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  • Fundação Cultural reabre inscrições ao Conselho Deliberativo

    A Fundação Cultural de Varginha reabriu nesta terça-feira (05/12) as inscrições de candidatos para a eleição de representantes da classe artística que vão compor o Conselho Deliberativo para o próximo mandato de dois anos. Os trabalhadores da cultura de Varginha poderão se candidatar até o dia 11 de dezembro de 2023 (segunda-feira), às 13h, preenchendo um formulário disponível em https://forms.gle/rdCozDVM5xiUpiCE8 . Os candidatos devem ser membros da comunidade artística e cultural de Varginha. A decisão se deve ao fato apenas dois candidatos se habilitaram a concorrer às vagas, enquanto o Decreto Municipal nº 11.852, de 26 de outubro de 2023, assegura que os candidatos da Comunidade Artística e Cultural do Município devem ser indicados em lista tríplice. Na segunda-feira (04/12), como previa o calendário da eleição, foram divulgados os nomes de três pessoas que tinham se cadastrado para participar da votação. Entretanto, após a divulgação, uma das candidatas desistiu do pleito. A votação presencial será mantida para o dia 14/12/2023, das 9h às 16h, na sede da Fundação Cultural. Mais informações pelo telefone (35) 3690-2700 ou pelo e-mail superintendencia@fundacaoculturaldevarginha.com.br .

  • Reaproveitamento e uso da madeira de reflorestamento viram oportunidade de negócio para artesãos

    Sobras de madeira e matéria-prima de reflorestamento se transformam em artesanato pelas mãos de artesãos de duas cidades do Sul de Minas. Eles estão entre os 24 mineiros vencedores da 5ª edição do Prêmio Sebrae de Artesanato, reconhecimento dado às 100 melhores unidades produtivas do país. De 6 a 10 de dezembro, as peças premiadas serão expostas e comercializadas no espaço do Sebrae Minas, durante a 34ª Feira Nacional de Artesanato (FNA), realizada no Expominas, em Belo Horizonte. Entre os expositores do estande “Sebrae TOP 100 de Artesanato” está o artesão Marcelo Simões Barbosa, do município de Soledade de Minas. Há mais de 20 anos, Barbosa fez do artesanato sua principal fonte de renda. Entre os diferenciais do trabalho feito pelo artesão está o cuidado em priorizar a sustentabilidade em todo o processo produtivo. Assim, as sobras que encontra nas madeireiras ou que recebe como doação são moldadas para compor os detalhes de porta-velas e relógios rústicos feitos com a matéria-prima. O material inutilizado do processo de criação é ensacado e usado como combustível para acender o fogão à lenha, e até a serragem ganha utilidade ao ser misturada a outros insumos agrícolas e transformada em adubo. “O que iria para o lixo uso para a criação das peças. Aproveito 100% do material, cada pedacinho importa. A reutilização de matérias primas, como a madeira, não apenas destaca a criatividade, mas também serve como lembrete que podemos conciliar o artesanato com a responsabilidade ambiental. O resultado é um produto bonito, sustentável e com alto valor agregado”, justifica Barbosa, que vende as peças em uma loja na cidade, e também em feiras e exposições, apoiado pelo Sebrae Minas. Outro vencedor da premiação e que está no espaço “Sebrae TOP 100 de Artesanato” será o artesão Osvaldo Inácio de Souza, da cidade de Três Corações. Criado em uma fazenda, o artesão, há mais de três décadas, tem transformado seu amor pelos animais em esculturas de madeira. Com um canivete na mão, Souza usa a madeira japonesa da espécie conhecida como kiri – que possui entre outras qualidades o plantio para a recuperação de solos improdutivos – para dar forma a carros de bois, cavalos e quase todas as espécies de equinos, esculpidas uma a uma. A atenção aos detalhes impressiona, tanto que as miniaturas do artesão mineiro têm chamado atenção de clientes mundo afora. Isso porque Souza utiliza as redes sociais para mostrar todo o processo produtivo das peças artesanais. “Os consumidores não compram apenas o produto, eles querem saber de onde vem a matéria prima, como é produzida e toda história por trás de cada peça. São produtos únicos, nenhum sai do mesmo jeito que o outro. Além disso, com a ajuda da internet, tenho conseguido divulgar e vender meu trabalho não apenas no Brasil, mas em outros países”, conta o artesão. Outros espaços Este ano, a Feira Nacional de Artesanato terá cerca de 700 estandes com apresentação de produtos nacionais e de representantes de outros países. Além do estande “Sebrae TOP 100 de Artesanato” – que também tem o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, por meio da Diretoria de Artesanato -, o Sebrae Minas vai apoiar outros 40 artesãos de 34 municípios mineiros, no espaço “Vitrine Conceito Origem Minas”. O ambiente de 375 m2, projetado pela arquiteta Cynthia Silva, proporciona experiências que expressam o jeito mineiro de ser e valorizar os costumes, valores e origens. Entre os produtos que estarão no espaço estão: divinos esculpidos na madeira, biojoias inspiradas no Cerrado Mineiro, carrancas, quadros decorativos, acessórios femininos feitos com capim dourado, utilitários domésticos e joias de prata com gemas lapidadas.

  • Justiça eleitoral mineira não terá expediente no dia 8 de dezembro

    A Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e os cartórios eleitorais não funcionarão no dia 8 dezembro, quando se comemora o Dia da Justiça. A previsão está contida na Portaria TRE-MG nº 366/2022. Diversos municípios mineiros, entre eles Belo Horizonte, também têm feriado municipal em comemoração ao Dia de Nossa Senhora da Conceição. O Disque-Eleitor também não terá atendimento ao público no dia 8. A suspensão do expediente não acarretará prejuízo para as atividades do Tribunal e o atendimento à sociedade. Os prazos processuais ficam prorrogados para o primeiro dia útil subsequente, caso se iniciem ou se completem na data com expediente suspenso. Nessa e em todas as datas, o site do TRE-MG poderá ser acessado normalmente para utilização dos seguintes serviços on-line: - Título Net: solicitação da 1ª via do título, transferência, regularização e atualização de dados cadastrais; - Certidões: emissão de certidões de quitação eleitoral, filiação partidária, composição partidária, crimes eleitorais e negativa de alistamento; - Pagamento de multas: possibilita a consulta e pagamento de multas eleitorais decorrentes de ausência às urnas e/ou aos trabalhos eleitorais; - Serviços diversos: consulta da situação eleitoral, impressão do título de eleitor, entre outros.

  • Natal da Mineiridade promove turismo no estado com ampla programação; veja os locais

    Dezembro é o mês em que os presépios, cantatas, decoração especial e apresentações artísticas tomam as praças, ruas e parques, estimulando o turismo e o comércio em Minas Gerais. Com o objetivo de potencializar a oferta turística e posicionar o estado como um dos principais destinos das festas de fim de ano, a segunda edição do Natal da Mineiridade reúne uma vasta programação que celebra a tradição natalina e evidencia os atrativos locais. A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e integra Belo Horizonte a 450 municípios, o dobro do número registrado no ano passado. Estão previstos mais de 600 eventos que acontecerão deste mês até 6/1/2024. A lista completa está disponível no site minasgerais.com.br. Um dos destaques é o Natal de Luz de Guaxupé, que comemora dez anos em 2023. Reconhecido como patrimônio imaterial em 2020, o evento também inspirou a criação de uma lei municipal em 2015, dois anos após a estreia. De 2013 para cá, a cidade tem oferecido aos moradores e turistas atividades que se estendem por mais de um mês, contribuindo para aquecer a economia local e atrair visitantes. “São quase 40 dias de atrações culturais gratuitas no teatro municipal e no centro de eventos. Há três presépios, muitas luzes, árvores de Natal, a casa e o parque do Papai Noel. Ou seja, vários pontos turísticos para que o visitante possa vir à nossa cidade, conhecê-la, se divertir e levar o que Guaxupé tem de melhor que é a recepção ao turista”, detalha o secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Guaxupé, Marcos Alexandre Costa Buled. Estruturação Neste ano, o Governo de Minas, em parceria com a Cemig, lançou o edital Natal da Mineiridade Cemig 2023, para viabilizar a democratização do acesso às práticas culturais e fortalecer as programações natalinas do estado. O resultado foi divulgado na segunda-feira (4/12). Foram 15 propostas contempladas, sendo dez do interior: Barroso, Ipatinga, Montes Claros, Tiradentes, Sete Lagoas, Mariana, Ouro Preto, Itapecerica, Serro e São Lourenço. Ao todo, foram destinados R$ 5 milhões para o desenvolvimento das ações selecionadas. Desse total, R$ 2 milhões são para as iniciativas da capital e R$ 3 milhões para as demais cidades mineiras. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, ressalta a importância do Natal da Mineiridade para celebrar as tradições e incentivar a cultura e o turismo no estado. “O projeto integra, de forma transversal, os programas Minas Criativa e Mais Turistas, que sintetizam as políticas públicas realizadas pelo Governo de Minas e voltadas para a cultura e para o turismo. O Natal da Mineiridade celebra as tradições, une a capital ao interior e tem o objetivo de gerar emprego e renda por meio da ativação do comércio e da circulação de visitantes nesta época do ano, consolidando Minas Gerais como um dos maiores pólos de atividades turísticas do país”, afirma Oliveira. Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) apontam que o Natal impacta 77,2% do comércio varejista mineiro. De acordo com pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG, neste ano, 40% dos empresários do estado esperam melhores resultados frente a 2022.

