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- EMPILHADEIRAS EM SUPERMERCADOS: QUANDO A OPERAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS COLOCA CLIENTES E TRABALHADORES EM RISCO
Rogerio Sarto | Eng. Segurança do Trabalho Olá, queridos leitores! Segurança não pode ser interrompida durante o horário de funcionamento Supermercados são ambientes de grande circulação de pessoas, nos quais trabalhadores e clientes compartilham diariamente corredores, áreas de exposição de produtos, depósitos, docas e espaços destinados à movimentação de mercadorias. Nesse cenário, a utilização de empilhadeiras exige planejamento, controle operacional e rigorosas medidas de segurança. Quando esses equipamentos são utilizados em horários de grande movimento, especialmente enquanto clientes realizam suas compras, a exposição ao risco pode assumir proporções significativas. A empilhadeira é um equipamento projetado para elevar, transportar e posicionar cargas. Apesar de sua importância para a logística dos supermercados, não se trata de um veículo comum. Sua operação envolve riscos relacionados à movimentação de cargas, estabilidade, tombamento, colisões, atropelamentos, queda de materiais, esmagamentos e circulação em áreas compartilhadas com pedestres. É corriqueiro nos supermercados o uso de empilhadeiras, na prática isolam as ruas entre as prateleiras, porém o cliente está ali para comprar e muitas vezes se arriscam passando pela fita zebrada, colocando sua vida em risco. Outro aspecto de relevância a se observar no uso da empilhadeira mesmo que esteja isolada pela fita zebrada é que em caso de tombamento clientes que estiverem nas proximidades serão afetados. O problema se torna ainda mais preocupante quando a movimentação de cargas é realizada dentro da área de vendas sem segregação adequada entre o equipamento e o público. A busca por agilidade operacional, reposição rápida das prateleiras ou redução de interrupções no abastecimento não pode justificar a exposição de clientes e trabalhadores a riscos que poderiam ser prevenidos. A segurança deve ser considerada parte integrante da operação, e não uma atividade secundária que pode ser flexibilizada nos horários de maior movimento. O risco da convivência entre empilhadeiras e clientes A circulação simultânea de empilhadeiras e clientes cria uma condição operacional particularmente sensível. Clientes normalmente não possuem conhecimento sobre os limites de circulação, pontos cegos, raio de manobra, capacidade de frenagem ou comportamento esperado diante da aproximação de uma empilhadeira. Além disso, crianças, idosos, pessoas com deficiência e consumidores distraídos podem apresentar dificuldades ainda maiores para perceber a aproximação do equipamento. Um supermercado é, por natureza, um ambiente no qual as pessoas estão concentradas em produtos, preços, carrinhos e outras pessoas, e não na movimentação de equipamentos industriais. A empilhadeira também apresenta características que podem dificultar a percepção do operador. Dependendo do equipamento, da carga transportada e do ambiente, podem existir pontos cegos que reduzem significativamente o campo de visão. Uma carga elevada ou mal posicionada pode comprometer ainda mais a visibilidade. Nesse contexto, uma manobra aparentemente simples pode resultar em consequências graves. Um cliente pode atravessar o corredor inesperadamente; um carrinho pode surgir na trajetória do equipamento; uma criança pode aproximar-se de uma área de movimentação; ou uma carga pode perder estabilidade durante o deslocamento. Não se trata apenas de considerar a possibilidade de um acidente, mas de reconhecer que determinados cenários operacionais aumentam desnecessariamente a exposição ao perigo. Atropelamentos, colisões e esmagamentos Entre os principais riscos associados à utilização de empilhadeiras em áreas com circulação de pessoas estão os atropelamentos e esmagamentos. O peso e a capacidade de movimentação desses equipamentos fazem com que uma colisão tenha potencial para produzir lesões graves. A situação pode envolver não apenas o contato direto entre a empilhadeira e uma pessoa, mas também o esmagamento contra estruturas, gôndolas, paredes, balcões, paletes ou outros veículos. Outro fator relevante é a velocidade. Mesmo que a empilhadeira esteja operando em velocidade considerada baixa, sua massa e sua capacidade de transportar cargas pesadas podem produzir consequências severas em caso de impacto. A