilarejo. O registro mais recente é de 26 de fevereiro, quando os fugitivos entraram em uma casa e roubaram 3 celulares e logo em seguida partiram em fuga. Policiais acharam um celular em uma das possíveis rotas de escape dos bandidos. Prisões Em duas semanas de buscas, cinco pessoas foram presas por ligação com a fuga. Em 21 e 22 de fevereiro, a Polícia Federal prendeu três suspeitos de terem ajudado os criminosos. De acordo com a investigação, o primeiro foi preso no dia 21, quando chegava em casa em Mossoró. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça. Outros dois foram presos em flagrante, no dia 22, com armas e drogas, também em Mossoró. Na ação, os policiais também apreenderam um carro, que seria periciado. Na manhã do dia 23, em Rio Branco, no Acre, o irmão de um dos fugitivos da penitenciária foi preso. O homem, que não teve a identidade revelada, tinha um mandado de prisão em aberto contra ele. Ele é condenado por roubo e por participação em organização criminosa. Os policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre chegaram até ele em virtude das investigações contra o seu irmão, um dos criminosos que fugiu de Mossoró, mas o motivo da prisão não foi informado. E o quinto preso foi o dono do sítio que abrigou os dois fugitivos e tinha o esconderijo na mata, recebendo pagamento de R$ 5 mil. Buscas e recompensas As buscas entraram no 15º dia com um contingente de 600 policiais, da Polícia Penal Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Penal, da Força Nacional e das polícias locais. Estão sendo usados drones e helicópteros. No dia 24, o governo anunciou recompensa de R$ 15 mil por foragido para informações que levem até os fugitivos. O objetivo é contar ainda mais com ajuda dos vizinhos na caçada. Afastamentos No dia da fuga, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou o afastamento imediato da então direção da Penitenciária Federal em Mossoró e escalou um interventor para comandar a gestão da unidade. O policial penal federal Carlos Pires assumiu o presídio e comanda uma investigação interna. Ele embarcou para a cidade na comitiva do secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia. No dia 21, a corregedoria da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) afastou três servidores que atuam no presídio federal de Mossoró (RN). Os funcionários eram os responsáveis pelas áreas de inteligência, segurança e administração do presídio. Expectativa Desde o começo da força-tarefa de recaptura, a expectativa dos integrantes do Ministério da Justiça é que o caso não passasse do primeiro fim de semana. Após 15 dias e com metodologias de buscas diversas implementadas, integrantes ouvidos pela reportagem reforçam a garantia que os dois “criminosos serão capturados”, mas não dão prazo. Dizem, sob reserva, “logo mais”. Fonte: CNN
- Queimadas voltam a crescer no Brasil: 248% de alta em relação a janeiro de 2023
Mais de um milhão de hectares foram consumidos pelo fogo no Brasil em janeiro, segundo dados divulgados na terça-feira (27), em São Paulo, pelo Monitor do Fogo, plataforma do MapBiomas, que monitora a extensão territorial afetada por queimadas. Em termos comparativos, é como se dez Estados como Sergipe tivessem sido queimados em um mês. Enquanto janeiro de 2023 representou um recuo das queimadas em relação a 2022, o primeiro mês de 2024 exibe aumento de 248% em relação a janeiro de 2023. Foram 287 mil hectares queimados em janeiro de 2023 contra 1,03 milhão de hectares em janeiro de 2024. Desse total, 941 hectares (91%) ficam na Amazônia, que foi o bioma mais afetado pelo fogo no período, principalmente em decorrência das queimadas que afetam o extremo norte da região nesse período. Foi um aumento de 266% em relação ao mês anterior. O segundo bioma mais atingido foi o Pantanal, com 40.626 hectares. Os três Estados com maior área queimada em janeiro ficam na Amazônia: Roraima - 413.170 hectares atingidos pelo fogo - expansão de 250% em relação a janeiro