  • “Situação pode sair do controle”, diz especialista sobre tensão entre Venezuela e Guiana

    “Essas guerras são improváveis, até o momento que acontecem” disse o especialista em Relações Internacionais Felippe Ramos durante entrevista à CNN, sobre a tensão na fronteira entre Venezuela e Guiana. Ramos relembrou que as guerras entre Rússia e Ucrânia, assim como Israel e Hamas, também se mostraram improváveis antes do conflito de fato começar. “Risco deve ser considerado como existente, ainda que nesse momento sob controle”, afirma Ramos. Para o especialista, a “situação pode sair do controle” uma vez que a base militar da Venezuela é composta por mais de 2 mil generais que divergem sobre questões políticas e econômicas. Para efeito de comparação, o Brasil e os Estados Unidos têm 200 generais cada no controle do exército, número 10 vezes menor que o venezuelano. “Desde Hugo Chávez, a Venezuela usou a promoção ao posto de general justamente como uma forma de apaziguar os distintos interesses das Forças Armadas que compunham o governo. Isso significa que há uma dificuldade de articulação de comando, de manter as unidades das tropas”, comenta. Ramos ressalta, que desde 2015, uma crise interna causada pela economia abalou a base militar, além dos inúmeros casos de corrupção nas Forças Armadas. Dessa maneira, “aumenta muito a imprevisibilidade e o risco (para um conflito)”, afirma. A Venezuela tem uma vantagem sobre a Guiana, uma vez que há uma diferença clara no tamanho dos exércitos. As Forças de Defesa venezuelanas podem ser comparadas com as do Brasil, em relação ao tamanho e ao nível da tecnologia. “Há uma superioridade militar clara”, afirma Ramos. No entanto, em caso de um conflito, a Guiana seria apoiada pelos Estados Unidos e China. Os chineses, por mais que sejam aliados da Venezuela, têm objetivos econômicos na região de Essequiba e uma guerra não é de interesse deles. Maduro passou a reivindicar o território, de mais de 160 mil metros quadrados, depois que a Guiana descobriu petróleo e gás offshore. Desde então, a Guiana mostrou crescimento econômico significativo. Segundo Ramos, só em 2022, a economia do país cresceu 60%. A Guiana, que produz atualmente cerca de 400 mil barris por dia de petróleo e gás, recebeu este ano propostas de empresas para licitações internacionais. Expansão para o Brasil Quando questionado sobre a possibilidade do conflito se expandir para o Brasil, Ramos afirma que “seria inevitável”. Uma vez que uma possível invasão por terra da Venezuela na Guiana teria que ser via território brasileiro. Mas, Ramos ressalta, que em caso de invasão, a Venezuela optaria por rotas marítimas. Fonte: CNN

  • Conheça os riscos 'sem precedentes' contra a humanidade listados em relatório

    A humanidade enfrenta um risco "sem precedentes" de atingir pontos de inflexão que podem desencadear um efeito dominó de catástrofes planetárias irreversíveis, adverte um relatório científico divulgado na quarta-feira (06/12). A publicação desta pesquisa coincide com a cúpula da ONU sobre o clima (COP28) em Dubai, em um ano que está quebrando todos os recordes de temperatura. Muitos dos 26 pontos de inflexão mencionados no relatório, como o derretimento das calotas de gelo, estão relacionados com a dinâmica do aquecimento global, bem como com atividades humanas como a destruição da Floresta Amazônica, que poderiam levar a Terra à beira do abismo. O documento adverte que cinco desses processos parecem estar atingindo seu limite, como o derretimento do gelo, que ameaça causar um aumento catastrófico no nível do mar, ou a morte em massa de recifes de coral tropicais. Alguns deles podem até ter começado uma transformação irreversível. A gestão de uma catástrofe humanitária causada por cruzar qualquer um desses pontos de inflexão poderia, por outro lado, desviar a atenção da necessidade de evitar os outros, criando um "círculo vicioso" de fome, deslocamento populacional e conflitos, adverte o relatório. Tim Lenton, especialista em sistemas terrestres da Universidade de Exeter, que liderou o relatório, disse à reportagem que esses pontos de inflexão representam uma "ameaça para a Humanidade de uma magnitude sem precedentes". Mas nem tudo são más notícias. O estudo também detalha uma série de pontos de inflexão positivos - como o desenvolvimento de veículos elétricos, energias renováveis e a adoção de dietas vegetarianas - que poderiam equilibrar a balança para o lado positivo. "Imagine-se deitado numa cadeira inclinada para trás, naquele ponto de equilíbrio em que um leve empurrão pode fazer uma grande diferença", disse Lenton. "Você pode acabar deitado de costas no chão ou, se tiver sorte, de pé novamente". À beira do abismo Uma das preocupações principais é saber se as calotas de gelo da Antártica Ocidental e da Groenlândia vão derreter. Se isso ocorrer, o nível do mar pode aumentar em dois metros até 2100, expondo cerca de 500 milhões de pessoas ao risco de inundações costeiras frequentes. A camada de gelo da Groenlândia tem diminuído a tal ritmo que talvez já seja tarde demais para reverter o processo. "Já passamos do ponto de inflexão ou isso pode parar de diminuir? Ninguém tem certeza", apontou Lenton. Os outros três pontos de inflexão mais preocupantes, devido ao seu potencial imediato, são a morte dos recifes de coral tropicais, o derretimento do permafrost (camada de subsolo congelada) e uma corrente oceânica chamada Giro Subpolar do Atlântico Norte. Outro ponto de inflexão oceânico é a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (Amoc, na sigla em inglês), um amplo sistema que regula a transferência global de calor dos trópicos para o hemisfério norte. Segundo o relatório, seria verossímil - embora improvável - que a Amoc entrasse em colapso neste século. Essa mudança desestabilizadora poderia fazer com que extensas regiões recebam muito menos chuva, o que potencialmente reduziria pela metade a área global onde se cultiva trigo e milho, indica o documento. "Se isso acontecer, de repente haverá uma crise alimentar global e uma crise de água semelhante, pois os monções nos trópicos praticamente desaparecerão na Índia e na África Ocidental. Isso será uma catástrofe humanitária", afirmou Lenton. Riscos 'terríveis' Os recentes incêndios florestais na selva amazônica e nas florestas boreais do Canadá são um sinal de que também correm um risco mais iminente do que se pensava, acrescentou. O especialista comparou o trabalho dos mais de 200 pesquisadores que elaboraram o relatório, com mais de 400 páginas e chamado "Global Tipping Points Report" ("Relatório de Pontos de Inflexão Globais"), ao dos avaliadores de riscos que analisam um novo avião. O colapso da Amoc seria como detectar algo que poderia fazer com que o avião "caísse do céu", disse. Mas não há como redesenhar a Terra para torná-la mais segura. O outro autor do estudo, Manjana Milkoreit, da Universidade de Oslo, apontou que "nosso sistema de governança global não é adequado para lidar com as ameaças que estão por vir e para aplicar as soluções que são urgentemente necessárias". Os autores pedem que os pontos de inflexão sejam incluídos no balanço mundial debatido nas negociações da COP28 e nos objetivos nacionais de combate às mudanças climáticas. Sarah Das, cientista da Woods Hole Oceanographic Institution dos Estados Unidos, que não participou do relatório, observou que os dados agora estão "claros como água". "Os riscos de a Humanidade ultrapassar esses pontos de inflexão [...] são terríveis, e o impacto nas vidas humanas, potencialmente aterrorizante", concluiu. Fonte: O Tempo