existência de buzina, sinalização luminosa ou alarme de ré, por si só, não elimina o risco. Esses dispositivos constituem medidas de alerta, mas não substituem o planejamento da operação, a segregação entre pedestres e equipamentos, a sinalização, a supervisão e os procedimentos seguros. A prevenção deve começar antes da movimentação da carga. Queda de materiais: um risco muitas vezes subestimado. Outro perigo importante está relacionado à queda de produtos transportados ou armazenados. Supermercados trabalham com uma grande variedade de mercadorias, muitas delas acondicionadas em caixas, fardos, embalagens ou paletes. Quando uma carga é movimentada de forma inadequada, há possibilidade de deslocamento, perda de estabilidade ou queda. Uma carga que cai de determinada altura pode atingir diretamente um trabalhador ou consumidor, além de provocar acidentes secundários, como tropeços, quedas e obstrução de rotas de circulação. A situação pode ser agravada quando a movimentação ocorre em corredores estreitos e próximos às gôndolas, especialmente quando há clientes circulando ao redor da operação. Por isso, a avaliação da carga deve considerar peso, dimensões, estabilidade, forma de acondicionamento, altura de elevação e condições do piso e do ambiente. A responsabilidade não termina no operador Um dos principais equívocos na gestão da segurança envolvendo empilhadeiras é atribuir toda a responsabilidade ao operador. A operação segura depende de um sistema de prevenção. O operador possui responsabilidades importantes, mas a organização também precisa estabelecer condições adequadas para que o trabalho seja realizado com segurança. É necessário considerar treinamento, autorização, procedimentos, manutenção, inspeções, condições do piso, organização do ambiente, sinalização, rotas de circulação e, principalmente, interação entre veículos e pedestres. Quando uma empresa permite que uma empilhadeira opere em área de clientes sem avaliar adequadamente os riscos, não se pode tratar o eventual acidente simplesmente como uma falha individual do operador. A prevenção exige responsabilidade compartilhada entre gestão, supervisão, trabalhadores e demais envolvidos na operação. A NR-11 e a necessidade de capacitação A movimentação, armazenagem e manuseio de materiais estão diretamente relacionados aos requisitos estabelecidos pela NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. A norma estabelece requisitos relacionados aos equipamentos utilizados na movimentação de materiais e determina cuidados específicos para operadores de equipamentos de transporte motorizado. A capacitação adequada do operador é elemento essencial para reduzir os riscos. Entretanto, treinamento não deve ser entendido apenas como cumprimento documental. O profissional precisa compreender os perigos da operação, os limites do equipamento, as condições do ambiente e os procedimentos aplicáveis. Também é necessário observar os requisitos da NR-12, quando aplicáveis às máquinas e equipamentos, especialmente no que diz respeito à segurança durante utilização, manutenção e demais intervenções. A documentação deve refletir uma situação real de controle. Certificados, registros e listas de presença não substituem uma operação efetivamente segura. Quando a pressa se transforma em risco Em muitos estabelecimentos comerciais, existe pressão permanente pela disponibilidade dos produtos nas prateleiras. A logística precisa funcionar rapidamente para evitar rupturas de estoque e atender à demanda dos consumidores. Entretanto, quando a necessidade de reposição passa a determinar a realização de operações de risco em meio aos clientes, é necessário rever o processo. A pergunta não deveria ser apenas: “Como abastecer mais rapidamente?” A pergunta correta é: “Como realizar o abastecimento sem expor pessoas a riscos desnecessários?” Existem diferentes estratégias que podem ser avaliadas pelas empresas, como abastecimento em horários de menor circulação, utilização de áreas segregadas, planejamento logístico, definição de rotas específicas, barreiras físicas, isolamento temporário de corredores e procedimentos de comunicação com os clientes. A solução deve ser definida a partir da avaliação dos riscos e das características de cada estabelecimento. A omissão também pode produzir consequências A segurança do trabalho não envolve apenas ações realizadas. Envolve também aquilo que deixa de ser feito. Não realizar uma avaliação adequada dos