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  • Zema convida Lula para Minas: 'Será muito bem-vindo'

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), convidou, nesta quarta-feira (16/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para vir ao estado. Apesar das criticas recentes a gestão petista, Zema afirmou que Lula será muito bem-vindo a presenciar o trabalho que está sendo feito pelo Executivo mineiro. "Convido o presidente Lula para estar presente aqui. Vamos completar um ano da instalação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e em breve iniciaremos as obras do metrô na capital, então o presidente Lula será muito bem-vindo ao nosso estado, para presenciar o desenvolvimento que esta acontecendo", disse Zema. A declaração ocorreu durante um evento com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), no complexo industrial da Iveco, em Sete Lagoas, na Grande Belo Horizonte, onde houve a entrega de 30 veículos do programa de renovação da frota. De acordo com o vice-presidente, serão 20 caminhões para o Grupo Sada e 10 ônibus urbanos para a empresa Melissatur, de Curitiba. O programa faz parte da Medida Provisória 1.175/2023, de junho, que estabelece um mecanismo de desconto para facilitar a compra de veículos. As montadoras vão receber créditos em troca de um desconto patrocinado, abatido diretamente do valor final, entre R$ 2 mil a R$ 8 mil para os carros; R$ 33,6 mil a R$ 80,3 mil para caminhões; e R$ 38 mil a R$ 99,4 mil para ônibus e vans. fonte: Estado de Minas

  • Batida entre carro e caminhão de recicláveis deixa 4 feridos na BR-459, em Piranguinho

    Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente entre um carro e um caminhão de recicláveis na BR-459, em Piranguinho (MG). A batida entre os veículos aconteceu na manhã desta quarta-feira (16). De acordo com o Corpo de Bombeiros, no carro havia três estudantes da Unifei que iam para Itajubá. O motorista do veículo de 21 anos foi socorrido com fratura na perna e no punho. Ele foi encaminhado pelo Samu para o Hospital das Clínicas de Itajubá. Um dos passageiros estava com dores no peito e também foi atendido. A terceira vítima dispensou encaminhamento médico após atendimento do Samu no local. O motorista do caminhão de recicláveis da Prefeitura de Piranguinho teve ferimentos leves e foi atendido pela ambulância do município. O veículo quebrou o eixo. Por causa disso, a coleta de recicláveis está suspensa nesta quinta-feira (17). A Polícia Militar Rodoviária foi até o local para controlar o trânsito. fonte: g1 Sul de Minas

  • Coluna Minas Gerais 16/08/2023

    Aeroporto do Vale nas obras do PAC A ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Regional do Vale do Aço está incluída na relação de obras contempladas pelo PAC 3 - Programa de Aceleração de Crescimento do Governo Federal. De acordo com o prefeito de Santana do Paraíso, Bruno Morato, a inclusão significa um avanço exponencial, já que, após as obras de melhoria, o aeroporto irá atrair empresas e mais concorrência para reduzir o preço da passagem, democratizando, assim, o transporte aéreo, que atende 28 cidades da região do Vale do Aço. (Jornal Classivale – Ipatoinga) https://jornalclassivale.com.br/noticia/2771/aeroporto-do-vale-do-aco-e-incluido-nas-obras-do-pac-3 Confeccionistas participam de Feira Com apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), um grupo de 30 confeccionistas da Associação da Moda Íntima e Praia de Taiobeiras participou da Feira Brasileira do Setor de Moda Íntima e Fitness (Fevest), realizada na cidade de Nova Friburgo (RJ), entre 7 a 11 de agosto. Como parte da agenda, o grupo visitou o Centro de Tecnologia de Indústria Química Têxtil (Cetiqt), na cidade do Rio de Janeiro, para conhecer de perto as inovações do setor de moda íntima. A ação contou com a parceria do Sebrae/MG e Senai. (Gazeta Norte-Mineira – Montes Claros) https://gazetanm.com.br/codevasf-apoia-participacao-de-confeccionistas-do-norte-de-minas-no-rj/ Entidades querem reabertura do Carlos Praees Representantes de diversas entidades privadas e do poder público debateram a reabertura do Aeroporto Carlos Prates em uma reunião na última quinta-feira, na sede da Fiemg, na capital. O vice-presidente da Fiemg e diretor regional do Sindipeças, Fábio Sacioto, disse que o fechamento do aeroporto, decorrente de uma portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), afetou a formação profissional de pilotos e o funcionamento de escolas de aviação que operam no terminal. A área está desativada desde 1º de abril deste ano. (Balcão News – Belo Horizonte) https://balcaonews.com.br/2023/08/14/empresarios-defendem-manutencao-do-aeroporto-carlos-prates/ Campanha dos 135 anos de Uberlândia Em comemoração ao aniversário da cidade, a Prefeitura de Uberlândia lançou a campanha "Eu sou Uberlândia". A ação apresenta uma versão ampliada da bandeira da cidade, que poderá receber assinatura dos moradores durante o mês de agosto. O resultado ficará exposto na parte externa do Teatro Municipal no dia 31 de agosto, data em que o município celebra 135 anos. A bandeira terá 216 m². O lançamento ocorreu com a participação do prefeito Odelmo Leão e contou com a presença de líderes religiosos, representantes das forças de segurança, imprensa, congadeiros, alunos do 2º ano da Escola Municipal Professor Domingos Pimentel de Ulhôa, secretários, servidores da administração municipal e parlamentares. (Diário de Uberlândia – Uberlândia) https://diariodeuberlandia.com.br/noticia/34173/prefeitura-lanca-campanha-em-comemoracao-aos-135-anos-de-uberlandia Sete Lagoas terá Centro de Atendimento A Câmara Municipal de Sete Lagoas pretende implementar, ainda neste ano, o Centro de Atendimento ao Cidadão, com o objetivo de oferecer, nas instalações do próprio prédio, serviços essenciais para os sete-lagoanos e de quem precisa do Legislativo. A Câmara Municipal não tem medido esforços para concretizar algumas parcerias, as quais considera importante para atender as grandes demandas da população. O Posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine) é um dos pontos almejados. (Sete Dias – Sete Lagoas) http://www.setedias.com.br/noticia/politica/55/camara-municipal-de-sete-lagoas-anuncia-criacao-do-centro-de-atendimento-ao-cidadao/30028 Plano do Rio Doce será aprovado O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga (CBH-Caratinga) promove Reunião Plenária para aprovação do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Doce e seus afluentes (PIRH-Doce) e do Enquadramento dos Corpos de Água em Classes (Enquadramento). Os estudos foram coordenados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e apoiados pelos CBHs. O encontro será realizado no Auditório da UNEC e terá entre os participantes representantes da ANA, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas e conselheiros do CBH-Caratinga. (Diário de Caratinga – Caratinga) https://diariodecaratinga.com.br/plano-integrado-de-recursos-hidricos-da-bacia-do-rio-doce-sera-aprovado-em-caratinga/ Varginha sedia plano de turismo A Secretaria Municipal de Turismo, em colaboração com a Secult/MG, vai sediar na cidade de Varginha, no dia 21 de agosto, a oficina da Mesorregião Sul e Sudoeste de Minas, que participarão na elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável de Minas Gerais. Este plano inovador visa estabelecer os alicerces para a condução da política pública de turismo no estado de Minas Gerais durante o período de 2024 a 2031. O processo de construção deste Plano será caracterizado pela abordagem técnico-participativa, na qual a opinião e a expertise dos participantes, desempenham um papel fundamental. (O Debate – Varginha) https://www.odebatenoticias.com.br/post/varginha-sedia-oficina-para-a-elebora%C3%A7%C3%A3o-do-plano-de-desenvolvimento-integrado-do-turismo