de 2023; Pará - 314.601 hectares queimados; e o Amazonas - 95.356 hectares. Roraima representou 40% do total queimado no país em janeiro e o Pará, 30%. Vegetação Formações campestres, pastagens e florestas foram os tipos de vegetação mais consumidos pelo fogo em todo o país. Enquanto em Roraima 95% da área queimada situam-se em formação campestre, no Pará 41% ficam em floresta e 49% em pastagem. Devido à sua localização próxima à Linha do Equador, Roraima apresenta características climáticas e geográficas singulares, que fazem com que o período de queimadas aconteça no início do ano, ao invés do meio para o final do ano, como em outras regiões da Amazônia. A estação seca geralmente se estende de dezembro a abril, enquanto a estação chuvosa vai de maio a novembro. “É normal que a Amazônia lidere em disparada a área queimada no início do ano por conta da estação seca de Roraima acontecer justamente nesse período. Entretanto, esse ano houve o agravante da seca extrema, que retardou e diminuiu a quantidade de chuva, deixando a região ainda mais inflamável”, explica a Coordenadora do MapBiomas Fogo e diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – Ipam, Ane Alencar. Fonte: O Tempo
- Lula admite que manifestação pró-Bolsonaro em São Paulo foi grande
A manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (25) foi “grande”, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV, que foi exibida na terça-feira (27). Lula foi questionado se havia considerado a manifestação relevante. Não é possível você negar um fato. Eles fizeram uma manifestação grande em São Paulo. Mesmo quem não quiser acreditar, é só pegar a imagem que tem a manifestação grande. Como as pessoas chegaram lá, é outros 500 (sic). O dado concreto é que foi uma manifestação em defesa do golpe" afirmou Lula. Para Lula, o ato realizado no domingo foi contra a democracia “porque tem gente deles presa”. “Eles estão preso como garantia da paz e da ordem. Ainda não se descobriu quem é que mandou, quem financiou… porque houve uma tentativa de golpe”. Sobre o pedido de anistia de Bolsonaro, Lula disse que “ele nem foi julgado”. “Ele não está em uma fase de ser julgado. Está em uma fase de inquérito”. Para Lula, “tem que terminar o processo, as pessoas serem ouvidas”, disse, citando que ainda está se “levantando quem é que financiou”. “O cidadão está pedindo anistia antecipada”. Quer apagar a bobagem que fez? A bobagem é que ele se acovardou, pensou o golpe, não teve coragem, foi embora para os Estados Unidos com antecedência achando que ia acontecer e que a sociedade ia ser todo mundo apavorado e ele ia voltar dos EUA ungido pelas massas" disse Lula. Procurada pela CNN, a assessoria de Bolsonaro ainda não se manifestou a respeito das declarações de Lula. Fonte: CNN
- Oposição ataca MST em sessão de homenagem ao movimento na Câmara e governistas reagem
A sessão de homenagem aos 40 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizada na quarta-feira (28) no plenário da Câmara dos Deputados, foi marcada por polêmicas e vaias. Parlamentares de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiram na tribuna e discursaram contra a entidade. Deputados chamaram o MST de movimento "criminoso" e sofreram vaias, gritos de reação e um protesto. Na ocasião, integrantes do movimento ficaram de costas durante discursos da oposição, gritaram "fora" aos parlamentares que ocuparam a tribuna para discursar e os chamaram de "fascistas". Ex-ministro do governo Bolsonaro, o deputado Ricardo Salles (PL-SO) foi o primeiro da oposição a discursar. Ele lembrou que "achados" da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que foi relator, "não trazem motivo para comemoração". No final dos trabalhos, Salles propôs o indiciamento de líderes do movimento e de autoridades ligadas ao governo Lula, mas não teve seu relatório votado. "Nós viajamos para diversos Estados e o que vimos nos assentamentos e acampamentos foi uma miséria generalizada, um modelo que