riscos, não estabelecer procedimentos, não controlar a circulação de empilhadeiras, não capacitar adequadamente os operadores, não realizar inspeções ou permitir operações inseguras podem contribuir para a ocorrência de acidentes. Em situações de acidente, podem existir consequências trabalhistas, civis, administrativas e, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável, até mesmo repercussões na esfera criminal. Por essa razão, a gestão de segurança deve atuar preventivamente. Esperar que um acidente aconteça para corrigir uma condição perigosa representa uma postura incompatível com uma cultura de prevenção. Segurança também é respeito ao consumidor Quando uma pessoa entra em um supermercado, espera encontrar um ambiente organizado e seguro para realizar suas compras. O consumidor não deve ser colocado na condição de ter que avaliar por conta própria os riscos decorrentes das operações internas do estabelecimento. A segurança precisa estar incorporada à experiência de compra. Isso significa controlar as áreas de movimentação, organizar os fluxos, orientar os trabalhadores, sinalizar adequadamente os locais de risco e, quando necessário, interromper ou restringir temporariamente a circulação de pessoas. O mesmo princípio vale para os trabalhadores. Repositores, operadores de empilhadeiras, estoquistas, conferentes e demais profissionais precisam desenvolver suas atividades em condições que reduzam a exposição aos perigos. Prevenção exige planejamento Uma gestão eficiente de empilhadeiras em supermercados deve contemplar, entre outras medidas: avaliação dos riscos das atividades de movimentação de cargas; definição e sinalização das rotas de circulação; segregação entre pedestres e equipamentos sempre que possível; planejamento dos horários de abastecimento; controle de acesso às áreas de movimentação; capacitação e autorização dos operadores; inspeção diária dos equipamentos; manutenção preventiva e corretiva; controle das condições do piso; utilização adequada dos dispositivos de segurança; organização e estabilidade das cargas; definição de procedimentos para operações em áreas de clientes; supervisão das atividades; investigação de incidentes e quase acidentes; revisão periódica dos procedimentos de segurança. Essas medidas precisam ser compatíveis com a realidade operacional do estabelecimento e integradas ao gerenciamento de riscos ocupacionais. Conclusão A utilização de empilhadeiras dentro de supermercados durante o horário de funcionamento não deve ser tratada como uma atividade rotineira e isenta de riscos. A presença simultânea de equipamentos de movimentação, trabalhadores e consumidores exige planejamento, controle e responsabilidade. O problema não está necessariamente na utilização da empilhadeira, mas na forma como sua operação é planejada e executada. Permitir que equipamentos de movimentação de cargas circulem livremente entre consumidores, sem avaliação adequada, sem segregação, sem procedimentos e sem controle operacional, representa uma condição que precisa ser tecnicamente analisada e corrigida. Segurança não pode depender da sorte, da atenção momentânea de um cliente ou da experiência individual de um operador. Deve ser resultado de planejamento, capacitação, engenharia, supervisão e cumprimento dos requisitos legais aplicáveis. Para os supermercados, investir em prevenção significa proteger trabalhadores, clientes, patrimônio e a própria continuidade da operação. Uma operação eficiente não é aquela que simplesmente movimenta mercadorias rapidamente. É aquela que consegue movimentar pessoas, produtos e equipamentos de maneira planejada, controlada e segura. No ambiente comercial, onde milhares de pessoas podem circular diariamente, a segurança deve permanecer ativa durante todo o funcionamento do estabelecimento. Afinal, nenhum processo de abastecimento justifica colocar uma vida em risco. Cabe ressaltar aqui também que a fiscalização por parte do Ministério do Trabalho tenha um olhar mais clinico nestes estabelecimentos onde a empilhadeira circula livremente. A R-SARTO Treinamentos e Engenharia LTDA; oferece soluções especializadas em treinamentos, Segurança do Trabalho e Engenharia, contribuindo para o desenvolvimento de profissionais qualificados, a prevenção de acidentes e o aprimoramento contínuo dos processos empresariais. Invista em conhecimento, prevenção e excelência. Conte com a R-SARTO para fortalecer a segurança e o desempenho da sua empresa. Consulte a R-SARTO Treinamentos e Engenharia e solicite um orçamento! 📞 (35) 99972-226 *Rogério Sarto é Engenheiro Civil, Eng. de Segurança do Trabalho, pós-graduado em Pavimentação e Restauração Rodoviária, proprietário da R-SARTO Treinamentos e Engenharia e colunista da Gazeta de Varginha, com atuação em engenharia aplicada, segurança em obras e capacitação técnica. Contatos: rsartotreinamentos@gmail.com (35) 99972-2265 @rsartotreinamentos | @sarto_engenharia