  • Menino morre em UPA com sinais de violência sexual

    Um menino, de um ano, morreu com sinais de violência sexual na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Teresópolis, no bairro Jardim Teresopolis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa terça-feira (15/8). Segundo o boletim de ocorrência, a criança deu entrada no atendimento com inchaço abdominal e constipação intestinal. A mãe da criança acompanhou o filho. Durante o atendimento, a médica responsável notou o baixo nível de saturação do menino. A criança ficou em observação durante a tarde, mas apresentou piora no estado de saúde, chegando a ter inconsistência respiratória e morreu horas depois. Os médicos da UPA realizaram exames e obeservaram que a região anal do menino apresentava laseração e alargamento, sinais de possível violência sexual. Questionada pela equipe médica, a mãe informou que não notou as lesões e foi evasiva nas respostas, segundo o boletim de ococrrência. A mulher fugiu antes de a Polícia Militar chegar e ainda não foi encontrada. O corpo do menino foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para passar por exames. fonte: Estado de Minas

  • Afeganistão: Dois anos após volta do Talibã, mulheres estão sendo “apagadas de tudo”

    Quando Zahra pensa em sua vida antes de agosto de 2021, parece outra realidade. Como estudante no Afeganistão, ela tinha “muitos amigos”. “Éramos felizes juntos”, lembra ela. “Estávamos estudando, às vezes nos reuníamos… andávamos de bicicleta”. Zahra, 20 anos, não anda mais de bicicleta, ou vai para a escola, ou sai sem cobrir o rosto, ou vê os amigos que fugiram do país. Tudo o que pode fazer, ela diz, é sentar em casa e se preocupar com um futuro que se desenrola diante de seus olhos. “Quando fico na frente do espelho, quando olho para mim mesma, vejo uma Zahra diferente de dois anos atrás”, disse ela. “Me sinto triste pelo meu passado”. Terça-feira (15) marcou o aniversário de dois anos da queda de Cabul para o Talibã, que assumiu o controle do Afeganistão em meio à caótica e controversa retirada dos Estados Unidos do país após quase 20 anos de combates. O Talibã, que não é reconhecido pela maioria dos países do mundo, declarou a terça-feira dessa semana feriado nacional. O dia é “cheio de honra e orgulho para os afegãos”, disse o vice-porta-voz do Talibã, Bilal Karimi. “O Afeganistão foi libertado da ocupação, os afegãos puderam recuperar seu país, liberdade, governo e vontade. A única forma de resolver o problema é a compreensão e o diálogo. A pressão e a força não são lógicas”, acrescentou. Mas comemorar é a última coisa que muitas mulheres afegãs como Zahra – que a CNN está identificando pelo primeiro nome por razões de segurança – querem fazer, já que a vida sob o domínio do Talibã se torna cada vez mais repressiva e brutal. E os ativistas alertam que as coisas só podem piorar quando o mundo desviar o olhar, cansado das guerras de décadas no Afeganistão e preocupado demais com seus próprios problemas domésticos. Enquanto isso, a diminuição da ajuda estrangeira significa que milhões de afegãos estão lutando contra a seca, a fome e as doenças em uma crise que os especialistas em direitos humanos das Nações Unidas disseram nesta semana que está piorando. “Não existe mais a liberdade das mulheres”, disse Mahbouba Seraj, ativista dos direitos das mulheres afegãs e indicada ao Prêmio Nobel da Paz de 2023. “As mulheres no Afeganistão estão sendo lentamente apagadas da sociedade, da vida, de tudo – suas opiniões, suas vozes, o que pensam, onde estão”. Apagadas da esfera pública Quando o Talibã, um grupo islâmico radical que já havia governado o Afeganistão na década de 1990, assumiu o poder em 2021, inicialmente se apresentou como uma versão mais moderada dele mesmo, prometendo até que as mulheres teriam permissão para continuar seus estudos até a universidade. Mas, desde então, reprimiu, fechando escolas secundárias para meninas; proibindo as mulheres de frequentar a universidade e trabalhar em ONGs, incluindo as Nações Unidas; restringindo suas viagens sem um acompanhante masculino; e banindo-as de espaços públicos, como parques e academias. As mulheres não podem mais trabalhar na maioria dos setores – e sofreram mais um golpe no mês passado, quando o Talibã fechou todos os salões de beleza do país. A indústria empregava cerca de 60 mil mulheres, muitas delas o único ganha-pão de suas famílias, criando mais problemas para as famílias que já lutavam para sobreviver. Para mulheres jovens como Zahra, a reviravolta abrupta da vida cotidiana parece particularmente devastadora à medida que atingem a maioridade e desenvolvem sonhos para o futuro. Ela gosta de arte e queria ser designer ou abrir seu próprio negócio – nada disso parece possível no Afeganistão de agora. “Tenho 20 anos e é hora de estudar, de me educar”, disse ela. “Mas eu não tenho permissão. Estou apenas na minha casa. Estou apenas preocupada com meu futuro, minhas irmãs, e estou preocupada com o futuro de todas as mulheres do Afeganistão.” Incapaz de sair muito, ela tenta ocupar seu tempo em casa pintando, lendo livros e fazendo todas as aulas online disponíveis. Mas é sufocante, como estar na prisão, diz ela. “Não consigo me concentrar porque vejo a situação, minha irmã está sentada em casa, todas as meninas estão sentadas em casa. Elas não podem fazer nada.” Isso também causou um grave dano à saúde mental, com relatos generalizados de depressão e suicídio, especialmente entre adolescentes que foram impedidas de estudar, de acordo com um relatório da ONU no mês passado, compilado após uma visita de uma semana ao Afeganistão. Quase 8% das pessoas pesquisadas conheciam uma menina ou mulher que havia tentado suicídio, disse o relatório. Restrições e dificuldades econômicas também resultaram em um aumento da violência doméstica e no casamento forçado de meninas, afirmou. O Talibã afirmou repetidamente que as mulheres podem trabalhar em certos setores, desde que sigam os “valores islâmicos”. Zabiullah Mujahid, outro porta-voz do Talibã, reconheceu que ainda havia um “problema em relação à educação das meninas”, alegando que o grupo queria “preparar o terreno para regras e regulamentos islâmicos” e estabelecer um “ambiente seguro para sua educação”. Ele também afirmou que “as mulheres estão trabalhando ativamente na saúde, educação, departamentos de polícia, escritórios de passaportes, aeroportos e assim por diante”. Mas organizações sem fins lucrativos e especialistas dizem que isso está longe de ser verdade, e o buraco é particularmente evidente no setor de saúde. Sob as regras do Talibã, as mulheres só podem receber cuidados de saúde de outras mulheres, mas a proibição do ensino superior das mulheres significa que todas as estudantes de medicina não conseguiram terminar seus estudos e se formar, criando uma escassez de médicas, parteiras e enfermeiras muito necessárias. “(O Talibã) Parece perfeitamente confortável com a ideia de que mulheres e meninas quase certamente já estão morrendo por falta de profissionais de saúde, por causa de suas políticas”, alertou Heather Barr, diretora da divisão de direitos das mulheres da Human Rights Watch. “Gritando” pela atenção do mundo A comunidade internacional condenou amplamente o tratamento dado pelo Talibã a meninas e mulheres, com o órgão de direitos humanos da ONU instando o grupo nesta semana a introduzir reformas e respeitar as liberdades das mulheres. Mas essas mensagens fizeram pouco para forçar a mudança, e a atenção global quase desapareceu, deixando muitos afegãos com raiva e abandonados pelo mundo. “Os jovens do Afeganistão estão gritando a plenos pulmões, tentando chamar a atenção do mundo para si mesmos e para a situação da guerra, da mulher no Afeganistão”, disse Seraj, ativista dos direitos das mulheres. Zahra disse que se perguntava por que outros países pareciam se contentar em desviar o olhar. “Eles estão confortáveis – seus filhos, suas filhas, suas irmãs estão indo para a escola”, disse ela. “Mas há meninas e mulheres neste canto do mundo, elas são simplesmente ignoradas pelo mundo e não podem fazer nada.” Após a tomada do Talibã, os EUA e seus aliados congelaram cerca de US$ 7 bilhões das reservas estrangeiras do país e cortaram o financiamento internacional. A medida prejudicou uma economia já fortemente dependente de ajuda, com milhões de afegãos desempregados, funcionários do governo sem remuneração e o preço dos alimentos e remédios disparando. No ano passado, os EUA criaram um fundo de assistência econômica de US$ 3,5 bilhões com os ativos congelados – mas as autoridades disseram que não liberariam o dinheiro para uma instituição no Afeganistão e, em vez disso, passariam por um órgão externo, independente do Talibã e do banco central do país. A ajuda humanitária diminuiu ainda mais nos últimos meses, após a proibição do Talibã de mulheres trabalharem em ONGs. Numerosas organizações, incluindo a ONU, tiveram que suspender programas ou operações críticas no país. Enquanto isso, ativistas temem que o Talibã possa ser gradualmente normalizado no cenário mundial – mesmo que não seja amplamente reconhecido como um governo legítimo e não controle a sede do Afeganistão na ONU. “Eles estão posando para fotos com diplomatas sorridentes, estão embarcando em jatos particulares para importantes reuniões de alto nível, onde as pessoas estendem tapetes vermelhos para eles”, disse Barr. “Eles estão sendo autorizados a assumir o controle de embaixadas em um número crescente de países. Então eu acho que da perspectiva deles, está indo muito bem”. A terrível situação significa que mais de 1,6 milhão de afegãos fugiram do país desde 2021, segundo a ONU. Mesmo esses refugiados enfrentam um futuro de incerteza, muitos ainda esperando para serem admitidos nos EUA e em outras nações ocidentais, enquanto alguns estão esperando há tanto tempo que foram deportados à força de volta para o Afeganistão e tiveram que se esconder. “A única razão pela qual estou no Afeganistão e fico aqui é para estar ao lado de minhas irmãs e tentar ajudá-las”, disse Seraj, ativista dos direitos das mulheres. “Não perdi toda a esperança. Mas a cada passo do caminho e a cada decisão, vejo isso se tornando cada vez mais difícil”. E para as jovens afegãs que esperam preservar o que resta de seu futuro, fugir parece ser a única opção que resta. “Claro, todo mundo adora estar em seu próprio país, porque esta é a nossa cidade natal. Mas acho que não há escolha de ficar aqui”, disse Zahra. “Eu tenho que decidir sobre o meu futuro. Então a melhor maneira é sair do país”. fonte: CNN Brasil