  • Percentual de pessoas em situação de pobreza cai para 31,6% em 2022

    O percentual de pessoas em situação de pobreza caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022, enquanto a proporção de pessoas em extrema pobreza caiu de 9% para 5,9%, neste período. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais 2023: uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, havia 67,8 milhões de pessoas na pobreza e 12,7 milhões na extrema pobreza. Frente a 2021, esses contingentes recuaram 10,2 milhões e 6,5 milhões de pessoas, respectivamente. De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regiões, em especial no Norte (-5,9 ponto percentual e -7,2 ponto percentual, respectivamente) e no Nordeste (-5,8 ponto percentual e -6,2 ponto percentual). Em 2022, entre as pessoas com até 14 anos de idade, 49,1% eram pobres e 10%, extremamente pobres. Na população com 60 anos ou mais, 14,8% eram pobres e 2,3%, extremamente pobres. Entre as pessoas de cor ou raça preta ou parda, 40% eram pobres em 2022, um patamar duas vezes superior à taxa da população branca (21%). O arranjo domiciliar formado por mulheres pretas ou pardas, sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos concentrou a maior incidência de pobreza: 72,2% dos moradores desses arranjos eram pobres e 22,6% eram extremamente pobres. A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por apenas 27,4% do rendimento deste grupo. “Quando a análise considera a renda dos domicílios com os menores rendimentos, o peso dos benefícios de programas sociais se torna mais relevante, além de apresentar maior oscilação em anos recentes. Para aqueles domicílios com o rendimento domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo, a participação dos benefícios de programas sociais chegou a 44,3% do rendimento total em 2022, o que representou crescimento em relação a 2021, quando o peso desses benefícios foi 34,5%, mas manteve-se abaixo do verificado para 2020 (46,7%)”, diz o IBGE. Entre os domicílios considerados pobres, os benefícios de programas sociais representavam 20,5% dos rendimentos e a renda do trabalho, 63,1%. Os impactos da ausência hipotética dos programas sociais teriam elevado em 12% a proporção de pobres do país em 2022, que passaria de 31,6% para 35,4%. Já a extrema pobreza teria sido 80% maior em 2022, passando de 5,9% para 10,6% da população do país. Caso não existissem programas sociais, o índice de Gini que mede a desigualdade na distribuição de renda, teria sido 5,5% maior, passando dos atuais 0,518 para 0,548. O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza. Condições de moradia A maior parte da população brasileira (64,6%) vive em domicílios próprios e já pagos. Esse percentual vem caindo desde o início da série, em 2016 (67,8%). A condição de domicílio alugado aumentou, saindo de 17,3% em 2016 para 20,2% em 2022. Entre a população mais pobre, esse percentual foi 18,3%, 4,0 p.p acima de 2016. Entre os mais ricos, foi de 21% em 2022, 3,2 p.p. acima de 2016. Em 2022, faltava documentação para 13,6% das pessoas que viviam em domicílios próprios, ou 9,6% do total da população. Essa proporção caiu 2 pontos percentuais ante 2019 (11,6%). Entre a população mais pobre, 18,5% vivem em domicílios próprios sem documentação. Ônus excessivo com aluguel atingia 23,3% da população residente em domicílios alugados (4,7% do total da população). Essa vulnerabilidade atinge mais à mulher sem cônjuge com filho de até 14 anos (14,2%), os arranjos unipessoais (9,6%) e a população mais pobre (9,7%). Na população de menor rendimento, 13,8% sentiam insegurança em sua residência e 29,8%, em seu bairro. Entre a população com maior rendimento, esses percentuais eram 6,9% e 25,1%, respectivamente. Fonte: Agência Brasil

  • Quase 60% dos pacientes com câncer no SUS iniciam tratamento depois do prazo

    Sessenta dias. Esse deveria ser o prazo máximo entre o diagnóstico de câncer, confirmado com biópsia, e o primeiro tratamento da doença - cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou outros. Mas não é o que acontece. Apesar de existir uma lei que garante aos pacientes o cumprimento desse prazo (Lei dos 60 dias - 12.732/12), dados do Ministério da Saúde mostram que, na rede pública, ele é cumprido apenas para 41% dos pacientes oncológicos. Essa demora também é evidenciada na pesquisa “Sobrevida e fatores prognósticos para o câncer de mama em Juiz de Fora”, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Dados preliminares mostram, por exemplo, que há diferenças consideráveis nesse tempo de espera entre rede pública e rede privada. Apesar de o acesso aos serviços ser o mesmo em ambas, na rede pública, a média de espera tem sido de 70 dias, e no setor privado, um mês. Espera acontece em qualquer idade A pequena Maria Luiza, de 3 anos, foi diagnosticada com retinoblastoma quando tinha apenas 1 ano. De acordo com o pai dela, do diagnóstico até o primeiro tratamento, que foi uma cirurgia, a espera foi de cerca de três meses. Marciley Dias Costa, 35 anos, conta que ele e a esposa perceberam algo diferente no olho da filha e procuraram uma unidade de saúde. Lá, foram informados de que ela deveria aguardar o agendamento de uma consulta especializada com oftalmologista. Preocupados com a saúde da menina, eles não esperaram e recorreram a um atendimento particular. “O doutor diagnosticou ela com retinoblastoma. Na nossa cidade não tem tratamento, e a gente foi encaminhado aqui para Belo Horizonte com uma certa urgência, porque ele percebeu que o tumor estava bem agressivo”, relata Marciley, que é morador de Grão Mogol, no Norte de Minas. Em BH, as primeiras consultas foram também particulares, com especialista indicada pelo médico que atendeu a pequena. Marciley, que precisou largar o emprego para acompanhar a filha ao lado da esposa, também desempregada, conta que chegou a fazer vaquinha para pagar a bateria de exames a que Maria Luiza foi submetida. No entanto, não dava para manter os custos e eles foram encaminhados para a Santa Casa, onde a menina passou por mais uma bateria de exames, o que atrasou o início do tratamento, e passou por cirurgia para retirada de um dos olhos por conta de diversas complicações. Atualmente ela faz acompanhamento periódico para avaliar a saúde. Quando vem para BH, a família fica hospedada na Casa do Caminho, uma ONG que acolhe pacientes com câncer e outras enfermidades que vêm de outras cidades mineiras e precisam de suporte, como local para dormir, café da manhã, almoço, etc. Também hospedado na Casa do Caminho está o pai de um menino de dez meses, vindo de uma cidade do Leste de Minas, que também passou por uma situação de demora para início do tratamento. De acordo com o pai, que não quis se identificar, os tumores do filho, localizados no tórax e no fígado, foram descobertos aos quatro meses de vida, e a primeira sessão de quimioterapia aconteceu aos oito meses. Ele lembra que, logo que percebeu que o filho estava com a barriga inchada, levou o menino a um médico particular que disse que o garoto estava “vendendo saúde”. Não satisfeito, levou a outro profissional, que pediu uma tomografia e constatou a presença de um tumor com metástase. A partir dali, ele foi encaminhado para BH para iniciar o tratamento pelo SUS. “O diagnóstico dele é um neuroblastoma. E demorou começar o tratamento porque ele ficou na pediatria esperando vaga na oncologia”, conta. “Hoje o tratamento dele é feito da forma correta. Porém estamos tendo algumas dificuldades na marcação de exames. Era para ele ter feito agora, no quarto ciclo de quimioterapia, uma tomografia do abdômen e do tórax, e, até então, não consigo marcar, porque já fui duas ou três vezes, deixei o nome dele para marcar, mas a menina falou que está muito lotado”, relata. “Já era para ter feito para saber como ele está reagindo após fazer a quimioterapia.” Fila do SUS é igualitária O médico oncologista clínico da Santa Casa de Belo Horizonte Gustavo Costa Baumgratz explica que esse tempo de 60 dias previsto na legislação tem base em trabalhos científicos. Segundo ele, os estudos consideram o período de tempo necessário entre o diagnóstico e o primeiro tratamento, que pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. O médico pontua que a contagem de tempo deve ser feita a partir do resultado da biópsia, que é o que vai definir exatamente o tipo e a malignidade do câncer. O especialista entende que, na rede pública, esse prazo não é alcançado por diversos motivos. “É um problema sistêmico, de gestão de saúde pública. E a gente como médico lá na ponta do atendimento especializado fica com uma dificuldade muito grande de conseguir ajudar nesse ponto. Até porque é um sistema que é igualitário, e não existe equidade, não anda mais rápido para quem precisa mais”, diz. “Todo mundo que está com câncer vai entrar na mesma fila de quem está com câncer. E é uma fila única, não é uma fila com prioridade igual uma lista de transplante. Mas ela anda até rápido”, explica. O médico explica que para saber qual o melhor tratamento oncológico para qualquer tipo de câncer é necessário fazer uma série de exames. E existe certa morosidade para conseguir fazer esses exames, como aqueles para verificar se o câncer espalhou ou não. “E, além disso, para cada tipo de câncer são feitos exames diferentes com perspectivas e expectativas diferentes. A gente tem mais de 100 tipos de câncer diferentes que têm que ser abordados de maneira diferente”, pontua. Ele pondera que, muitas vezes, o paciente recebe o diagnóstico com base em exames clínicos, mas somente a biópsia confirma o câncer, o que pode fazer a espera parecer mais longa. Dependendo do tipo de câncer, o resultado da biópsia pode demorar semanas, e isso acontece tanto na rede pública quanto na suplementar. E o tratamento com quimioterapia, por exemplo, precisa ser assertivo. “Dependendo da urgência dos sintomas, a gente acaba começando antes, mas se o paciente estiver com poucos sintomas, é melhor escolher bem o primeiro tratamento”, pondera. “A gente precisa dar o tratamento certo para o paciente certo. Isso é mais importante do que qualquer outra coisa. E o mais rápido possível!”, diz. E se for caso de muita urgência? Como o prazo para iniciar o tratamento parece demorar muito, mesmo para os pacientes com neoplasias em estágio mais crítico, de acordo com o advogado especialista em direito da saúde Mário de Souza Aguirre, é possível judicializar, ou seja, entrar na Justiça para tentar o tratamento mais rápido. “Se você for no artigo 196 da Constituição, ele diz que a saúde é dever do Estado e direito de todos. Então, se você não tem meios de fazer isso pelo próprio Estado, você pode demandar para que o Estado custeie para que você faça [o tratamento] em um hospital particular, por exemplo”, diz. Para tanto, o advogado explica que o paciente precisa ter em mãos um laudo médico, além de todos os exames possíveis, explicitando a urgência para início do tratamento. Essa urgência pode ser, por exemplo, um caso de um tumor que cresce muito rápido em curto espaço de tempo. Apesar disso, o advogado pondera que entrar na Justiça não é garantia de que vá acelerar o início do tratamento. Ao passo que, mesmo que o paciente ganhe a causa, não é garantido que o Estado conseguirá cumprir. Fonte: O Tempo