- Ataques dos Houthis ao Aeroporto de Riad deixam três mortos e várias feridas; grupo ataca também base aérea e aeroporto de Najran
Reprodução O movimento armado Houthi, do Iêmen, apoiado pelo Irã, intensificou seus ataques contra a Arábia Saudita pelo terceiro dia consecutivo, mirando aeroportos civis, base militar e instalações do reino. Na quinta-feira (8), dois ataques com mísseis balísticos atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixando três cidadãos sauditas mortos e várias pessoas de diferentes nacionalidades feridas, conforme informou a Autoridade Geral de Aviação Civil. O segundo ataque danificou também uma aeronave da companhia Saudi Airlines. Os Houthis reivindicaram ainda o ataque ao Aeroporto de Najran e à Base Aérea Rei Khalid, empregando mísseis de cruzeiro e balísticos. Imagens verificadas pela CNN mostram fumaça sobre o terminal e testemunhas relataram múltiplas explosões na capital. As autoridades sauditas informaram ter interceptado e destruído dois mísseis disparados em direção a Riad; destroços caíram sobre um jardim de infância e uma clínica médica. A Missão dos EUA na Arábia Saudita alertou cidadãos americanos para vigilância redobrada, mencionando risco de escalada, cancelamentos de voos e fechamento de espaço aéreo; funcionários do governo americano passam a necessitar de autorização especial para usar o aeroporto e seguem proibidos de viajar num raio de 32 km da fronteira com o Iêmen. Somando os ataques de dois dias, são três mortos e 36 feridos. O líder Houthi Abdul Malik al-Houthi prometeu prosseguir os ataques e advertiu a Arábia Saudita para um conflito prolongado. O grupo alertou também funcionários de instalações petrolíferas e companhias aéreas para evitarem locais que possam vir a ser alvo. A Arábia Saudita respondeu com operação de grande escala atingindo 82 alvos militares houthis nas províncias de Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. As forças do governo iemenita, apoiadas pela coalizão saudita, prosseguem a ofensiva "Amanhecer do Iêmen" ao longo da costa oeste e próximo ao Estreito de Bab al-Mandeb, reivindicando centenas de ataques e baixas inimigas — números contestados pelos Houthis. O conflito se intensificou em julho após o colapso do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
- Chuvas do furacão Isaias já atingem a Flórida; ventos chegam a 177 km/h e tempestade se aproxima da categoria 3
Imagem do WikiImages, retirada do Pixabay As chuvas trazidas pelo furacão Isaias já atingem partes da Flórida nesta sexta-feira (9), enquanto a tempestade avança pelo Golfo do México em direção à costa dos Estados Unidos. A precipitação cai de forma constante em regiões do Panhandle, especialmente nas proximidades de Apalachicola, e já começa a atingir também o sul da Geórgia, com intensidade prevista para aumentar e se espalhar para áreas mais ao norte nas próximas horas. Ventos na atmosfera estão deslocando as bandas de chuva para o norte do centro da tempestade. O Isaias voltou a ganhar força e registra ventos sustentados de 177 km/h, segundo atualização do Centro Nacional de Furacões (NHC). Esse valor corresponde ao limite superior da categoria 2, o que deixa a tempestade a poucos passos de ser classificada como furacão de categoria 3 ou superior — considerado "grande". A previsão é que essa intensidade seja alcançada ainda nesta manhã. Se confirmado, será o primeiro grande furacão no Atlântico desde outubro do ano passado. A projeção de chegada à costa, esperada para a noite de sexta-feira, ficou mais preocupante: o fenômeno pode atingir o continente com força de categoria 2 elevada ou próxima à categoria 3 — cenário mais grave do que o previsto anteriormente. Quanto mais forte a tempestade, maior o volume de água empurrada para o continente e o risco de inundações costeiras. As próximas 12 horas são decisivas: ventos contrários podem limitar o fortalecimento, mas se agirem mais tarde do que o esperado, o Isaias ganhará ainda mais força antes de tocar terra.