  • Após crise de tosse, presidente da Indonésia quer tirar de Jacarta o título de cidade mais poluída

    A capital da Indonésia, Jacarta, é a cidade mais poluída do mundo, de acordo com um novo estudo, e a crise de tosse do presidente do país pode provar isso. Ministros do país do Sudeste Asiático confirmaram esta semana que o presidente Joko Widodo lutava contra uma tosse há semanas e sugeriram que isso poderia estar relacionado ao agravamento da poluição do ar na cidade de 10 milhões de habitantes. A notícia veio poucos dias depois que a empresa suíça IQAir divulgou dados mostrando que a qualidade do ar de Jacarta havia se deteriorado nas últimas semanas, tornando-se a pior do mundo. “O presidente Joko Widodo pediu que houvesse medidas concretas (para combater a poluição do ar) em uma semana. Ele está tossindo há quase quatro semanas e disse que nunca se sentiu assim”, afirmou o ministro do Turismo e Economia Criativa da Indonésia, Sandiaga Uno, a repórteres após uma reunião parlamentar entre ministros em Jacarta na segunda-feira (14). Uno disse que os médicos ainda estão diagnosticando a causa da tosse de Widodo, mas acrescentou que ela pode estar relacionada à piora da qualidade do ar. No dia seguinte, o ministro da Saúde, Budi Gunadi Sadikin, também observou que o presidente estava lutando contra uma tosse. Ele também disse que seu ministério estava intensificando os testes na população em geral para verificar se houve um aumento de doenças pulmonares e respiratórias, como asma, em áreas altamente poluídas. “Estamos monitorando a situação”, disse Budi a repórteres. “Todos os relatórios sobre o impacto da poluição do ar na saúde pública serão coordenados aos ministérios e órgãos oficiais relacionados para avaliação”, acrescentou. De mal a pior A poluição do ar há muito atormenta a área da Grande Jacarta, com fábricas, usinas movidas a carvão e congestionamentos de tráfego, todos contribuindo para a poluição, de acordo com especialistas. Em 2019, um grupo de 32 moradores abriu um processo civil contra Widodo — amplamente conhecido como Jokowi — e vários membros de seu gabinete, alegando que ele não tomou medidas para controlar a poluição do ar e defender seu direito ao ar limpo. Eles obtiveram uma vitória histórica dois anos depois, quando o Tribunal Distrital Central de Jacarta deu razão à sua queixa. A Justiça disse que o governo violou as leis de proteção ambiental do país e pediu aos altos funcionários que estabeleçam um padrão nacional de qualidade do ar ambiente, juntamente de outras medidas. Mas nas últimas semanas a qualidade do ar na capital tornou-se particularmente ruim, se tornando a pior do mundo, de acordo com dados fornecidos pela IQAir, uma empresa suíça de tecnologia de qualidade do ar. Em 9 de agosto, Jacarta liderou a lista de cidades mais poluídas após registrar níveis de poluição do ar “insalubres” quase todos os dias, disse a empresa. Ela se classificou consistentemente entre as 10 cidades mais poluídas do mundo desde maio, segundo a IQAir. Na segunda-feira, Widodo presidiu uma reunião de gabinete para discutir o agravamento da poluição do ar e pediu uma intervenção urgente do governo. Ele atribuiu a poluição ao “tráfego rodoviário excessivo, uma longa estação seca e fontes de energia — principalmente aquelas que usam carvão” e sugeriu medidas como testes de emissões em carros e encorajar as pessoas a trabalhar em casa como formas de amenizar o problema. Ele também disse que um imposto sobre a poluição está sendo considerado. “Na última semana, a qualidade do ar na área da Grande Jacarta tem sido muito, muito ruim”, disse Widodo. “A fiscalização deve ser realizada nos setores industrial e de geração de energia e também devemos educar o público (para reduzir as emissões)”, acrescentou. Falando a repórteres após a reunião, o ministro do Turismo, Sandiaga Uno, disse que o governo está buscando “medidas concretas” para melhorar a qualidade do ar de Jacarta a longo prazo. “Se olharmos para o sucesso de Pequim em fazer isso, estou muito confiante de que, com a colaboração de governos e empresas locais, também podemos melhorar a qualidade do ar em Jacarta — isso terá um impacto de longo prazo na saúde pública”, disse ele, referindo-se ao sucesso da China em melhorar a qualidade do ar em sua capital. Especialistas elogiaram a posição do governo. “A poluição do ar é um problema sério no Sudeste Asiático”, disse a analista política Bridget Welsh, da Universidade de Nottingham. “Embora tenha havido melhorias em Jacarta (em áreas como) transporte público, elas precisam ser intensificadas junto com uma melhor fiscalização contra a queima (combustível fóssil) e o uso regulamentado de veículos”, disse Welsh. Ela disse que, embora o governo planeje transferir a capital para Nusantara, na província de Kalimantan Oriental, na ilha de Bornéu, essa mudança continua a anos de distância e não resolverá o problema da poluição. “A mudança para uma nova capital apenas compensará o problema temporariamente”, disse Welsh. “Os custos de saúde da poluição do ar na Indonésia são graves e não podem ser subestimados.” fonte: CNN Brasil