não deu certo, visão em que a grande maioria foram para o campo para viver a miséria, sem educação, esgoto, saúde, sem uma série de requisitos básicos", alegou. Salles continuou os ataques ao MST: "Há crimes de todo tipo, abusos de todo tipo, uma visão equivocada de sociedade que destrói não só a agricultura brasileira, mas abusa dos mais humildes, usam os mais humildes como massa de manobra". As intervenções de militantes à fala de Salles levaram a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que estava presidindo a sessão, a pedir respeito à oposição. "O povo organizado tem respeito e sentido democrático. Todos serão ouvidos em silêncio porque o MST é um movimento que respeita a democracia", disse. A tensão aumentou quando o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) foi à tribuna e declarou ser "um dia muito triste para a Câmara e para o Congresso abrir uma sessão solene para o MST". Na avaliação dele, o movimento representa "40 anos de destruição" e "não produziu nada nesse país". "Os dirigentes do MST vivem em apartamentos e mansões luxuosas, enquanto vocês vivem em barracos, em lonas, em situações subumanas", disse aos integrantes da organização presentes, gerando mais uma onde de reação. Após esse movimento, Maria do Rosário foi mais enfática contra os discursos contrários: "Eu nunca vi uma instituição que é homenageada ser desrespeitada pelos integrantes dessa Casa. Não estragarão a sessão. A palavra é oficial, foi do presidente Arthur Lira. Respeitem a democracia, o regimento,e não agridam no plenário". Deputados governistas, então, saíram em defesa do MST. "Sejam muito bem-vindos os lutadores do MST. Todos foram convidados para estarem aqui presentes, pq nós vamos prestar uma homenagem ao movimento que há 40 anos luta por justiça, pela terra e por alimento na mesa do povo bbrasileiro. E não é deputado que tentou em uma CPI falida criminalizar um movimento social e perdeu que vai vir aqui tentar desrespeitar um movimento social que tem história e contribuição para o país", disse Sâmia Bomfim (Psol-SP). "Nunca houve uma sessão especial aqui para adversários políticos irem à sessão especial provocar ou tentar falar. É a primeira vez, mas sabem por que? Porque os bolsonaristas sabem que o Movimento Sem Terra foi um dos responsáveis por derrotar eles na eleição passada", acrescentou Valmir Assunção (PT-BA). Outros deputados de oposição estiveram no plenário, mas não subiram à tribuna para discursar. Depois, concederam uma coletiva de imprensa para reforçar críticas ao MST. Na ocasião, o movimento foi acusado de "provocar o terror" e chamado de "terrorista". O grupo de cerca de 20 deputados também prometeu apresentar uma moção de repúdio à sessão. O presidente Lula foi representado pelos ministros dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; e pela ministra substituta do Direitos Humanos e da Cidadania, Rira Oliveira. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não compareceu à sessão, mas enviou uma mensagem sobre o MST. Fonte: O Tempo
- Nove em cada dez brasileiros na fila por transplantes aguardam por um rim
No Brasil, a fila de espera por um transplante de rim é a maior em relação ao grupo de órgãos sólidos, que inclui coração, pulmão, pâncreas e fígado. De acordo com os dados do relatório do Ministério da Saúde, atualmente há um total de 42.111 pessoas em busca de doação, sendo 38.908 no aguardo de rins (92% do total); em segundo lugar está o fígado, com 2.197 na fila. De acordo com a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, Fausto Silva, 73, era o 13º na lista para o procedimento. "A Central de Transplantes do Estado de São Paulo informa que o paciente F.S. foi inserido na fila para transplante em 6 de fevereiro e, seguindo resoluções estaduais, foi submetido ao transplante de rim na última segunda-feira (26), cumprindo os critérios de priorização. F.S. encontrava-se como 13º na lista para o procedimento", diz a nota. A espera por transplantes renais