- ACIV fortalece participação de Varginha nas discussões empresariais de Minas Gerais
Reprodução O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV), André Yuki, participou, na quarta-feira, 7 de outubro, de reunião da diretoria da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), realizada no espaço MeetHub, em Belo Horizonte. O encontro também contou com a participação de João Petenucci, presidente da Associação Comercial e Industrial de Alfenas (ACIA). A presença das lideranças do Sul de Minas ampliou a representatividade regional na diretoria da Federaminas e fortaleceu a participação das associações comerciais da região nas discussões sobre desenvolvimento econômico e setor produtivo mineiro. Durante a reunião, foram debatidos temas estratégicos para o ambiente empresarial, como inovação, economia e políticas públicas, além de pautas relacionadas ao fortalecimento das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais. A participação da ACIV na diretoria da Federaminas ampliou o espaço de Varginha nas discussões estaduais e possibilitou que demandas dos empresários e do setor produtivo local fossem levadas a um dos principais fóruns de representação do associativismo empresarial mineiro. Para a ACIV, a atuação na estrutura de representação aproxima Varginha das principais discussões econômicas do Estado e contribui para que características, desafios e oportunidades do Sul de Minas estejam presentes nas pautas defendidas pela Federação. A presença conjunta de representantes de Varginha e Alfenas também reforçou a integração regional. A articulação entre as associações comerciais permite ampliar a força do Sul de Minas em temas comuns aos municípios, além de favorecer a troca de experiências e a construção de projetos voltados ao empreendedorismo e ao desenvolvimento regional. A participação na diretoria da Federaminas integra o trabalho da ACIV para ampliar sua atuação institucional e fortalecer a representação dos empresários de Varginha em diferentes instâncias de discussão e decisão. A Federaminas reúne associações comerciais de todas as regiões de Minas Gerais e atua na representação do setor produtivo, na defesa do associativismo e na articulação de iniciativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios no Estado. Fonte: Varginha Online Foto: Divulgação
- Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 09/10/2026
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br Resultado eleitoral A Coluna dá continuidade a análise dos resultados eleitorais em âmbito nacional e estadual e seus reflexos na cidade. Já falamos sobre o ganho eleitoral da Direita no Brasil, bem como sobre a vitória e derrota de muitos dos candidatos a deputados com votação expressiva na região. A Coluna não vai falar sobre a votação do deputado federal Nikolas Ferreira tendo em vista que sua eleição e enorme votação, bem como sua força eleitoral e significado nestas eleições é maior que o cargo que o jovem deputado ocupa. A votação expressiva de Nikolas não se dá pela destinação de emendas a cidades e instituições, mesmo porque, como deputado federal, não teria condições de destinar recursos significativos a todos os municípios onde foi votado. Em Varginha, onde conseguiu mais de 30 mil votos, a explicação não está na destinação de recursos, mas sim nos valores e ideias que Nikolas Ferreira defende no Brasil. Sua força política é usada não somente para a destinação de recursos aos municípios, que é algo menor! Mas sim, e sobretudo, pelo que o deputado de enorme capital político tem realizado no campo da direita no Brasil. Se continuar sua trajetória crescente e virtuosa, capacitar-se e mostrar que tem condições de ter sucesso no Executivo, da mesma forma como tem sucesso no Legislativo, certamente que Nikolas é nome forte para governador e, quem sabe, presidente no futuro! Enfim, dito sobre a “lenda eleitoral Nikolas Ferreira”, voltemos a Varginha, onde o calor das urnas ainda aquece disputas e rancores. Resultado eleitoral – Descontentes silenciosos Na Coluna passada falamos sobre Dimas Fabiano (PP) e Diego Andrade (PSD), mas