  • Combinação devastadora de condições desencadeou o incêndio mortal no Havaí

    Enquanto ventos fortes desciam as encostas das montanhas no Havaí, Shane Treu ficou do lado de fora de sua casa com uma mangueira de jardim. Ela foi uma das primeiras pessoas em Lahaina a combater o que se tornaria o incêndio florestal mais mortal dos EUA em mais de um século. Um poste de energia em sua rua foi derrubado em meio a ventos uivantes, disse Treu em um vídeo ao vivo no Facebook, que mostrava chamas na grama do outro lado da rua e uma fumaça espessa obscurecendo sua vista para o mar. “Desculpe pessoal, não me importo se estou desperdiçando água”, disse Treu, enquanto apontava sua mangueira para o incêndio. “Agora, eu tenho que salvar minha casa”. O incêndio perto da casa de Treu levou às primeiras ligações para a emergência sobre incêndios florestais na área de Lahaina. O corpo de bombeiros do condado declarou em um post no Facebook que o incêndio estava “100% contido” pouco antes das 9h do dia 8 de agosto. Mas essa sensação de solução do problema acabou sendo tragicamente prematura. À tarde, as chamas nas colinas acima de Lahaina haviam aumentado mais uma vez. Uma combinação mortal de meses de seca, ventos extremos e gramíneas não nativas que agiam como gravetos atiçaram as faíscas em um enorme inferno. Embora a causa do incêndio não tenha sido determinada, observadores apontaram para linhas de energia derrubadas, hidrantes inoperantes e alarmes de emergência que permaneceram silenciosos como fatores que dificultaram a resposta ao incêndio mortal. Agora, em meio aos restos carbonizados do desastre, moradores e funcionários do governo estão se perguntando como o fogo pode ter matado pelo menos 99 pessoas e feito outras fugirem para o oceano, apesar de anos de alertas de que os incêndios florestais representavam uma séria ameaça à ilha. Uma enxurrada de acusações já gerou uma ação coletiva contra a maior empresa de energia do estado e uma revisão do procurador-geral sobre “tomada de decisões críticas e políticas permanentes que antecederam, durante e após os incêndios florestais”. Lisa Treu, esposa de Shane, disse em uma entrevista que sua casa, onde ela e o marido moram há mais de duas décadas, escapou do pior. Mas ela descreveu grande parte da cidade como “um túmulo enorme”, como se “uma guerra tivesse acontecido”. “Esta é uma comunidade tão unida em Lahaina, e todo mundo se conhece”, disse ela. Processo alega que as linhas de energia foram um potencializador da tragédia Grande parte da atenção após os incêndios se concentrou nas linhas de energia que caíram em meio à área que queimou até o chão. À medida que os incêndios cresceram, eles foram atingidos por ventos extremos causados pelo furacão Dora, que passava centenas de quilômetros ao sul de Maui. Esses ventos também atingiram linhas de energia na ilha, e vídeos dramáticos as mostram balançando e sendo derrubadas com as rajadas. Boletins do condado relataram linhas de energia derrubadas bloqueando estradas ao redor de Lahaina, e alguns residentes que fugiram da área disseram que suas rotas de fuga foram bloqueadas. Agora, alguns moradores estão culpando a Hawaiian Electric, a maior concessionária do estado, por não desligar a energia em áreas de alto risco, e alegando que suas linhas de energia poderiam ter provocado o incêndio mortal. Autoridades do condado e do estado disseram que a causa do incêndio ainda não foi determinada. Mas em uma ação movida no sábado (12), um casal de Lahaina argumentou que a Hawaiian Electric e três subsidiárias, incluindo a concessionária de energia que atende Maui, foram responsáveis pelo incêndio. A empresa “manteve imperdoavelmente suas linhas de energia energizadas” durante a tempestade, apesar das advertências do Serviço Nacional de Meteorologia sobre ventos perigosos, afirmou o processo. Isso causou “perda de vidas, ferimentos graves, destruição de centenas de casas e empresas, deslocamento de milhares de pessoas e danos a muitos locais históricos e culturais do Havaí”, alega o processo. Os advogados do casal estão pedindo a um juiz que certifique o processo como uma ação coletiva que cubra todos os que perderam propriedades ou ficaram fisicamente feridos no incêndio de Lahaina. Um mapa incluído no processo mostra a área onde o incêndio foi relatado pela primeira vez –perto de onde Shane Treu gravou o vídeo de seus esforços com a mangueira de jardim– e diz que uma subestação elétrica de Maui fica próxima. Jim Kelly, porta-voz da Hawaiian Electric Company, disse que a empresa não possui um “programa formal de desligamento de energia” e que a eletricidade alimenta as bombas que fornecem água para o combate a incêndios. “Os desligamentos de energia preventivos e de curto prazo devem ser coordenados com os socorristas”, disse Kelly. Els se recusou a comentar sobre o processo, observando que a causa do incêndio ainda não foi determinada e prometendo que a empresa trabalharia com os governos locais enquanto revisavam o desastre. Na Califórnia, linhas de energia derrubadas de propriedade da empresa de serviços públicos PG&E foram ligadas ao incêndio que matou 85 pessoas na cidade de Paradise e arredores em 2018. A empresa está envolvida em litígios sobre o desastre há anos e concordou em US$ 13,5 bilhões em pagamentos às vítimas desse incêndio e vários outros. Registros estaduais mostram que a Hawaiian Electric tem trabalhado para lidar com o risco de incêndios florestais em sua rede nos últimos anos –incluindo esforços para atualizar suas linhas de energia na área de Lahaina para evitar danos causados pelo vento nos últimos meses. Em uma postagem no blog de julho escrita apenas uma semana antes do incêndio, um funcionário da concessionária observou que as equipes em West Maui estavam trabalhando para instalar novos postes de linha de energia atualizados que “podem suportar rajadas de vento mais fortes para garantir mais confiabilidade durante eventos climáticos severos”. “Pretendemos concluir este projeto de atualização até o final do ano”, afirmou a postagem do blog. Em um pedido de financiamento no ano passado, a Hawaiian Electric pediu à Comissão de Serviços Públicos do estado que permitisse gastar US$ 189 milhões em esforços de resiliência climática nos próximos cinco anos, inclusive para proteção contra incêndios florestais e queda de linhas de energia. “O risco de um sistema de utilidade causar uma ignição de incêndio florestal é significativo”, afirmou o aplicativo da empresa, citando a situação da PG&E. O documento afirma que a Hawaiian Electric lançou programas de “prevenção e mitigação” de incêndios florestais em 2019 e que a empresa planejava atualizar hardware, substituir equipamentos e instalar câmeras de vídeo, entre outros esforços, em áreas de risco de incêndios florestais nos próximos anos. Mas alguns desses esforços estavam programados para começar apenas em 2024, de acordo com o documento, e não está claro quanto trabalho foi feito pela concessionária até agora. Kelly, porta-voz da concessionária, não respondeu a uma pergunta sobre quanto dos esforços de prevenção de incêndios florestais planejados pela empresa foram concluídos. As autoridades estaduais estavam bem cientes do perigo representado por linhas de energia derrubadas durante furacões. Um