possui um maior número de pacientes devido à prevalência de doenças como hipertensão arterial e diabetes, que são as principais causas de insuficiência renal, explicam José Eduardo Afonso Júnior, coordenador do programa de transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein, e Milena Vasconcelos, nefrologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além disso, pacientes com insuficiência renal têm acesso à diálise como terapia substitutiva, o que prolonga sua sobrevida enquanto aguardam por um transplante. Todos os pacientes em diálise são obrigatoriamente inscritos na lista de espera por um transplante renal, a menos que haja contraindicação médica, pontua também Vasconcelos. Prioridade na fila de espera A prioridade na lista de espera é determinada pela compatibilidade sanguínea e imunológica entre doador e receptor. Pacientes que já foram transplantados anteriormente ou doaram um rim têm prioridade na fila. Isso porque eles frequentemente desenvolvem insuficiência renal devido a cirurgias e complicações pós-operatórias, como infecções e uso de medicamentos nefrotóxicos. Esses pacientes, por serem mais delicados, são priorizados na lista de espera por transplante renal, semelhante ao caso de Faustão. Outros critérios de priorização incluem falência de acesso para hemodiálise e necessidade de outro transplante renal. "A lista vai seguindo conforme essas compatibilidades normalmente, é por isso que demora muito um transplante de doador falecido. Além dos vários problemas de captação de órgãos no Brasil. Então isso também dificulta. Em São Paulo, há um controle de captação excelente", cita a médica. Mas, infelizmente, isso não acontece em outros lugares do Brasil. Potenciais doadores e doadores efetivos Em 2023, foram realizados 9.241 transplantes e 6.198 foram de renais, com o maior número de homens transplantados, 5.734. A faixa etária com mais pacientes é entre 50 e 64 anos, para homens e 35 até 49 anos, para mulheres. Quando falamos de doações, a taxa por milhão de pessoas (PMP) é de 68,4 potenciais doadores e 19,6 efetivos, segundo o levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de janeiro até setembro de 2023. "O potencial doador é aquele que teve diagnóstico de morte encefálica, ou suspeita disso, seja por traumatismo craniano ou alguma doença que acomete o sistema nervoso", explica José Eduardo Afonso Júnior, coordenador do programa de transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein. "Para que esse doador em potencial se torne efetivo, é necessário que a família aceite a doação do órgão e que não haja nenhuma condição clínica que contraindique o transplante, por exemplo, um câncer com metástases no corpo", completa. Quando há suspeita de morte encefálica, é necessário seguir um protocolo de diagnóstico que envolve dois exames clínicos realizados em momentos diferentes por um médico capacitado, além de um exame complementar, que pode ser doppler transcraniano, eletroencefalograma ou arteriografia. Esses exames ajudam a confirmar a morte cerebral e são essenciais para o processo de doação de órgãos. A discrepância entre potenciais doadores e doadores efetivos ocorre devido à necessidade de avaliação dos órgãos para garantir sua viabilidade para transplante. A lista de espera para transplante renal é exclusivamente composta por doadores falecidos, e não inclui doadores vivos - que são familiares, com grau de parentesco de primeiro grau, dos pacientes que precisam de doação. Comparado a outros transplantes, o renal oferece benefícios mais concretos e custa menos ao sistema de saúde, o que contribui para sua alta demanda e priorização. Esse tipo de cirurgia tem uma alta taxa de sucesso em termos de sobrevida do órgão e do paciente. No período supracitado, 3.736 doações foram de doadores já falecidos, enquanto 606 estavam vivos. Fonte: O Tempo
- Meses após racismo contra Vinicius Junior, capitão do Valencia defende torcida: "Tratada injustamente"