faltou falar sobre Greice Elias (PL) e Marcelo Álvaro Antônio (PL). Greice Elias com o apoio do vereador Dudu Ottoni na eleição de 2022 conseguiu em Varginha cerca de 1500 votos, o que cacifou Dudu Ottoni como principal liderança para Greice em Varginha. Já nas eleições de 2026, com o apoio dos vereadores Dudu Ottoni, Alexandre Prado e José Morais, e ainda tendo promessa de voto do Governo Ciacci, a deputada federal amealhou cerca de 1200 votos, uma pequena queda! Por certo que Greice Elias não deve ter ficado feliz, mas surpresa pois esperava bem mais! Não se acredita que a parlamentar vai deixar de ter no vereador Dudu uma liderança por conta da queda de votos! O mesmo deveria ter ocorrido com o também deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, que em Varginha teve apoio da vereadora Ana Rios e também teve promessa de apoio do Governo Ciacci, Marcelo conseguiu em Varginha, menos votos do que lhe foi prometido! O parlamentar não vai deixar de considerar a liderança da combativa vereadora Ana Rios em Varginha, mas a exemplo de Greice Elias, já “baixou as expectativas quanto à força de captar votos do Governo Municipal”. E isso é um problema! Afinal, Diego Andrade que esperava cerca de 10 mil votos em Varginha, conseguiu em torno de 2500! Dimas Fabiano, em tese trabalhando apenas com sua “surrada base de apoio na cidade” conseguiu pouco mais de 3.700, uma vitória em comparação com a votação dos demais deputados citados aqui que gastaram pequenas fortunas na cidade! Mas embora descontentes, nenhum destes parlamentares vai “brigar agora por conta do resultado, e por uma questão simples: eles ganharam a eleição”! Mas é certo que todos eles vão buscar “ampliar a base, ajustar apoios e redirecionar força nas eleições de 2028, com foco em conquistar na cidade lideranças com mais poder de captar votos! Resultado eleitoral – Descontentes silenciosos A mudança destes parlamentares na cidade vai depender de uma infinidade de fatores, como por exemplo encontrar pessoas que querem apoiá-los, tenham penetração social na cidade, somem votos e apoios, e isso não é fácil! Sem falar também na tradicional “traição e troca de apoios” que costuma ocorrer com as bases de parlamentares federais que normalmente são mais distantes da cidade! E porque alguma liderança local iria querer ser “o nome forte de um deputado federal na cidade”? Bem, as vantagens são muitas, desde conseguir cargo no gabinete, apoio eleitoral para conquistar cargos na máquina pública estadual e federal e o mais importante: tem apoio político/financeiro nas eleições de 2028, o que vai interessar a muita gente em breve! Vale ainda dizer que, muitos dos que disputaram eleição agora e perderam, mesmo tendo muitos votos, serão cobiçados pelos deputados e caciques que se mantiveram no poder. O caso de Cleiton Oliveira, Ademir Santos, e principalmente Verdi Melo. Não se acredita que a base dos parlamentares federais citados vai mudar na cidade, mas é certo que a maioria deles vai “buscar ampliar e diversificar” aguardem! Resultado eleitoral – Verdi Melo: perdeu ou prorrogou a vitória? A Coluna deixou a análise do candidato a deputado estadual Verdi Melo para um capítulo à parte, tendo em vista a história política do candidato, os desdobramentos que levaram Verdi a ser candidato da forma que foi e o resultado conquistado pelo mesmo nas urnas. Verdi perdeu a disputa para deputado estadual, isso é fato! Mas também tem outros pontos importantes para a Coluna como: Os votos que Verdi perdeu para Ademir Santos, bem como a briga com o prefeito Leonardo Ciacci levaram o ex-prefeito à derrota nas eleições de 2026. Verdi até contribuiu com o resultado na escolha de uma legenda complexa e que pouquíssimo apoio lhe deu. Verdi candidatou pelo Avante, escolheu como dobradinha Igor Eto, que além de “dar a comissão provisória da legenda na cidade ao seu grupo, mais nada fez pelo ex-prefeito”. Verdi Melo conseguiu cerca de 35 mil votos, uma votação expressiva! Mas no Avante, precisaria ter mais de 65 mil para ganhar, se estivesse em uma legenda como o PL, MDB entre outras, estaria eleito! Desta forma, é