  • Brasil só se posicionará sobre tensão Venezuela-Guiana mediante convocação

    O Itamaraty acompanha com preocupação a ofensiva da Venezuela de anexar uma parte da Guiana ao seu território. Para invadir a região de Essequibo por terra, os militares do regime de Nicolás Maduro teriam que passar pela Roraima, no Brasil. O tema deve aparecer na Cúpula do Mercosul, que ocorre entre quarta-feira (6) e quinta-feira (7), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Inicialmente, a avaliação de fontes do Ministério de Relações Exteriores é a de que o governo brasileiro entende a importância da questão, mas deve adotar postura de distanciamento e observação quanto a essa crise. E, somente intermediará o conflito se chamado pelos dois países. Mas, para se precaver, o Ministério da Defesa já enviou, na última segunda-feira (5), 20 tanques de guerra blindados para a região. Os veículos sairão do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul e devem demorar um mês para chegar a Boa Vista. O setor de inteligência da Polícia Federal (PF) também acompanha a situação da fronteira para passar relatórios de inteligência e embasar eventuais decisões do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No sábado, em entrevista em Dubai, onde participava da COP-28, o petista disse esperar “bom senso” em relação ao plano da Venezuela para anexar o território de Essequibo. Já na terça-feira (5), na live semanal “Conversa com o Presidente”, Lula disse que vai visitar a Guiana no próximo ano. O intuito é participar de uma reunião de cooperação do bloco Mercado Comum e Comunidade do Caribe (Caricom). A leitura é a de que o presidente, aos poucos, vai dando sinais a Maduro de que ele não terá caminho livre no país. Em maio deste ano, o presidente e o ditador da Venezuela se encontraram em Brasília. Na época, Lula havia dito que aquele era um "momento histórico" que "reflete uma política externa séria". E ainda chamou de "equívocos" as decisões do governo Jair Bolsonaro (PL) que impediram a vinda do ditador e de outras autoridades venezuelanas ao Brasil nos últimos anos. Fonte: O Tempo

  • Câmara dos Deputados aprova proibição de linguagem neutra em órgãos públicos

    A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (5) a proibição da utilização de linguagem neutra em órgãos públicos dentro de um projeto de lei que institui um padrão nacional de linguagem simples em órgãos públicos. Depois da votação do texto inicial, parlamentares aprovaram uma emenda de autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), que prevê que a administração pública não deverá usar “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa”. O parlamentar argumenta que a linguagem neutra é uma “aberração” usada ideologicamente e não se enquadra na finalidade de uma linguagem simples. Alguns deputados chamaram a emenda de jabuti — jargão parlamentar que refere à inclusão de trecho sem relação com o projeto original. As federações PT/PCdoB/PV e Psol/Rede, além da bancada do governo e da maioria, orientaram votos contra o trecho. A emenda foi aprovada por 257 votos a favor, 144 deputados votaram contra e 2 se abstiveram. O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de começar a valer. Entenda a proposta O projeto inicial é de autoria da deputada Erika Kokay (PT-DF) e foi aprovado na forma de substitutivo do deputado Pedro Campos (PSB-PE). O texto prevê a instituição da Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta. O objetivo é facilitar o entendimento e a participação da população nas atividades públicas. A proposta ainda prevê que a administração pública deverá usar “linguagem respeitosa, amigável, clara e de fácil compreensão”, sem termos discriminatórios. Palavras estrangeiras, jargões e termos técnicos deverão ser evitadas. O texto entende como linguagem simples o “conjunto de práticas, instrumentos e sinais usados para transmitir informações de maneira simples e objetiva, a fim de facilitar a compreensão de textos”. O projeto prevê que o Poder Executivo vai definir diretrizes complementares e formas de operacionalização para o cumprimento da lei em até 90 dias da sua publicação. Fonte: CNN

  • Milhares de poupadores serão indenizados por perdas em planos; veja como receber

    Cerca de 470 mil poupadores ainda podem receber os valores referentes às perdas dos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 1 e 2, segundo levantamento da Febrapo (Frente Brasileira pelos Poupadores). O acordo que reconheceu o direito dos poupadores à indenização foi homologado em fevereiro de 2018 pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após mais de três décadas de batalhas judiciais. O pagamento, no entanto, foi dividido conforme a idade e o valor a receber. Segundo a Febrapo, podem ser beneficiados poupadores e seus herdeiros. Quem se habilitar para receber o dinheiro pode ter o montante depositado na conta em até 15 dias. Os cálculos indicam que há valores entre R$ 3.000 e mais de R$ 100 mil disponíveis, dependendo de quanto havia na conta na época e de quanto foi a perda. Até agora, mais de 300 mil poupadores aceitaram receber o dinheiro da revisão da poupança por meio do acordo fechado com o STF entre representantes da categoria e bancos. Boa parte, porém, não aceitou o que foi oferecido, já que o desconto sobre o valor a ser pago é de até 19%, além do pagamento de honorários advocatícios de 10%, mais 5% para a Febrapo. Dos 470 mil cidadãos que ainda podem aderir, cerca de 70% têm direito a receber até R$ 30 mil, diz a frente de poupadores. Se aceitarem o acordo, terão o dinheiro ainda neste ano. "É um volume significativo de pessoas que ainda podem se beneficiar e obter justiça financeira depois de tanto tempo de espera", diz Ana Seleme, diretora-executiva da Febrapo. "Aderir ao acordo é a maneira mais rápida, segura, garantida e justa de finalizar o processo judicial", afirma ela. O advogado Alexandre Berthe, especialista em direito do consumidor, discorda de Seleme. Segundo ele, há muitos casos nos quais não vale a pena aderir ao acordo ainda. O motivo é que há prazo até 2025 para solicitar a indenização. "Sob o ponto de vista financeiro, o acordo não é vantajoso. Ele é vantajoso para o banco, na maioria dos casos. Então, a orientação é sempre procurar o advogado ou alguém que entenda realmente de finanças para fazer uma análise de risco", afirma. O acordo foi proposto com a intenção de acabar com mais de um milhão de ações na Justiça. O poupador deveria aderir a ele, por meio do site pagamentodapoupanca.com.br, e receberia os valores conforme o cronograma. No entanto, a adesão foi baixa e a maioria preferiu receber os valores na Justiça. Com isso, em 2021, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão de todos os processos no país. As ações ainda estão paradas, mas há a expectativa de que, se voltarem a andar, a negociação com bancos, caso a caso, será melhor. Berthe afirma que poupadores estão sendo procurados por SMS ou WhatsApp com a oferta de fechamento de acordo. Ele alerta, porém, para que não seja fechado nenhum acordo sem falar com o advogado da causa. "Não faça nenhum acordo sem a presença, a validação do seu advogado, por dois motivos: primeiro, você pode estar perdendo muito dinheiro, e, segundo, a gente tem visto muitos golpes." COMO É O PAGAMENTO DA REVISÃO DA POUPANÇA? Os poupadores que tiveram perdas durante os planos Bresser, Verão e Collor 1 e 2 podem receber indenização por meio de acordo, que é fechado na plataforma pagamentodapoupanca.com.br de forma gratuita. Será preciso, no entanto, aceitar receber o dinheiro com desconto de até 19% sobre o valor, além de pagar 15% como honorários. No site, é possível fazer simulação dos valores a receber. A primeira fase é a habilitação do poupador ou de seu herdeiro. É preciso se inscrever e preencher os dados solicitados. Depois, o cidadão tem de escolher a forma de pagamento, se por meio de conta em algum banco ou se por depósito judicial. Também será necessário escolher a forma de pagamento dos honorários de 10% ao advogado e de 5% para a Febrapo. COMO FUNCIONA O DESCONTO DO PAGAMENTO DOS PLANOS ECONÔMICOS? Dependendo do valor a receber, há um percentual de desconto. Veja: Sem desconto: para valores de até R$ 5.000 8% de desconto: para valores entre R$ 5.000,01 e R$ 10 mil 14% de desconto: para valores entre R$ 10.000,01 e R$ 20 mil 19% de desconto: para valores acima de R$ 20 mil COMO SEI O VALOR QUE VOU RECEBER? O pagamento depende do montante que havia na conta e do fator de multiplicação conforme o plano econômico da época. Bresser: o fator multiplicador é 0,05042 para contas com aniversário na primeira quinzena do mês de junho de 1987; Verão: o fator multiplicador é 4,83189 para contas com aniversário na primeira quinzena do mês de janeiro de 1989; Collor 1: o fator multiplicador é 0,03537 para valores menores que 30 mil cruzeiros ou de R$ 1.000; iguais ou acima de 30 mil cruzeiros e menores que 50 mil cruzeiros, mínimo de R$ 2.000; iguais ou acima de 50 mil cruzeiros e menores do que 84.817,64 cruzeiros, mínimo de R$ 3.000, mas o valor só é pago a quem busca ressarcimento somente pelo Collor 1 Collor 2: fator multiplicador de 0,00165 para contas que não façam aniversário nos dias 1 ou 2 de janeiro de 1991 O QUE ACONTECE COM QUEM NÃO ACEITAR O ACORDO? Quem não aceitar o acordo terá o processo tramitando na Justiça. Porém, como a ação está parada por determinação do Supremo, não há prazo para receber os valores. Neste caso, é preciso esperar. COMO SABER SE TENHO DIREITO À REVISÃO DA POUPANÇA? É preciso ter saldo em caderneta de poupança na época em que os planos econômicos foram editados, seja de sua titularidade, seja de alguém que lhe deixou herança, além de ter ingressado na Justiça. A Febrapo pode indicar se há ou não o direito. No entanto, quem não entrou com ação ou perdeu o prazo não tem direito. Para ações individuais, é preciso ter ido ao Judiciário até 20 anos após a edição de cada plano econômico. Para ações coletivas, o prazo para procurar a Justiça era de até cinco anos do trânsito em julgado da sentença coletiva até 11 de dezembro de 2017, data de assinatura do acordo. Fonte: O Tempo