relatório estadual de 2021 observou que “linhas de energia derrubadas” e “incêndios residenciais e florestais” eram riscos relacionados a furacões. Um relatório de 2019 sobre Maui de grupos, incluindo a organização sem fins lucrativos Hawaii Wildfire Management Organization e a divisão florestal do estado, afirmou que “as linhas de energia acima do solo são vulneráveis a incêndios florestais e podem até fornecer a ignição [faíscas] que podem iniciar um incêndio florestal, principalmente em condições de vento ou tempestade”. O relatório recomendou várias etapas, como a criação de “corta-fogos” em torno da infraestrutura de energia e a atualização ou enterramento das linhas de energia. Quer as linhas de energia derrubadas tenham ou não causado o incêndio, elas tornaram as evacuações traiçoeiras e impediram os esforços dos socorristas para combater as chamas, de acordo com moradores e autoridades. O prefeito de Maui, Richard Bissen, disse na última quinta-feira (10) que as linhas de energia que “ainda estavam energizadas” caíram nas estradas. Falta de alarmes e hidrantes secando À medida que as chamas se espalhavam por Lahaina, sistemas críticos para a evacuação de residentes e combate a incêndios –a rede de alertas de emergência e os hidrantes– pareciam não funcionar, falhas que agora estão recebendo mais atenção à medida que os moradores tentam descobrir o que deu errado. Os moradores reclamaram da falta de alertas e avisos nas horas que antecederam o incêndio. Embora o condado tenha postado mensagens no Facebook sobre estradas fechadas e pedidos de evacuação em várias áreas, alguns moradores disseram à CNN e a outros meios de comunicação que as sirenes de emergência nunca foram usadas e que os alertas de celular chegaram tarde demais. Cole Millington, morador de Lahaina, disse que já estava em seu caminhão fugindo da “enorme nuvem de fumaça preta” sobre a cidade quando um alerta de emergência apareceu em seu telefone. O alerta do celular “foi inútil”, disse Millington, dono de uma empresa de molho picante na cidade histórica. “Temos alertas de tsunami que acho que deveriam ter sido utilizados”. Muitos moradores, disse ele, “sentiram que não havia absolutamente nenhum aviso”. As autoridades disseram que a velocidade do incêndio na cidade tornou “quase impossível” emitir ordens de evacuação antecipadas, como disse Bradford Ventura, chefe dos bombeiros do condado, em entrevista coletiva na quinta-feira. Mesmo o alardeado sistema integrado de alerta de sirene externa do estado –o maior do mundo, com cerca de 400 alarmes– não foi ativado durante os incêndios, de acordo com o porta-voz da Agência de Gerenciamento de Emergências do Havaí, Adam Weintraub. Em Maui, existem 80 sirenes externas para alertar os moradores sobre tsunamis e outros desastres naturais. Elas ficaram em silêncio enquanto as pessoas fugiam para salvar suas vidas. “Foi em grande parte uma função da rapidez com que as chamas estavam se movendo”, disse Weintraub, referindo-se à falha dos funcionários de gerenciamento de emergência em acionar as sirenes. “Eles estavam tentando coordenar a resposta no solo e já haviam emitido esses outros sistemas de alerta”. Em uma entrevista à CNN, a deputada Jill Tokuda, uma democrata do Havaí, disse que o estado “subestimou a letalidade, a rapidez do fogo” e não planejou redundâncias em seu sistema de alerta de emergência. A congressista disse que entende que os moradores esperam ações dos legisladores e acrescentou: “Precisamos estar lá para ajudá-los enquanto eles se reconstroem. Vai levar anos, gerações.” Enquanto isso, vários socorristas que lutaram para conter as chamas também disseram que tiveram dificuldades com hidrantes secando, complicando uma operação já perigosa. “Simplesmente não havia água nos hidrantes”, disse Keahi Ho, um dos bombeiros que trabalhavam em Lahaina, ao jornal “New York Times”. Ele e seus colegas se conectaram repetidamente a diferentes hidrantes enquanto se moviam pela cidade, lutando contra as chamas que avançavam, apenas para encontrar uma fraca pressão da água que enfraqueceu seus esforços. O diretor do Departamento de Abastecimento de Água do Condado de Maui, John Stufflebean, disse ao “Times” que geradores de reserva estavam em uso para manter o abastecimento de água. Mas quando o fogo se espalhou, os canos começaram a derreter e “a água estava vazando do sistema”, disse ele. Funcionários do governo do Havaí repetidamente se recusaram a dizer na semana passada o que poderia ter sido feito para evitar a propagação do incêndio, dizendo que isso será determinado por uma “revisão abrangente” ordenada pelo governador Josh Green, a ser conduzida pela procuradora-geral Anne Lopez. “Este é o maior desastre natural que já experimentamos”, disse Green em entrevista coletiva na noite de sábado. “Também será um desastre natural que levará uma quantidade incrível de tempo para se recuperar.” Maui era um barril de pólvora Mesmo antes dos ventos do furacão Dora alimentarem as chamas em Maui, uma perigosa combinação de seca e grama seca preparou o cenário para o desastre, transformando a ilha em um barril de pólvora. Como grandes áreas do continente dos Estados Unidos, o Havaí está no meio de uma seca, com partes de Maui sofrendo com severas condições. Isso se tornou mais extremo e comum em todo o arquipélago e outros como ele no Pacífico, de acordo com a Avaliação Nacional do Clima dos EUA divulgada em 2018. As pessoas também introduziram gramíneas e arbustos não nativos propensos ao fogo que agora cobrem quase um quarto da área total do Havaí. “Existem vastas extensões dessas pastagens não nativas no Havaí, e elas são extremamente inflamáveis”, disse Abby Frazier, climatologista da Clark University em Massachusetts, que pesquisou o Havaí. “Especialmente quando você tem condições de seca severa como nós”. Enquanto isso, o furacão Dora avançava lentamente em direção ao arquipélago. As autoridades havaianas há muito temiam a combinação mortal: um incêndio florestal alimentado por ventos com força de furacão. “Os incêndios que ocorrem como resultado e concomitantes a outra grande ameaça ou desastre, como um furacão, são particularmente desafiadores”, declarou um relatório estadual de 2021. Os incêndios da semana passada pegaram as autoridades desprevenidas, talvez em parte porque a tempestade estava a centenas de quilômetros ao sul do Havaí. Mas os ventos de Dora ainda açoitavam Maui, espalhando chamas pelo caminho. O Havaí dificilmente é único. Como a mudança climática está exacerbando os desastres naturais, as autoridades estaduais em todo o país também estão lutando para responder a novas ameaças. E não está claro o quão significativamente os esforços adicionais de preparação e mitigação poderiam ter reduzido a destruição de um incêndio com a intensidade e a velocidade do incêndio florestal de Lahaina. Josh Stanbro, ex-diretor de resiliência de Honolulu, disse à CNN que o “golpe duplo” de furacões e incêndios florestais cria eventos que “estão fora do paradigma normal, especialmente para equipes de emergência”. “Isso não aconteceu historicamente”, disse ele, observando que Lahaina permaneceu por dois séculos antes que os incêndios a atingissem. Veja: imagens de satélite mostram o Havaí antes e depois dos incêndios. fonte: CNN Brasil