correto dizer que Ademir Santos, tirou votos de Verdi, sua briga com o prefeito Ciacci também prejudicou muito, mas Verdi fez escolhas equivocadas que contribuíram com o resultado. Mais uma coisa é importante ser dita, Verdi perdeu a eleição para deputado, mas não deixou de conseguir uma vitória expressiva em Varginha ao conquistar aqui cerca de 25 mil votos. Uma votação inimaginável, visto que o teto de votos que os analistas apontavam para Verdi, diante dos desafios eleitorais e financeiros, estava na casa dos 20 mil votos. Além disso, nenhuma das outras lideranças locais conquistou mais votos que ele. Ou seja, Verdi Melo é um forte candidato a prefeito de Varginha em 2028. Desta feita, se o prefeito Leonardo Ciacci deixou de apoiar Verdi para fechar com Ademir Santos e consolidar apoio na cidade e fortalecer sua candidatura à reeleição em 2028, pode é ter trazido para a disputa um concorrente fortíssimo: Verdi Melo! Resultado eleitoral – Verdi Melo: perdeu ou prorrogou a vitória? – parte 02 Mas o ex-prefeito Vérdi Melo tem noção das falhas que cometeu nesta eleição e dos problemas que precisa resolver para viabilizar-se como candidato a prefeito em 2028? Possivelmente não! Verdi gostaria de voltar a ser prefeito de Varginha em 2028? Possivelmente sim! Depois de elencar os problemas que levaram o ex-prefeito a perder a disputa de deputado, vamos apontar aqui problemas que Verdi precisa corrigir para, eventualmente, voltar à prefeitura em 2028. Verdi precisa consolidar seu grupo político na cidade, a começar por estar num partido confiável e que valorize sua votação local. É claro que quem deseja ser prefeito de Varginha precisa ter apoio de mais de uma legenda, e Verdi tem simpatia de muitos partidos na cidade: mas quantos têm autonomia política local? Poucos partidos na cidade são constituídos como diretório, a maioria está como comissão provisória, ou seja, “tem um dono que não está em Varginha, a quem precisa-se pedir benção”! Além disso, pelo histórico político de Verdi, não é possível buscar abrigo em legendas como o PT, por exemplo, que tem diretório constituído, mas não está no âmbito político dos eleitores e apoiadores de Verdi. Vale ainda destacar que o ex-prefeito precisa mesmo definir se “está contra esta administração ou não”, pois a situação ainda é dúbia na cabeça do eleitor comum! Afinal, Verdi fez Ciacci prefeito e o apoiou até bem pouco tempo atrás! Se Verdi quiser mesmo ser candidato disputando contra a reeleição de Ciacci, precisa dizer logo e começar a trabalhar desde cedo, pois terá muito a explicar ao eleitor e muito a costurar com boa parte de seus apoiadores, que “gostam de Ciacci ou não pretendem brigar com ele por agora”. Resultado eleitoral – Verdi Melo: perdeu ou prorrogou a vitória? Parte 03 A Coluna tem mapeado diversas lideranças populares que estão no “radar de atração de Verdi, mas que também estão no radar de atração do Governo Ciacci”. Porque estas lideranças brigaram com este governo para supostamente apoiar Verdi em 2028, se agora em 2026 muitos já não fizeram isso? Vale ainda destacar que o Governo tem um grande articulista que vem melhorando os números da Gestão Ciacci: Lourival Oliveira. Mas Verdi também tem um articulador respeitável: Honorinho, mas qual a diferença entre eles? Lourival sabe que quem precisa aparecer e destacar é o prefeito Ciacci e não ele! Lourival sabe que precisa ser “figura invisível", e traz mais eficiência ao Governo agindo assim! Mesmo porque sabe que tem desgaste com algumas lideranças. Diferente de Honorinho, que por lealdade ou vaidade, é sempre a figura presente atrás de Verdi, mesmo nos momentos em que “mais subtrai do que soma”. Mas é claro que Honorinho não pode deixar Verdi! Da mesma forma que Lourival não pode abandonar Ciacci, mas ambos os articuladores precisam entender as “vantagens de serem ocultos nas construções políticas de 2028”. Por certo que se a reeleição de Ciacci ocorrer em 2028, Lourival vai mandar tanto quanto manda agora, mesmo sendo oculto. Da mesma forma que Honorinho teria enorme força em uma nova gestão de Verdi na Prefeitura em 2028, mas