  • Um em cada quatro a cinco jovens entre 15 e 29 anos não estudam e nem trabalham

    O Brasil tinha 10,9 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados com trabalho em 2022, apontam dados divulgados na quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número correspondia a 22,3% da população estimada nessa faixa etária (48,9 milhões). Segundo o IBGE, a falta de estudo e trabalho afeta sobretudo as mulheres pretas ou pardas de 15 a 29 anos. Esse grupo era composto por 4,7 milhões no ano passado, ou 43,3% do total de jovens afastados das atividades de ensino e laborais (10,9 milhões). Homens pretos ou pardos (2,7 milhões ou 24,3%), mulheres brancas (2,2 milhões ou 20,1%) e homens brancos (1,2 milhão ou 11,4%) vinham na sequência. Os dados integram a Síntese de Indicadores Sociais. A publicação analisa estatísticas de fontes como a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também produzida pelo IBGE. O jovem que não trabalha nem estuda costuma ser chamado de nem-nem por diferentes estudos. O IBGE, contudo, evita usar esse termo porque uma parcela desse grupo pode exercer atividades não remuneradas dentro de casa, sem estar necessariamente ocupada com algum emprego. Do total de 10,9 milhões que não estudavam nem estavam ocupados em 2022, a fatia de 61,2% era considerada pobre pelos critérios da pesquisa - vivia com menos de US$ 6,85 por dia em PPC (paridade do poder de compra). A extrema pobreza atingia 14,8% desse grupo abaixo de US$ 2,15 por dia, também em PPC. Segundo o IBGE, quanto menor o rendimento domiciliar, maior é a parcela de jovens que não estudam nem estão ocupados. Em 2022, 49,3% dos jovens dos domicílios 10% mais pobres estavam nessa condição - um em cada dois. No início da série histórica, em 2012, o percentual era menor, de 41,9%. De acordo com o instituto, o número de 10,9 milhões de jovens afastados dos estudos e do trabalho é o menor da série. O IBGE, no entanto, ponderou que o total de jovens de 15 a 29 anos também diminuiu ao longo do período. Ao atingir 22,3%, o percentual dessa faixa etária que não trabalhava nem estudava recuou ante 2021, quando estava em 25,8%. A proporção mais recente, contudo, não é a menor da série. A mínima foi registrada em 2013 (21,6%). O IBGE associou a redução do número e da proporção de jovens que não estudavam nem estavam ocupados em 2022 à retomada do mercado de trabalho. "Essa queda em 2022 está muito atrelada à recuperação do mercado de trabalho. O percentual de jovens ocupados cresce, enquanto o de jovens que não estudam e não estão ocupados cai", disse Denise Guichard Freire, uma das analistas da síntese do IBGE. "Quando há uma crise, os jovens são os primeiros a serem dispensados. Agora, nessa retomada, eles têm conseguido voltar aos poucos ao mercado de trabalho", completa. Fonte: O Tempo

  • Exército envia 20 tanques para Roraima em meio a tensão entre Guiana e Venezuela

    O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou o envio de blindados do Exército para Roraima. O Estado está em atenção por conta da disputa entre Venezuela e Guiana pela região de Essequibo. No último domingo, o regime de Nicolás Maduro fez um referendo e a maioria dos venezuelanos aprovou medidas que podem resultar na anexação de parte do território, que é rico em petróleo e fica na Guiana. Venezuelanos referendaram a criação da província “Guayana Esequiba” no território de Essequibo. A medida prevê a concessão da nacionalidade venezuelana a 125 mil habitantes da região de Essequibo. Maduro já deixou clara a intenção de usar a força para tomar Essequibo. Tanto que já mandou mais militares para a fronteira com a Guiana, que promete resistir. O governo brasileiro tenta evitar o conflito. No fim da semana, o Exército brasileiro reforçou o contingente em Pacaraima, a cidade de Roraima mais próxima da Venezuela. A unidade militar da cidade passou de 70 para 130 militares. A intenção é impedir o trânsito de militares da Venezuela em território brasileiro. Já o envio de blindados, segundo Múcio, estava programado para dar apoio em operações contra o garimpo. Por isso, vão ficar em Boa Vista, a capital de Roraima, mas disponíveis para eventual atuação em Pacaraima. Os veículos sairão do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul e devem demorar um mês para chegar a Boa Vista. A região de Essequibo faz fronteira com o Brasil. Cerca de 70% do total de 160 mil km² de Essequibo ficam na Guiana. A área equivale a cerca de dois terços do território nacional. PF monitora movimentação na tríplice fronteira O setor de inteligência da Polícia Federal também acompanha a situação da fronteira para passar relatórios de inteligência e embasar eventuais decisões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No sábado, em entrevista em Dubai, onde participava da COP-28, Lula disse esperar “bom senso” em relação ao plano da Venezuela para anexar o território de Essequibo. “Conversei por telefone com o presidente da Guiana duas vezes. O Celso [Amorim, assessor especial da Presidência] já foi à Venezuela conversar com o [Nicolás] Maduro]. Tem um referendo, que provavelmente vai dar o que o Maduro quer, porque é um chamamento ao povo para aumentar aquilo que ele entende que seja o território dele. E ele não acata o acordo que o Brasil já acatou”, afirmou Lula. Lula se referiu ao Acordo de Genebra, de 1966, resultado de uma campanha da Venezuela iniciada nos anos 1940 denunciando um laudo internacional que decretou que a região integrava a então Guiana Britânica como fraudulento. A Guiana alega que um laudo de 1899, feito em Paris, estabeleceu as fronteiras atuais, que dão à ela a maior parte do território em disputa. Na sexta-feira (1º), juízes da Corte Internacional de Justiça ordenaram que a Venezuela se abstenha de tomar qualquer medida que altere a situação atual em Essequibo. Mas o tribunal não proibiu expressamente a Venezuela de realizar o referendo sobre os seus direitos à região em torno do rio Essequibo, como a Guiana pediu. Empresa dos EUA descobriu campos de petróleo na região A Guiana considera a consulta popular uma ameaça à sua integridade territorial e busca ajuda internacional, o que a Venezuela vê como interferência em seus assuntos internos. Os Estados Unidos ameaçaram impor novas sanções ao governo de Maduro, que mandou mais militares para a as fronteiras com a Guiana e o Brasil. Em 2015, a disputa ficou mais acirrada, após a companhia norte-americana ExxonMobil descobrir campos de petróleo na região. São as maiores reservas de petróleo per capita do mundo. Com tal informação, a Guiana lançou em dezembro de 2022 a primeira rodada de licitações para explorar 11 campos petrolíferos em águas rasas e outros três em águas profundas e ultraprofundas. A Venezuela rejeitou as licitações, classificando-as como “ilegais” por envolverem “áreas marítimas pendentes de delimitação”. Fonte: O Tempo

  • Google lança Gemini, sua inteligência artificial mais poderosa; veja como ela funciona