Gayà acredita que "arquibancada voltará a ser exemplar" no jogo deste sábado entre Valencia e Real Madrid, no Mestalla, quase 10 meses após brasileiro ser vítima de ataques racistas no estádio Capitão do Valencia, Gayà saiu em defesa da torcida nesta quarta-feira, a três do jogo contra o Real Madrid, pela La Liga. Será a primeira vez que Vinicius Junior vai voltar ao Mestalla, quase um ano após o atacante brasileiro ser alvo de ataques racistas no estádio, em partida da temporada passada. O camisa 14 valenciano afirmou que houve uma injustiça no tratamento com os torcedores de forma geral. - Essa é a minha 10ª temporada, e o Mestalla sempre respeitou o rival. O que vivemos no ano passado é uma parte minoritária. Três, quatro, dez, sejam lá quantas, foram muito poucas. O clube agiu da maneira que tem que atuar, expulsando-os para sempre. A torcida foi tratada de maneira injusta. Desde que estou aqui, a arquibancada tem sido exemplar e tenho certeza de que voltará a ser - disse Gayà ao canal espanhol "Movistar+". Existe um clima de tensão cercando o jogo, justamente pelo reencontro de Vini Jr. com o Mestalla. Uma torcida organizada do Valencia promete cantar uma música contra o jogador durante a partida. A letra diz que o brasileiro "chora e mente", além de que "zomba das pessoas e do rival". Em maio do ano passado, Vinicius Junior foi vítima de racismo no Mestalla, durante partida do Campeonato Espanhol. Em depoimento na Justiça espanhola, em outubro, o jogador denunciou os insultos racistas que sofreu da torcida do Valencia. O clube criticou o brasileiro, afirmando que "em nenhum caso o comportamento pode ser generalizado a todo o estádio do Mestalla". Jornal de Valência, o "Superdeporte" fez coro, colocando Vini Jr. como Pinóquio em uma capa e repetindo a dose após o jogador levar o Prêmio Sócrates na premiação da Bola de Ouro. Jogo remarcado após tragédia O Valencia vai entrar em campo contra o Real Madrid depois de duas semanas sem jogar. A partida contra o Granada, fora de casa, que deveria ter sido disputada no último sábado, foi remarcada para o dia 4 de abril, anunciou a La Liga nesta quarta. O duelo fora adiado devido a um incêndio na véspera na cidade que deixou ao menos 10 mortos. FONTE:GE
- STJ marca para o dia 20 de março julgamento do pedido da Itália para Robinho cumprir pena no Brasil
Ex-jogador foi condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo ocorrido em 2013, quando atuava pelo Milan. Julgamento será feito pela Corte Especial do STJ, formada pelos ministros mais antigos do tribunal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para o dia 20 do próximo mês o julgamento do pedido do governo italiano para que o ex-jogador Robinho cumpra sua pena no Brasil. Robinho foi condenado na Itália a 9 anos de prisão por estupro coletivo. O pedido do governo italiano será analisado pela Corte Especial do STJ, composta pelos 15 ministros mais antigos da corte. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal de Milão solicitou ao Estado brasileiro que homologue a sentença condenatória, transferindo a execução da pena para o país. No entanto, a legislação brasileira impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior. O parecer do MPF afirma que todos os requisitos legais e regulamentares para a transferência da execução penal foram atendidos pelo Brasil. A transferência da execução penal da Itália para o Brasil, segundo o MPF, está em conformidade com a Constituição Federal e com o compromisso do país de reprimir a criminalidade e cooperar judicialmente. Relembre o caso Robinho foi sentenciado por estuprar, junto com outros cinco homens, uma mulher albanesa em uma boate em Milão, na Itália. Segundo a denúncia, o crime de violência sexual em grupo ocorreu em 2013, quando ele era um dos principais jogadores do Milan. Em fevereiro de 2023, o governo italiano pediu a homologação da decisão da Justiça do país que condenou o ex-jogador — o que permitiria que Robinho cumprisse a pena no Brasil.