  • Donald Trump: 10 mentiras que o ex-presidente contou para tentar anular derrota nas eleições

    O diálogo entre o novo presidente do Paraguai, Santiago Peña, que tomou posse nesta terça-feira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser mais “fluido” do que com seu antecessor, Mario Abdo Benítez. Três grandes temas dominam a pauta. Dois são convergentes: o acordo Mercosul-União Europeia, e a Hidrovia do Paraná; E um, divergente: a renegociação de anexos do Tratado de Itaipu. “Peña é um pouco mais pragmático do que Benítez e lhe interessa fazer negócios com o Brasil”, disse uma fonte em Assunção que conhece bem os dois líderes paraguaios. “Peña tem um enfoque economicista, tudo passa pelo dinheiro”. O novo presidente foi ministro da Economia. “Creio que Lula é um pouco mais humano”, continuou a fonte, que pediu para não ser identificada. “É possível que exista algo de boa influência ‘paternal’ de Lula sobre Peña, que em certo sentido é um novato no mundo da política”. Há vários aspectos a serem renegociados no Anexo C de Itaipu Binacional, explica Julio César Insaurralde, economista e consultor de negócios, estratégia e planejamento, entre Brasil e Paraguai. A energia gerada pelas 20 turbinas (14 mil MW) é dividida 50% para cada país. Como o Paraguai consome bem menos, é obrigado, pelas regras atuais do tratado, a ceder seu excedente ao Brasil, a um preço subsidiado. O Paraguai quer ter o direito de vender essa energia a preço de mercado às empresas distribuidoras do Brasil. O Tesouro brasileiro serviu de garantia nos financiamentos externos e interno para a construção da usina. Essa dívida se tornou um componente Custo do Serviço de Eletricidade (do CSE), que é a tarifa de Itaipu, explica Insaurralde, que foi controller da empresa por quase 13 anos. A última parcela da dívida foi paga em março de 2023. A renegociação inclui ainda o Anexo B do tratado. Nele, está prevista a construção de uma eclusa de navegação, para ligar a hidrovia Tietê-Paraná com os portos na Argentina e no Uruguai. Entretanto, nesses 50 anos, a eclusa não se materializou. Os dois países vão discutir a modalidade do projeto: se será uma obra pública, parceria público-privada ou concessão. Pedágio Ainda com relação à hidrovia, há um outro ponto, só que de convergência. A Argentina decidiu, unilateralmente, cobrar pedágio pelo uso dela. O Paraguai tem a terceira maior frota de barcaças do mundo. As embarcações levam a soja paraguaia e dos estados do Sul do Brasil. A Argentina começou a sequestrar barcos paraguaios que se recusam a pagar o pedágio. O outro ponto de convergência é quanto ao protocolo adicional apresentado pela União Europeia para o acordo com o Mercosul, que restringe a importação de produtos associados ao desmatamento. “O novo governo paraguaio tem uma posição semelhante à adotada pelo presidente Lula”, observa Enrique Vargas Peña, do jornal ABC Color, de Assunção. “O novo governo vê os dogmas climáticos europeus como ameaça à capacidade do país de produzir riquezas”. Questão Taiwan Há outro aspecto da política externa paraguaia que favorece o Brasil. O Paraguai é o único país da América do Sul que reconhece Taiwan em vez da China. Embora exporte muitos produtos manufaturados para o Paraguai, a China se recusa a importar os produtos paraguaios. Por isso, as commodities paraguaias, sobretudo soja e carne, são exportadas para a China por meio de empresas brasileiras, entre outras multinacionais. Além disso, muitas indústrias brasileiras instalaram plantas no Paraguai para aproveitar as condições favoráveis de produção, como energia e mão-de-obra baratas, e os benefícios fiscais previstos na chamada Lei da Maquilla. fonte: CNN Brasil

  • Vaca foi resgatada pelos bombeiros após cair dentro do Rio Guaxupé, no Sítio Japi, em Guaxupé

    Uma vaca foi resgatada na noite desta quinta-feira (15) após cair dentro do Rio Guaxupé, no Sítio Japi, em Guaxupé (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, após ser resgatada ilesa, ela saiu correndo do local. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o proprietário contou que o animal provavelmente foi pastar o capim mais verde nas margens do rio e acabou caindo nas águas. Devido à altura do barranco, de aproximadamente 1 metro, o animal não conseguiu sair. Quando os bombeiros chegaram, a vaca já estava exausta pelas tentativas de sair do local. Ela deitou dentro do rio que, segundo os militares, tem profundidade média de 70 centímetros nessa época do ano. Conforme os bombeiros, foi necessário utilizar um equipamento para retirada do animal, que foi resgatada ilesa. Assim que saiu do rio, a vaca se levantou e saiu correndo do local. Os militares informaram que não foi possível apurar por quanto tempo o animal ficou no rio, mas eles acreditam que a vaca tenha passado boa parte do dia dentro do córrego. fonte: g1 Sul de Minas

  • PRF apreende produtos estrangeiros sem notas fiscais dentro de ônibus na Fernão Dias,em Pouso Alegre

    A Polícia Rodoviária Federal apreendeu nesta terça-feira (15) mercadorias estrangeiras sem notas fiscais na Fernão Dias, em Pouso Alegre (MG). De acordo com a PRF, as mercadorias foram encontradas dentro de um ônibus que seguia de São Paulo para Belo Horizonte (MG). De acordo com a PRF, a abordagem aconteceu por volta de 16h30, na altura do km 871. Durante a fiscalização no compartimento de bagagens foram encontradas várias caixas com mercadorias estrangeiras sem notas fiscais. Foram apreendidos fones de ouvido e headsets, carregadores, garrafas térmicas, squezzes e telas de celulares. Os produtos foram avaliados em torno de R$ 100 mil. Os materiais foram encaminhados para a Receita Federal. fonte: g1 Sul de Minas

  • Polícia Civil prende homem que matou comerciante em Ijaci e elucida que foi crime de latrocínio

    A Polícia Civil agiu rápida e elucidou o crime ocorrido na manhã de ontem, segunda-feira, dia 14, em Ijaci, quando um comerciante Geraldo de Souza, idoso de 85 anos, foi assassinado naquela cidade A equipe de investigadores do delegado adjunto de Crimes Contra o Patrimônio, Leandro de Prada Macedo Costa, confirmou o que o Jornal de Lavras havia divulgado, que a vítima morreu por asfixia mecânica e que foi um crime de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. A equipe de investigadores da PC começou a trabalhar logo após a necropsia confirmar que o comerciante havia sido assassinado. Segundo apurou a reportagem, os investigadores conseguiram imagens de circuito de câmeras de monitoramento de comércios nas proximidades de onde ocorreu o latrocínio. Uma das imagens captou o momento em que um homem dispensou um objeto numa caçamba de lixo e os investigadores descobriram que se tratava de uma caixa registradora. Apesar do flagrante da cena, a imagem não era nítida suficiente para identificar o homem, mas um detalhe chamou a atenção dos investigadores: um cachorro estava acompanhando o homem. Depois de muito trabalho, os investigadores chegaram a um suspeito. Quando foram até sua residência, no bairro Serra, os investigadores viram o cachorro que aparece na filmagem. A princípio o homem, de 29 anos, tentou passar tranquilidade negando e demonstrando desconhecimento do caso, porém, em dado momento ele saiu correndo sendo contido pelos investigadores. Ele ainda resistiu a prisão, mas foi contido. Na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Depol) de Lavras ele acabou confessando o crime e alegou ser dependente de drogas. Disse que não queira matar o comerciante, mas ele reagiu ao assalto e então foi esganado pelo criminoso. Após matar o idoso, ele subtraiu uma máquina registradora e um equipamento que grava imagens para as câmeras de monitoramento do comércio do idoso, acreditando ser um vídeo cassete, que segundo ele, trocaria por drogas. Na registradora roubada havia apenas algumas moedas. O delegado Leandro de Prada levantou a ficha do criminoso, ele tem passagens pela polícia por furto, ameaça, lesão corporal, porte ilegal de arma branca, crime contra o patrimônio e agora por latrocínio, que prevê uma pena de 20 a 30 anos de reclusão. fonte: Jornal de Lavras