    Modelo foi integrado ao Bard, rival do ChatGPT e chegará a outros produtos do Google, como Busca e Chrome, nos próximos meses. IA foi criada para funcionar tanto em infraestruturas grandes, como as de data centers, quanto em celulares. O Google lançou nesta quarta-feira (6) o Gemini, modelo de inteligência artificial (IA) que é tratado pela empresa como o mais poderoso já criado por sua equipe. Ele funciona como o "motor" do Bard (concorrente do ChatGPT), mas, por enquanto, está disponível apenas em inglês. A exemplo do ChatGPT, o Bard é um chatbot (robô conversador): funciona como uma página de bate-papo. Baseado em aprendizado de máquina ("machine learning", em inglês)., ele é capaz de "imitar" humanos ao fornecer respostas a perguntas feitas pelos usuários. Para gerar mensagens com as informações solicitadas, essas ferramentas usam uma infinidade de textos disponíveis na internet. O Gemini também poderá ser usado por outros aplicativos e, na prática, vai competir com ferramentas como o GPT-4, o modelo de IA da OpenAI usado no ChatGPT. Segundo o Google, o Gemini superou a capacidade humana em um teste de conhecimento e solução de problemas que combina 57 temas, incluindo matemática, física e história. A empresa também diz que ele se saiu melhor nesse teste do que o GPT-4. O Google informa que a abordagem para desenvolver o Gemini foi um pouco diferente da adotada em outros modelos de inteligência artificial multimodais, isto é, que conseguem entender ao mesmo tempo diferentes formatos de mensagens, como textos, imagens, áudios e códigos. Abaixo, veja respostas para as seguintes perguntas sobre o Gemini: O que o Gemini pode fazer? Como o Gemini funciona? Quando ele estará disponível? O que torna o Gemini mais poderoso? O Gemini é confiável? O que o Gemini pode fazer? Segundo o Google, o Gemini será útil em tarefas que exigem mais capacidade de raciocínio. Ele poderá ser usado tanto para ajudar programadores com códigos complexos quanto estudantes com a lição de casa, por exemplo. Em uma demonstração divulgada pela empresa, o Gemini serviu para analisar a foto de um exercício de física e identificar um erro no cálculo (veja acima). Graças a essa IA, foi possível encontrar a solução correta. Ela também criou problemas semelhantes para o usuário tentar resolver. Como o Gemini funciona? O Gemini é o modelo de IA mais flexível já desenvolvido pelo Google. A ideia é que ele consiga rodar tanto em infraestruturas grandes, como as de data centers, quanto em dispositivos mais limitados, como celulares. Para atender a esse objetivo, a nova inteligência artificial terá três versões: ⚡ Gemini Ultra: maior e mais poderoso, voltado para tarefas altamente complexas – será liberado apenas em 2024. 💻 Gemini Pro: voltado para rodar uma ampla gama de tarefas e atender a usuários, a partir desta quarta-feira no Bard, e a desenvolvedores, a partir de 13 de dezembro. 📱 Gemini Nano: vai rodar diretamente nos dispositivos móveis para os quais foi criado, o que lhe permite funcionar mesmo quando não há internet – disponível no Pixel 8 Pro, o celular do Google, para criar resumos de áudios e sugerir respostas inteligentes no WhatsApp. Quando ele estará disponível? O primeiro contato de muitos usuários com o Gemini deverá ser com a versão Pro, que vai melhorar raciocínio, planejamento e compreensão do Bard. A partir desta quarta, o robô do Google já vai usar a nova IA em respostas em inglês (outros idiomas receberão a atualização em breve). No início de 2024, o Google vai lançar o Bard Advanced, que contará com o Gemini Ultra. Ainda segundo a empresa, nos próximos meses o Gemini se integrará a produtos como Busca e Chrome. A partir de 13 de dezembro, desenvolvedores e empresas poderão usar o Gemini Pro por meio das plataformas de inteligência artificial Google AI Studio e Google Cloud Vertex AI. E o Gemini Ultra vai passar por mais verificações de segurança antes de ser liberado para todos os usuários em 2024. O que torna o Gemini mais poderoso? Segundo o Google, a criação de modelos de IA costuma envolver "treinamentos" separados, com foco em cada formato. Em uma segunda etapa, o aprendizado de texto é reunido com o de imagem, por exemplo, e tudo é "empacotado" em apenas um produto. Na avaliação do Google, esse método permite realizar algumas tarefas, como descrever imagens, mas tem limitações nos casos que exigem mais raciocínio. "Projetamos o Gemini para ser nativamente multimodal, pré-treinado desde o início em diferentes modalidades. Em seguida, aperfeiçoamos com dados multimodais adicionais para refinar ainda mais sua eficácia", disse Demis Hassabis, diretor-executivo da DeepMind, subsidiária de IA do Google. O Gemini é confiável? O Google admite que, assim como toda IA, o Gemini está sujeito ao problema de alucinação, um erro que faz a resposta de um robô incluir informações incorretas, tendenciosas ou sem sentido. A empresa, no entanto, diz que o Gemini é capaz de fazer as melhores avaliações de segurança de uma IA já criada por sua equipe. O objetivo é que ela seja capaz de evitar conteúdo violento ou estereotipado, por exemplo. A criação do Gemini envolveu ainda o treinamento sobre o que não deve ser exibido aos usuários a partir de um conjunto de 100 mil frases consideradas tóxicas retiradas da internet. Um grupo de especialistas independentes também iniciou os trabalhos para testar os limites da nova IA. "Estamos abordando esse trabalho com ousadia e responsabilidade", disse Sundar Pichai, diretor-executivo da Alphabet, controladora do Google. "Isso significa sermos ambiciosos em nossa pesquisa e buscar capacidades que trarão benefícios enormes para as pessoas e a sociedade, ao mesmo tempo em que construímos salvaguardas e trabalhamos em colaboração com governos e especialistas para enfrentar os riscos à medida que a IA se torna mais capaz", afirmou ele. FONTE:G1

  • Polícia apreendeu no Paraguai 1,8 mil armas em megaoperação contra suspeitos de armar facções Brasil

    Principais alvos foram mansão e sede de Diego Dirisio, apontado por investigadores como comandante do grupo. A polícia apreendeu, no Paraguai, 1,8 mil armas na megaoperação contra o grupo comandado pelo maior traficante de armas da América do Sul, Diego Dirisio, deflagrada na terça-feira (5). Ele e a mulher, Julieta Nardi, seguem foragidos e os nomes foram incluídos na difusão vermelha da Interpol. O inventário desse material, assim como de dinheiro e bens, terminou na manhã desta quarta-feira (6). Os principais alvos das buscas foram a sede da empresa de Dirisio e a mansão dele no Paraguai. Os alvos incluíram também imóveis residenciais, empresas, pessoas físicas e jurídicas, militares e agentes públicos acusados de envolvimento com o esquema bilionário do tráfico de armas que abastecia facções criminosas aqui no Brasil. No Paraguai, foram apreendidos: 👉 611 armas de grosso calibre como fuzis, metralhadoras e rifles (valor estimado: R$ 20 milhões) 👉 1.212 pistolas calibre 9 milímetros (R$ 6 milhões) 👉 US$ 87,1 mil em espécie e US$ 96 mil em cheques 👉 US$ 250 mil dólares em relógios e US$ 50 mil dólares em canetas de luxo O número de de armas apreendidas deve ser ainda maior porque, segundo os investigadores, existe um outro depósito da empresa de Diego Dirisio, que ainda não teria sido aberto. Início da investigação A investigação começou em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. As armas estavam com o número de série raspado, mas, por meio de perícia, a PF conseguiu obter as informações e avançar na investigação. Na terça-feira, a Polícia federal deflagrou uma operação contra um grupo suspeito de entregar 43 mil armas para os chefes das maiores facções do país — Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. É nessa operação que Diego Dirisio e a esposa, Julieta Nardi, passaram a ser investigados. Segundo as investigações, Dirísio comprava armas fabricadas em países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, para revender a criminosos brasileiros. Presos e investigados Pelo menos 14 pessoas são investigadas por suspeita de participação no esquema e 12 já foram presas. Diego Dirísio e a esposa são alguns dos que seguem foragidos. Entre os investigados, está o general Arturo Javier González Ocampo, que até pouco tempo atrás ocupava o cargo de Chefe do Estado Maior General da Força Aérea do Paraguai. Funcionárias da empresa IAS, de Diego Dirísio, foram flagradas em conversas interceptadas, com autorização judicial, pedindo ao general Arturo Gonzales Ocampo para interceder na DIMABEL, órgão militar de controle de armas. O objetivo é colocar pessoas na DIMABEL da confiança do esquema de tráfico de armas. A polícia paraguaia prendeu o general na terça-feira, mesmo dia em que a operação foi deflagrada, e fez busca e apreensão na casa dele. Segundo apurou o Blog da jornalista Andréia Sadi, na DIMABEL, órgão paraguaio responsável por controlar, fiscalizar e liberar o uso de armas, os investigados ocupam cargos de tenente, general, coronel e capitã. FONTE:G1

  • Ansiedade, diabetes e problemas sexuais: veja os impactos da privação de sono na saúde

    Ansiedade, diabetes e problemas sexuais: veja os impactos da privação de sono na saúde Quem não quer dormir bem? Um sono de qualidade está diretamente ligado ao bem-estar do corpo e da mente, já que ele impacta no humor, na vida social, nos sistemas imunológico e cardiovascular, no trabalho e na vida conjugal. O sono é um pilar essencial para a nossa saúde, junto com atividade física e alimentação. Por isso, ele não deve ser negligenciado. "Nosso corpo funciona como uma máquina e o sono é o principal promotor do equilíbrio interno do organismo. Tudo precisa funcionar de forma excelente e quem dá equilíbrio nos processos fisiológicos é ele. Se ele está ruim, o corpo vai falhar", explica Monica Andersen, diretora do Instituto do Sono e professora da Unifesp. Quer exemplos de como o sono afeta a nossa saúde? Distúrbios cardiometabólicos: o sono insuficiente tem sido associado ao aumento do risco de diabetes gestacional, obesidade, diabetes, doença arterial coronária e doenças cardiovasculares Sistema imunológico e infecções: o sono equilibra o nosso sistema imunológico. A deficiência tem sido associada a uma resposta ruim com vacinações e aumento do risco de Covid-19 e resfriado comum. Problemas neurológicos: o sono é essencial para a consolidação da memória. Os distúrbios do sono contribuem para o declínio cognitivo e para o aumento do risco de Alzheimer e doença relacionada. Distúrbios psiquiátricos e psicológicos: o sono regula a emoção e o bem-estar psicossocial. Sua deficiência aumenta o risco de ansiedade, depressão grave, transtorno bipolar. Problemas sexuais: pesquisas apontam que a privação de sono pode estar associada à redução do desejo e excitação das mulheres. Nos homens, a falta de sono pode aumentar o risco de disfunção erétil e diminuir a produção de testosterona. "Sabemos que sem sono não vivemos e que dormir é fundamental até para você funcionar durante o dia. A imunidade melhora, o raciocínio melhora, a saúde melhora. Vários processos ocorrem durante o sono, como a consolidação da memória, a saúde cardiovascular, o metabolismo. Não existe saúde geral sem uma boa noite de sono", alerta a neurologista Dalva Poyares, uma das autoras do artigo "A necessidade de promover a saúde do sono nas agendas de saúde pública em todo o mundo", publicado na revista The Lancet. As especialistas explicam que esses prejuízos são sentidos por pessoas que privam o sono por um longo prazo. Ou seja, está tudo bem não ter uma noite boa de sono. O problema é quando a noite mal dormida se torna recorrente. Um sono de qualidade O que é dormir bem? Segundo as especialistas, o dormir bem é uma sensação subjetiva, mas que está associada a ter um sono na qualidade e quantidade adequadas. "Uma sensação de acordar bem, espontaneamente, passar o dia bem. Esses são pequenos sinais de que você está dormindo bem", diz Poyares. E quantas horas devemos dormir? Ouvimos que o ideal é dormir 8 horas, mas não é bem assim. Para começar, cada indivíduo é único. Por isso, não há um número mágico de horas recomendadas. Além disso, a necessidade muda com a idade. "O adulto dorme entre 7 e 9 horas. Ainda é normal que durma ou 6 ou 10 horas. Não existe um número chave, mas existe uma média para cada faixa etária para recuperar energia, capacidade de resolução de problemas, de viver um dia disposto", explica Sandra Doria, otorrinolaringologista com especialização em Medicina do Sono e pesquisadora do Instituto do Sono. FONTE:G1