- Caixa com lança-perfumes explode em delegacia e fere cinco policiais em MG
Acidente aconteceu no momento em que drogas apreendidas pela instituição policial eram transportadas; não há detalhes sobre a gravidade dos ferimentos A explosão ocorrida no Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (DENARC), em Belo Horizonte, deixou cinco policiais civis feridos na manhã desta quarta-feira (28 de fevereiro). A origem da explosão foi uma caixa contendo frascos da droga lança-perfume. No momento do incidente, cerca de 80 policiais estavam na unidade. Os estilhaços da explosão atingiram os policiais, causando cortes, e eles foram levados ao Hospital Odilon Behrens para receber tratamento médico. A explosão ocorreu enquanto aproximadamente 5 toneladas da droga lança-perfume estavam sendo transportadas para um caminhão, com o objetivo de serem levadas para a cidade de Ouro Branco, onde seriam incineradas. Vídeos obtidos mostram os policiais deixando o local da explosão, protegendo os narizes com as camisas para evitar a intoxicação pela droga, após os vidros se espatifarem no chão. VÍDEO: X O Tempo Wemerson Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindipol), destacou a dificuldade enfrentada pelos policiais para realizar seu trabalho. Ele questionou por que o material apreendido não estava na perícia. "Veja só a dificuldade que os nossos policiais correm para fazer o serviço da Polícia Civil no Estado. Esse material não era nem para estar aqui (na delegacia), era para estar apreendido na perícia", indagou. O que diz a Polícia Civil A Polícia Civil informou que todos os materiais apreendidos, incluindo drogas, são acondicionados conforme previsto em resolução própria e resguardados em locais seguros. A explosão ocorreu durante o carregamento de um caminhão com drogas para incineração, e a Polícia Civil aguarda os laudos para determinar a causa do incidente. "Os materiais são resguardados em locais seguros, sob proteção policial, para a destinação final e destruição", afirmou em trecho de nota. "Informamos ainda que, nesta quarta-feira (28/2), durante o carregamento de caminhão com drogas a serem incineradas pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico, uma caixa contendo frascos de lança perfume explodiu. A ação da PCMG visava cumprir determinações judiciais e foi acompanhada por representante do Ministério Público, sendo um procedimento realizado regularmente pela Instituição. A PCMG aguarda a finalização dos laudos que apontarão a causa e as circunstâncias do ocorrido", ponderou.
- Minas Gerais confirma mais 7.083 novos casos de Dengue no estado
O número de casos passou de 114.544 registrados nessa terça-feira (27/2) para 121.627 contabilizados nesta quarta (28/2). Minas Gerais reportou um aumento significativo de 7.083 novos casos de dengue nas últimas 24 horas, conforme dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O número total de casos confirmados subiu de 114.544, registrado na terça-feira, para 121.627 nesta quarta-feira. Além disso, o estado contabilizou 334.532 casos prováveis, representando um aumento de 34.369 casos em relação ao número divulgado na terça-feira, que era de 327.908. O balanço também destacou 33 mortes confirmadas por dengue, apresentando uma diminuição em comparação às 37 relatadas no dia anterior. No entanto, a SES-MG ressaltou que o número de óbitos pode sofrer alterações após o término do processamento dos casos, havendo ainda 228 óbitos em investigação. No que diz respeito à chikungunya, foram registrados 37.322 casos prováveis da doença, o que representa um aumento de 4,79% em comparação com o número anterior, que era de 35.615. Até o momento, sete mortes foram confirmadas por chikungunya, e 23 estão em investigação. Quanto ao zika vírus, foram registrados 67 casos prováveis e sete confirmados da doença. Não há mortes confirmadas ou em investigação relacionadas ao zika em Minas Gerais.