  • Apagão força 'ação controlada' para redistribuição de energia

    O apagão nacional em 25 estados e no Distrito Federal, entre as 8h31 e as 14h49, foi considerado um evento raro pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). “Operamos no modelo N – 1, que é redundante, ou seja, é necessária uma duplicidade de dois eventos de grande magnitude concomitantemente”, afirmou. Segundo, um relatório completo só será disponibilizado em 48 horas, mas já é possível afirmar que um dos problemas ocorreu no Norte do Ceará. O único estado não atingido foi Roraima, que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), porque a energia no estado é fornecida por termelétricas locais. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou, em nota, que o apagão elétrico que atingiu todas as regiões do país foi parte de uma “ação controlada” do órgão para evitar maiores danos à rede elétrica do país. A ação foi vista com naturalidade por especialistas. “Entrou em vigor um protocolo do ONS chamado Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac). Como muitas usinas foram desconectadas por algum distúrbio, as demais poderiam aumentar a produção e suprir a necessidade. O plano corta a energia de áreas de menor impacto e passa para as regiões de mais importância”, explicou Lucas Freitas de Paiva, CEO da startup Lead Energy e especialista em energia elétrica. Lucas também aponta que o sistema elétrico brasileiro passou por uma extensão para criar interligações, aumentando a segurança e evitando que problemas maiores, como o de ontem, ocorram com frequência. “O sistema faz com que todas as usinas e casas estejam conectadas de alguma forma, reduzindo os riscos e aumentando as seguranças. Em 2001, as ligações não eram muito fortes. Não conseguimos levar a energia do sul para o resto do país. Essas ligações são muito importantes para aumentar a segurança do sistema”, explicou. Na entrevista, o ministro Alexandre Silveira revelou que existe a possibilidade do problema no Ceará ter sido sobrecarga do sistema. A teoria é corroborada pelo engenheiro e consultor no setor elétrico Marcelo Feretto. “O que pode ter ocorrido hoje é uma elevação no fluxo de carga em algum ponto de conexão, visto que o SIN segue com sobre oferta de energia e em meio ao período do ano em que registramos os melhores ventos para produção de energia eólica, indo de junho a novembro, conhecido como safra dos ventos. Relembrando que até o momento a motivação não foi apontada pelo ONS”, declarou. Feretto relembrou que em 21 de março de 2018, outro episódio foi registrado na usina hidrelétrica de Belo Monte, quando foi colocada, indevidamente, uma proteção de sobrecorrente no disjuntor, fazendo com que ele abrisse quando o fluxo da linha chegasse próximo a 4.000 MW. “Houve o desligamento automático de diversas linhas de transmissão, separando o subsistema Norte do Nordeste e essas duas regiões dos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste. Com a separação dos subsistemas, o Norte ficou com excesso de geração, o que provocou sobretensão nas linhas, levando à perda das linhas de transmissão. A frequência chegou a 70 Hz, a região Norte veio a blecaute. Na ocasião o Erac atuou em cinco estágios e a frequência se normalizou em 60 Hz”, explicou. “Estamos todos tão acostumados que quando falta luz cria-se um caos. De todos os serviços públicos incluindo água, esgoto, coleta de lixo, internet, celular, telefonia, a eletricidade é a que apresenta a maior cobertura, com mais de 99%, e a melhor avaliação de qualidade pela população. Nosso sistema é baseado em energia renovável, principalmente hidroelétrica”, explicou o economista da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri. ALCKMIN Após o início do apagão, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, informou que a situação seria normalizada em poucas horas e que a ação do Ministério de Minas e Energia para recomposição seria rápida. “Eu fiquei sabendo logo em seguida, às 8h30 da manhã, mas as providências foram tomadas rapidamente”. Ele afirmou que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já estavam normalizadas e que houve dificuldade operacional em Imperatriz, no Maranhão, mas ele acredita que o problema será superado em breve. Em outras regiões, entretanto, a falta de energia durou mais de seis horas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que seis horas depois do início da interrupção de energia em grande parte do país, a maior parte dos 16 mil megawatts (MW) que haviam sido interrompidos pela manhã já havia sido restabelecida. fonte: Estado de Minas

  • Genial/Quaest: Governo Lula é aprovado por 60% dos brasileiros

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado 60% dos brasileiros. Os dados fazem parte da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16/8). Já os que desaprovam são 35%. Os que não souberam ou não responderam foram 5% . Os números mostram uma constante melhora na avaliação do governo federal desde abril, mês que registrou a pior aprovação, com 51%, subindo para 56% em junho. A desaprovação, de acordo com estudos, foram respectivamente nos mesmos períodos, de 42% e 40%. Nos dados segmentados por região, chama a atenção a aprovação do petista na região Sul, que subiu para 59%, uma melhora de 11 pontos percentuais em relação ao levantamento de junho. Os que desaprovaram a gestão na região foram 38%. Apenas 3% não souberam ou não responderam à pesquisa. Nas regiões Centro-Oeste/Norte o governo é aprovado por 52% dos entrevistados, contra 39% de críticos. Já no Sudeste a aprovação é de 55%, contra 39% e o Nordeste registrou 72% de aprovação, contra 25% de desaprovação. Pela primeira vez, os números mostram uma aprovação maior que a desaprovação entre os evangélicos. Metade dos integrantes deste segmento religioso aprova o governo Lula, contra 46%. Entre as perguntas feitas na pesquisa, está se o presidente Lula é bem ou mal-intencionado e se vem conseguindo cumprir com suas promessas: 39% acreditam que o petista é bem intencionado e que tem feito o prometido. Já os que julgam que Lula não é bem intencionado e nem anda realizando o que foi dito na campanha somam 37%. Os que veem boas intenções em Lula, mas não acreditam que as promessas estão sendo cumpridas são 18%. Os que não vem boas intenções no presidente mas acreditam que as promessas estão sendo realizadas são 3%. A cobertura da imprensa também foi tema no levantamento. Ao serem questionados se têm ouvido mais notícias positivas e negativas sobre o governo federal. 38% alegaram ter visto mais informações positivas, principalmente Bolsa Família de R$ 600 com mais R$ 150 para cada criança; diminuição de preços; e proteção da Amazônia e povos povos indígenas foram as mais citadas. Já os que afirmam ter ouvido mais informações negativas foram 33%. As piores notícias mais recordadas foram "não faz o que promete e é corrupto"; aumento de impostos; e aumento de preços. Já os que afirmaram não ter ouvido notícias sobre o governo são 29%. Programas de governo também foram alvos da pesquisa. O Plano Safra de financiamento à agricultura foi apontado como positivo por 79% dos entrevistados, contra 10% que não gostaram e 12% não souberam responder. O Desenrola, que permite que as dívidas sejam renegociadas, foi visto com bons olhos por 70%, contra 16% que desaprovaram. Já 15% não souberam responder. A Reforma Tributária que o governo aprovou na Câmara foi elogiada por 37%, contra 26%. Já não souberam responder são 36%. A Economia foi apontada como o maior problema no Brasil atualmente, com 31%, seguido das questões sociais e de saúde, com 21% e 12%, respectivamente. Os entrevistados responderam o que acham da economia nos últimos 12 meses. "Ficou do mesmo jeito" foi a resposta dada pela maioria, com 39%. Os que veem uma melhora são 34%, contra os 23% que perceberam uma piora. A Pesquisa As 2.029 entrevistas foram realizadas pessoalmente entre 10 e 14 de agosto em 120 municípios sorteados por meio do método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. fonte: Estado de Minas