  • Ex-funcionária denuncia chefe por mensagens ofensivas e ser obrigada a cobrir tatuagens

    Caso ocorreu em uma loja de óculos em Moema, Zona Sul de SP; jovem de 19 anos entrou com processo trabalhista por dano moral contra a ex-gerente no dia 1º de dezembro. Prints de conversas no WhatsApp mostram as mensagens ofensivas. Uma jovem de 19 anos entrou com ação trabalhista por dano moral contra a gerente de uma loja de óculos, em São Paulo, após ser ofendida em mensagens no WhatsApp de "gorda", "feia" e ser obrigada a cobrir tatuagens do braço com blusa de frio enquanto trabalhava no comércio. "Você está horrível com esse vestido. Nasceu para trabalhar em outro lugar e não aqui, além de gorda e feia nele", diz uma das mensagens enviadas pela gerente à ex-funcionária no WhatsApp. Ao g1, Vitória Cristina Gama dos Santos Teixeira afirmou que começou a trabalhar como auxiliar da loja, unidade Moema, Zona Sul de São Paulo, no dia 6 de outubro deste ano após passar por um processo seletivo. A reportagem entrou em contato com o dono da loja, que afirmou que só poderá se manifestar após ter conhecimento do conteúdo do processo. "Fiz entrevista online e me chamaram. Comecei a trabalhar e estava tudo bem com a gerente, até que comecei a ser perseguida porque comentei com uma funcionária de outra loja o que ela havia falado de lá. Mas foi um comentário normal e, por causa disso, ela fez pirraça". "Foi então que passou a falar para eu ir de blusa de frio por causa das tatuagens, não me deixava fazer uma hora de almoço, falava que era gorda, feia, que não nasci para trabalhar na loja. Me bloqueava no WhatsApp, e ainda dizia que eu saía mais cedo, sendo que sempre saí no horário. Foi horrível. Sofro de crise de ansiedade e comecei a passar muito mal, ir ao hospital", afirma a jovem. Prints de conversas no WhatsApp entre Vitória e a ex-chefe mostram mensagens enviadas pela gerente: "Vitória está vendo Vitória. Pedi milhões de vezes para colocar blusa de frio. Estou ficando brava com você já e suas tatuagens", afirmou a chefe à ex-funcionária. "Vitória, quando você sair de almoço conversamos. Já perdi milhões de clientes e você não entende. Isso é falta de senso seu. Já avisei para ficar de blusa de frio", diz outra mensagem. "Nao vai fazer almoço, pois chegou 13h20 por causa do seu medicozinho". Vitória conta que foi despedida no dia 10 de novembro e recebeu apenas R$ 400. O salário era de R$ 1.300. "Eu peguei conjuntivite e peguei dias de atestado. Quando retornei, eles me dispensaram. Fiquei muito nervosa quando recebi apenas R$ 400. Ainda bem que consegui outro emprego". "O que me mais me machucou foi falar da minha aparência, principalmente quando fui trabalhar com o vestido falando que era gorda e feia. Foram coisas que me magoaram e guardei em mim. Estou tentando superar. É difícil, porque passei a ter muito medo dela", afirmou a jovem. Ao comentar com uma advogada sobre o que houve, ela decidiu entrar com uma ação trabalhista. Está sendo solicitada uma indenização de R$ 6,6 mil. Um boletim de ocorrência por conta das ofensas também será registrado na delegacia. "Eu entrei com a ação com o objetivo de ser uma lição para que isso não aconteça com outras pessoas. A forma que ela fez comigo pode ser que façam com o filho dela e ela não irá gostar. Que ela não faça isso com mais ninguém, porque ninguém merece", diz. A advogada de Vitória afirmou à reportagem que deu entrada no processo dia 1º de dezembro. A primeira audiência será em maio. "Eu me sensibilizei quando ela contou, ainda mais porque é uma jovem de 19 anos, com primeiras experiências de trabalho. Me chamou atenção esse caso pela idade", afirmou a advogada Rita de Cássia Gomes, que está no caso com a advogada Liz Piassi Martins. FONTE:G1

  • Mineiros aparecem em 2º lugar entre os que se sentem mais seguros no Brasil

    Belo Horizonte também aparece como a segunda capital em que as pessoas se sentem mais seguras; a mais insegura é Teresina no Piauí Minas Gerais é o segundo estado brasileiro onde a população se sente mais segura, aponta estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2021, divulgado nesta quarta-feira (6/12). O levantamento mostra que 81,7% da população mineira, com 15 anos de idade ou mais, se sente segura ou muito segura em seus bairros. Os números só não são melhores que os de Santa Catarina, que conta com 90,1%. Em terceiro lugar vem o Rio Grande do Sul com 81,3%. LEIA MAIS Cientista encontra fóssil vivo, uma das primeiras formas de vida da Terra em casa de festas de MG Mais da metade dos mineiros recebe no máximo um salário mínimo por mês Biblioteca do ‘bairro do Limoeiro da vida real’ ganha gibis da Turma da Mônica de doador anônimo Os três estados, assim como Mato Grosso, Paraná, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Bahia, Goiás, Acre e Paraíba, aparecem abaixo da média nacional, que é de 72,9%. A sensação de insegurança é maior em estados da região Norte. Amapá aparece como região com pior sensação de segurança, com apenas 51,9%, seguido por Amazonas, com 54% e Pará, com 62,3%. A pesquisa também apontou Belo Horizonte como a segunda capital em que os moradores se sentem mais seguros, com 74,7%. Ficou atrás de Florianópolis, com 89,7%, e à frente de Cuiabá, com 73%. Já entre as capitais com a pior sensação de segurança estão Teresina, com 41,7%; Macapá, com 42,2% e Manaus, com 45%. Também foi perguntado aos entrevistados se eles se sentiam seguros dentro de casa. Minas Gerais apareceu em terceiro, com 91,2% afirmando se sentiram seguros ou muito seguros, atrás do Rio Grande do Sul, com 92,9%, e Santa Catarina, com 94,8%. Os piores colocados foram Rio Grande do Norte e Roraima, com 82,3% da população se sentindo insegura. Ao todo, mais de 56 milhões de pessoas responderam questões sobre sensação de segurança em casa ou no bairro onde moram em Grandes Regiões, Regiões Metropolitanas e capitais. A Síntese de Indicadores Sociais reúne dados obtidos através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e do Sistema de Contas Nacionais do Brasil (SCN), ambos sob responsabilidade do IBGE. O levantamento também conta com fontes externas como o Censo Escolar da Educação Básica; o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), a cargo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao Ministério da Educação. FONTE: Estado de Minas Gerais