- Condenado por feminicídio sofre tentativa de assassinato após realizar corrida como motorista de aplicativo em Varginha, MG
Suspeita é de retaliação pelo assassinato cometido pelo homem à sua ex-companheira em 2019 Na noite desta segunda-feira (26), um homem de 38 anos foi brutalmente agredido a golpes de faca no bairro Vila Mendes, em Varginha. A vítima do ataque, foi condenada em 2020 pela morte de sua ex-companheira, Ana Caroline Anselmo da Silva, tragicamente assassinada a facadas em 2019. Segundo relatos da Polícia Militar, uma testemunha revelou que o agressor, durante o ataque, gritava acusações relacionadas à morte de "Carol", referindo-se à vítima do feminicídio. A narrativa da vítima detalha que, enquanto concluía uma corrida como motorista de aplicativo, no cruzamento entre as Ruas João Evangelista de Lima e Dona Altamira, um homem surgiu abruptamente na porta traseira do veículo, desferindo-lhe golpes de faca no pescoço, desencadeando um conflito físico imediato. Posteriormente, o agressor continuou o ataque pela janela do motorista. O homem, mesmo ferido, conseguiu fugir, dirigindo até a residência de sua mãe no bairro Vila Flamengo, em busca de ajuda. A testemunha que estava presente durante o ataque identificou o suspeito de 23 anos e sugeriu que o ataque poderia ser motivado por vingança, já que ele é namorado de uma prima de Ana Caroline. Gravemente ferida, a vítima foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao Hospital Bom Pastor. Enquanto isso, o suspeito permanece foragido. Segundo informações apuradas junto à PM pela Rede Mais, o homem agredido na tentativa de homicídio estava recentemente em liberdade, após ter sido detido em 2019 pelo feminicídio de sua ex-companheira. Relembre o caso Ana Caroline Ana Caroline Anselmo da Silva, uma jovem de 24 anos, foi brutalmente assassinada a golpes de faca por seu ex-companheiro. O crime hediondo ocorreu na frente dos filhos do casal, de apenas 1 ano e meio e 5 anos, na época do fato. Ana Caroline e seu agressor moraram juntos, mas estavam separados na época e o homem não aceitava o fim do relacionamento. Um dia depois do crime, o homem se entregou à polícia e foi preso.
- Funcionário vítima de assédio mpral no trabalho receberá R$ 4 mil de indenização por danos morais em MG
O gerente chegou a dizer ao ex-funcionário que 'ele tinha que perder peso porque senão teria que usar uniforme especial' e que 'iria fazer máquina de moer vigilante'. Um ex-vigilante será indenizado em R$ 4 mil por danos morais após ter sido alvo de gordofobia no ambiente de trabalho, conforme decisão da Justiça de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. A juíza responsável pelo caso concluiu que o trabalhador foi vítima de assédio moral, baseando-se em relatos de testemunhas que afirmaram que o gerente costumava fazer comentários depreciativos e ofensivos sobre o peso do funcionário. Segundo os relatos dos colegas da vítima, a empresa não fornecia uniformes adequados ao tamanho do ex-vigilante, o que causava constrangimento e vergonha. Em uma ocasião, o gerente teria dito: "Se não emagrecer, não terá camisa ou calça que caiba". Em outra situação, afirmou que o trabalhador "tinha que perder peso porque senão teria que usar uniforme especial" e que "iria fazer máquina de moer vigilante". "Se não emagrecer, não terá camisa ou calça que caiba", disse o gerente em uma ocasião. ASSÉDIO MORAL E SITUAÇÃO VEXATÓRIA Para a juíza, tais comentários e atitudes configuram assédio moral e submeteram o vigilante a uma situação humilhante e vexatória, ferindo sua autoestima e dignidade pessoal. "Trata-se de atitude preconceituosa de aversão ou repúdio ao indivíduo que aparenta estar com sobrepeso ou obeso, atualmente denominada 'gordofobia', que não deveria ser praticada, seja no ambiente de trabalho, seja no social, pois constitui prática discriminatória que fere a honra subjetiva e a psiquê dos indivíduos que são alvos de tais brincadeiras jocosas e inadmissíveis", destacou a magistrada. A magistrada destacou que a gordofobia, caracterizada pela aversão ou repúdio a indivíduos com sobrepeso ou obesidade, constitui uma prática discriminatória que não deve ser tolerada em nenhum ambiente, seja de trabalho ou social. A empresa apresentou recurso ordinário, que foi negado, e posteriormente entrou com outro agravo de instrumento, encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para análise.


