  • Reforma tributária deve ser votada na CCJ na primeira semana de outubro

    O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), vai apresentar nesta quarta-feira (16/8) o cronograma de votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é de que o parecer seja apresentado em 28 de setembro e votado na comissão em 4 de outubro, para prosseguir para o plenário da Casa. A ideia é manter a estrutura original do texto e realizar apenas “aperfeiçoamentos”. O cronograma prevê nove premissas para os debates, dentre elas neutralidade, redução de desigualdades, simplificação, transparência, segurança jurídica, fortalecimento do pacto federativo e preservação da autonomia dos entes federados em relação à fixação da alíquota. Uma das mudanças no texto previstas por Braga diz respeito ao Conselho Federativo, criado no âmbito da reforma para gerir o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estadual, e o Imposto Sobre Serviço (ISS), municipal. O texto foi aprovado pela Câmara em julho e recebido pelo Senado no início de agosto, após o recesso parlamentar. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), determinou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre mudanças no sistema de cobrança de impostos sobre consumo tramite também na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Por se tratar de uma PEC, assim como foi na Câmara, a proposta terá de passar por dois turnos de votação para ser aprovada. No Senado, o quórum de aprovação é de 49 favoráveis. fonte: Estado de Minas

  • Dino vai enviar à PF pedido de ministério para investigar apagão

    O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que vai enviar à Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (16/8), um pedido de investigação preliminar sobre o apagão registrado nessa terça, que atingiu 25 estados e o Distrito Federal. A partir da investigação preliminar, a polícia decidirá se será instaurado um inquérito policial. Em entrevista coletiva sobre o apagão, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que irá solicitar à PF e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a apuração das causas do apagão, inclusive se houve atividade humana no ocorrido. "Por se tratar de um setor altamente sensível, além de determinar as apurações devidas e internas pelo ONS, Aneel e nossas vinculadas, estou oficiando ao Ministério da Justiça, para que seja encaminhada à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito policial para que apure com detalhes o que poderia ter ocorrido, além de diagnosticar apenas onde ocorreu. Vamos encaminhar tanto à PF quanto para a Abin a instauração de procedimentos para apurar eventuais dolos nesse ocorrido", disse Silveira em coletiva. Apagão O apagão foi causado por uma interrupção de energia na interligação Norte/Sudeste. Segundo o ministro, o ocorrido não tem a ver com problemas de segurança energética e foi um evento "extremamente raro". Sem explicar ao certo os motivos da falha, Silveira afirmou que os dados técnicos serão disponibilizados nas próximas 48 horas. fonte: Estado de Minas

  • Crossfit: conheça a modalidade e entenda o "boom" da prática esportiva

    O crossfit é uma prática esportiva que tem crescido no Brasil. Varginha (MG) é um desses exemplos de crescimento. A cidade do Sul de Minas conta com, pelo menos, quatro academias específicas. E novos praticantes têm procurado a modalidade dia após dia. Mas, afinal, o que é crossfit? O esporte reúne levantamento de peso, movimentos ginásticos e exercícios aeróbicos (entenda cada um mais abaixo). Os treinos da modalidade agrupam movimentos dos três tipos durante as atividades, que são feitas em aulas realizadas em grupo. - É uma atividade muito prazerosa, pois impõe desafio todos os dias, mas sempre com responsabilidade – explicou a profissional de educação física Sabrina Nery. Como o treino é em grupo, um aluno motiva o outro, ajuda o outro. Há uma interação entre os alunos que é o que faz o esporte ser prazeroso para o praticante - completou. Crossfit machuca? Se você conhece algum praticante da modalidade já deve ter ouvido alguém perguntar a ele ou até mesmo já o questionou a respeito. A profissional destaca que a modalidade, ao contrário do que muitos dizem, é inclusiva e há adaptações para conter lesões. - Antes de começar uma prática, qualquer que seja, é legal ter uma consulta médica para ver como está a aptidão física, quais restrições e adaptações que serão necessárias. O esporte possui um treino inclusivo, mas que é necessário estar ciente das adaptações que possam ser necessárias - disse. - As lesões são multifatoriais [podem ocorrer por diversos fatores e em todos os esportes], mas a gente consegue reduzir muito esse risco com o treino adequado e adaptado para cada praticante – completou. Por que o boom da modalidade? O crossfit surgiu na década de 1990 nos EUA e chegou ao Brasil em 2009. O boom dele no país ou, pelo menos, em Varginha tem ocorrido nos últimos anos. Uma das explicações para isso, conforme o profissional de educação física João Neto, é o fato de a modalidade formar “uma comunidade”. - Uma das questões que ajudam muito é a da "comunidade" . São aulas coletivas, isso já gera estímulo distinto das outras modalidades. Todo dia é um desafio novo, todo dia é uma etapa nova - falou. A preocupação com a saúde é outra razão que tem feito a busca pela atividade física ter aumentado. Diego Braga, que é proprietário de uma academia da modalidade, destaca que o crossfit trabalha o mental dos praticantes e não só o físico. - As pessoas começaram a entender que o cuidar da saúde vai muito além do que poucas horas na semana de atividades. Então, ter uma atividade diária, ou pelo menos, de três, quatro ou cinco vezes na semana se tornou muito importante. São treinos de alta intensidade, que trabalham tanto a parte muscular quanto a mental. As pessoas hoje em dia realmente querem cuidar mais da saúde, entenderam que o investimento na saúde é tão importante quanto em conhecimento – comentou Diego. fonte: ge

  • Jovem de 23 anos tem alta da UTI depois de sofrer traumatismo craniano após treinar boxe em clube

    Um jovem de 23 anos, que estava internado em estado grave com traumatismo craniano após treinar boxe, teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Poços de Caldas nesta terça-feira (15). Ele passou por cirurgia, ficou cerca de 10 dias na UTI e agora segue para o quarto. Conforme a assessoria de imprensa da Santa Casa, Othavio Jediel Ramos foi transferido para uma ala hospitalar, onde deve continuar recebendo o tratamento médico pelos próximos dias. A Santa Casa ainda informou que o jovem está bem, consciente e orientado. O paciente não necessita de oxigênio externo e já respira em ar ambiente. Segundo o hopital, Othavio também tem conseguido caminhar com auxílio. De acordo com a Santa Casa, ainda estão sendo ministrados antibióticos e o paciente deve ser liberado após o término da medicação. Ainda não há previsão para alta definitiva. Traumatismo craniano Segundo a direção administrativa do Clube Rio Branco, de Andradas, Othavio Jediel Ramos treinou normalmente na última sexta-feira (4), mas ao ir para casa, começou a sentir dores de cabeça. Segundo a mãe do atleta, Selma Vieira, Othavio teria sentido fortes dores na nuca. Ele procurou o pronto-socorro e após exames, foi transferido para a Santa Casa de Poços de Caldas. Ainda conforme a mãe do rapaz, no hospital ficou constatado que ele sofreu traumatismo craniano e precisou passar por uma cirurgia. fonte: g1 Sul de Minas

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