  • Cidade de MG, a mais quente do país, denuncia despejo de esgoto em córrego

    Moradores de Araçuaí reclamam do mau cheiro e da qualidade da água do córrego Calhauzinho, que deságua no rio de mesmo nome da cidade do Vale do Jequitinhonha Além de sofrer com o calor intenso, moradores de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, denunciam o despejo de esgoto no córrego Calhauzinho, local usado frequentemente pela população da região para banhos. Há pelo menos três semanas, a água, que estava límpida, se transformou em um aspecto esverdeado, com uma crosta em sua superfície. Segundo moradores, o problema no córrego Calhauzinho teria começado após uma obra feita pela Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa). O córrego é afluente do Rio Araçuaí, cuja bacia atende a 23 municípios, segundo dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). “Isso é um absurdo. Até quando vamos passar por isso? Cobram pelo tratamento de esgoto que não está executando, está jogando no rio a céu aberto. Isso é uma injustiça, um absurdo. Uma situação dessas não pode existir”, afirma Ataíde Silva, morador da região e também proprietário de um bar à beira do córrego. Ele relata que o mau cheiro gerado pelo despejo do esgoto no córrego afeta diretamente o funcionamento normal do seu estabelecimento comercial. Outro morador que reclamou do odor é Helder Souza, que vive há mais de 10 anos na região. “O mau cheiro é insuportável e vem desde que a Copasa realizou uma obra na caixa coletora. Eles [Copasa] falam que é um problema na bomba. Eles resolvem, mas volta de novo”, disse. Leia: Guarda-chuva na seca: a vida na cidade mais quente de Minas, e do Brasil Em meio a essa indefinição de onde está a origem do problema, alguns moradores relatam haver um entupimento da rede por onde passam os dejetos. Outros afirmam que, em contato com a Copasa, a empresa deu o retorno dizendo que os próprios moradores não estavam se conectando à rede de esgoto. Em 2018, o córrego Calhauzinho também foi atingido por um derramamento de esgoto doméstico. Na época, moradores relataram que o acidente ambiental causou, além do mau cheiro, a mortandade de peixes. O vazamento de esgoto teria ocorrido em uma estação elevatória da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Copasa em Araçuaí. Na ocasião, a empresa estatal informou que o vazamento foi ocasionado pela falta de energia elétrica na captação e na estação elevatória de esgoto e que o problema foi corrigido um dia depois. Lazer prejudicado Araçuaí ganhou destaque nacional em 19 de novembro, quando registrou a temperatura mais alta da história do país, com os termômetros marcando 44,8ºC. Os moradores contam que a poluição das águas do córrego Calhauzinho também prejudica momentos de lazer como o banho para se refrescar das altas temperaturas e a pescaria e até mesmo a utilização do recurso hídrico para plantação e uso diário de populações que vivem próximas às margens do curso d’água. Questões ambientais Questionada sobre o despejo do esgoto nas águas do córrego Calhauzinho, a secretaria municipal de Meio Ambiente de Araçuaí, Alba Luiz afirma que uma vistoria foi pedida e também foi enviado um ofício à Copasa pedindo “esclarecimento e solução dos problemas”. O que diz a Copasa Apesar das denúncias dos moradores e das imagens indicarem o despejo dos resíduos no córrego Calhauzinho, questionada pela reportagem, a Copasa informou que “não faz o lançamento clandestino de esgoto nos mananciais de Araçuaí”. A empresa ainda esclareceu que “somente após passar por um rigoroso processo na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade é que os efluentes são devolvidos à natureza, sem causar danos a mesma”. Por fim, a Copasa ressaltou que “todas as etapas de tratamento da referida unidade são monitoradas por empregados treinados, onde são feitas análises na casa de controle da própria ETE, pelo Laboratório Regional Nordeste (LRNE), em Teófilo Otoni e, pelo Laboratório Regional Vale do Aço, em Coronel Fabriciano, acreditados pela ISO 17.025”. FONTE: Estado de Minas Gerais

  • Cientista encontra fóssil vivo, uma das primeiras formas de vida da Terra em casa de festas de MG

    Beatriz Hörmansede identificou estromatólitos, uma das primeiras formas de vida do planeta Terra Um vídeo da cientista Beatriz Hörmanseder viralizou nas redes sociais após ela encontrar manchas escuras no chão de uma casa de festas de Belo Horizonte. Beatriz identificou os “pontos” nas escadas como estromatólitos, que não são nada menos do que fósseis vivos e, conforme ela destaca, uma das primeiras formas de vida do planeta Terra. A descoberta foi na Casa Sapucaí, no bairro Floresta, na região Leste da capital mineira. “Estromatólitos são colunas de várias camadas de bactérias que vão se empilhando”, explica ela. “Os estromatólitos estão no nosso planeta há 2.4 bilhões de anos e são responsáveis pelo oxigênio que a gente respira. Antes disso não tinha oxigênio”, relata. Conforme Beatriz, muitas rochas com esses fósseis foram utilizadas na ornamentação de prédios históricos e antigos. Então, é comum encontrar os estromatólitos nos mármores desses imóveis. Beatriz também cita que é possível achar esses fósseis no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. “Os estromatólitos de lá datam de 2.1 bilhões de anos e são de Ouro Preto”, ressalta ela. Nas redes sociais, a Casa Sapucaí anunciou uma festa para comemorar a descoberta, no próximo dia 8 de dezembro (sexta-feira), que foi chamada de “A Festa mais Antiga do Mundo”. FONTE: O Tempo

  • Acusado de importunação sexual é preso em Contagem após série de assédios na PUC

    O homem abaixava suas calças e mostrava os órgãos genitais. Um homem de 62 anos foi detido sob acusação de importunação sexual na manhã de terça-feira (05/12) no Bairro Cinco, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). De acordo com relatos da Guarda Civil de Contagem, o suspeito vinha assediando funcionárias da Universidade PUC, exibindo seus órgãos genitais e abaixando suas calças. O comportamento do homem era recorrente, mas finalmente uma das vítimas tomou a iniciativa de acionar as autoridades. Após uma busca minuciosa na região, o homem foi localizado e, ao ser interrogado, confessou o crime. Ele foi então encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil (PCMG) em Contagem para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. FONTE: TV Minas

  • Mais da metade dos mineiros recebe no máximo um salário mínimo por mês

    Por outro lado, apenas 6,4% têm renda superior a três salários mínimos mensais Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (6 de dezembro) mostram que 58,2% dos mineiros recebem até um salário mínimo por mês. Os números compõem a “Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2023”. Por outro lado, apenas 6,4% têm renda superior a três salários mínimos mensais. VEJA TAMBÉM Homem morre ao ser atingido por descarga elétrica durante tempestade em MG Homens armados são suspeitos de invadir empresa, fazer vigia refém, roubar e pôr fogo em carro Caminhão carregado com bebidas tomba e pega fogo na BR-381 Assalto seguido de acidente na MG-050 termina com prisão do criminoso Conforme o documento, Minas Gerais ocupa a décima sétima posição na lista dos Estados com maior percentual de pessoas que recebem até um salário mínimo por mês. O lugar que tem o menor percentual é Santa Catarina (39,9%). Em todo o Brasil, são 60,1% com essa renda mensal. Os números ainda revelam que está no Maranhão o maior número de pessoas que sobrevivem com apenas um salário mínimo por mês (83,4%). Em seguida vêm Alagoas (80,8%) e Paraíba (80,5%). “De modo geral, estados das regiões Norte e Nordeste têm as maiores proporções de populações com rendimento mensal de até um salário mínimo. Por outro lado, estados do Sul e Sudeste (além do Distrito Federal) são aqueles com percentuais mais expressivos de populações cujo rendimento mensal fica entre um e três salários mínimos ou acima de três salários mínimos”, diz o estudo do IBGE. FONTE: O Tempo

  • Homem morre ao ser atingido por descarga elétrica durante tempestade em MG

    A vítima falava ao celular no momento da descarga elétrica. Uma tragédia chocou a comunidade de Riacho Novo, na zona rural de Serro, no Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais. Um homem perdeu a vida após ser atingido por uma descarga elétrica durante uma tempestade na última segunda-feira (04/12). De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMMG), a vítima estava ao telefone no topo do morro da Serra de Bocaina, a cerca de 800 metros da residência mais próxima, quando o raio o atingiu. Outras três pessoas presentes no local sofreram ferimentos leves. O resgate das vítimas foi uma tarefa árdua para os militares, que precisaram percorrer uma trilha de difícil acesso e até mesmo escalar rochas para chegar até o local do acidente. Após aproximadamente uma hora, as vítimas foram localizadas e receberam atendimento médico. Diante desse triste episódio, o Corpo de Bombeiros reforça a importância de tomar precauções durante tempestades com raios. É recomendado evitar permanecer em áreas abertas e utilizar aparelhos eletrônicos. Algumas medidas de segurança incluem desligar aparelhos elétricos das tomadas, manter distância de janelas, árvores e postes, além de não permanecer em pé em campo aberto. É essencial também evitar campos de futebol, praias e locais abertos, e não retirar roupas de varais de arame durante chuvas fortes. Além disso, é importante manter distância de alambrados, cercas, linhas telefônicas e estruturas metálicas em geral. Em caso de tempestade, permanecer dentro do carro é aconselhável, já que os automóveis oferecem boa proteção contra raios. Evitar ficar dentro d'água e utilizar o telefone apenas em casos de emergência também são medidas de segurança essenciais para evitar acidentes durante tempestades elétricas. FONTE: TV Minas

  • Homens armados são suspeitos de invadir empresa, fazer vigia refém, roubar e pôr fogo em carro

    Na fuga, criminosos colocaram fogo em uma caminhonete, que ficou destruída. Um grupo armado é suspeito de invadir uma empresa, no bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de Belo Horizonte, na madrugada desta quarta-feira (6). Os criminosos roubaram dois carros e, durante a fuga, colocaram fogo em um deles. De acordo com a Polícia Militar (PM), seis bandidos entraram na firma, que é especializada no setor de energia, renderam o vigia e o fizeram refém. Os assaltantes levaram 2 mil dólares em dinheiro, três computadores, 28 turbinas (usadas em motores) e duas televisões. As câmeras da empresa não estavam funcionando no momento do roubo. Na fuga, na alça de acesso ao Anel Rodoviário e à MGC-356, eles incendiaram uma caminhonete, que ficou destruída. Nesta manhã, a carcaça do veículo estava no canteiro central da rodovia e não atrapalhava o tráfego. Policiais civis foram até a empresa e fizeram a perícia. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. FONTE:G1

Gazeta de Varginha

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