precisa aprender a atuar no silêncio das sombras. Há quem diga que Verdi Melo já tem “sangue nos olhos para 2028” o que não se duvida, mas é sabido que o ex-prefeito precisa encontrar aqueles que “querem o enfrentamento agora com o atual governo ou que tem coragem para comprar a briga neste momento”, que são poucos! Ademais, muitos dos aliados temporários deste governo foram fortalecidos nesta disputa eleitoral e devem caminhar no governo, pelo menos até o final de 2027. Resultado eleitoral – Números e interesses A Coluna ainda está mapeando o patrimônio dos candidatos de 2026, bem como as doações de campanha e os principais gastos dos principais candidatos. Os números e informações são públicas embora o eleitor comum não tenha o hábito de ver tais dados. Vamos trazer aqui as conexões que ligam grandes empresários a candidatos de esquerda e direta, os fornecedores que não tem ideologia e venderam (caro) para todo mundo. Sem falar nos valores de patrimônio dos muitos que se mostravam como “pobres coitados” nas eleições! Em breve, traremos tudo. Grupo Edmil vem para Varginha A Câmara de Varginha sediou o anúncio da implantação do Grupo Edmil no município, na cerimônia de assinatura simbólica do Protocolo de Intenções entre o Município de Varginha e o Grupo Edmil, criado na vizinha cidade de Elói Mendes. O protocolo estabelece as bases para a implantação de um Centro de Distribuição e estrutura logística integrada no Distrito Industrial onde fica a Walita, em área em torno de 100,9 mil metros quadrados. A projeção é de uma área construída de 30,8 mil metros quadrados. No mesmo evento no Legislativo, também foi protocolado junto à Presidência da Câmara o Projeto de Lei que prevê a doação da área para a empresa, o que ainda será analisado. A instalação da Edmil em Varginha prevê investimento inicial de R$54,4 milhões, a ser executado em cerca de 30 meses. O investimento global projetado é de R$80 milhões ao longo de 10 anos, contemplando futuras ampliações, automação logística e renovação tecnológica dos ativos. A Lojas Edmil possui 381 empregados, e estabeleceu o compromisso de expandir progressivamente sua operação até alcançar 500 empregos diretos na filial de Varginha no prazo de 10 anos, além de fomentar até 100 empregos indiretos. O empreendimento também possui metas de faturamento vinculadas à operação local. A projeção apresentada no protocolo prevê faturamento bruto anual de R$70 milhões no primeiro ano após a inauguração, chegando a R$140 milhões no décimo ano, com os valores faturados sob a inscrição da filial de Varginha. O Protocolo de Intenções estabelece compromissos entre o Município de Varginha e as empresas envolvidas no projeto. Entre as atribuições municipais está a realização da terraplenagem e do nivelamento da área, além de incentivos fiscais, condicionados à legislação municipal específica. O documento prevê ainda o acompanhamento das metas e uma cláusula de reversão do imóvel e de suas benfeitorias ao Município em caso de paralisação das atividades ou descumprimento não justificado dos compromissos estabelecidos.
- Sistema FAEMG SENAR e Centro de Excelência reúnem mais de 40 entidades em Varginha para discutir agricultura regenerativa na produção de café
Reprodução O Sistema FAEMG SENAR, por meio da Regional Varginha, e o Centro de Excelência em Cafeicultura receberam, na terça-feira (6), representantes de mais de 40 entidades ligadas ao setor cafeeiro para um encontro promovido pela Plataforma Global do Café. A atividade reuniu representantes de diferentes instituições relacionadas à cadeia produtiva do café para acompanhar a apresentação de um estudo sobre agricultura regenerativa na cafeicultura. Durante o encontro, foram apresentados os resultados de uma pesquisa realizada em sete propriedades produtoras de café das regiões Sul e Cerrado de Minas Gerais. O estudo teve como foco a agricultura regenerativa na cafeicultura e analisou propriedades que utilizam práticas relacionadas a esse modelo de produção. A pesquisa buscou compreender como diferentes estratégias de manejo ecológico, aplicadas a lavouras de café arábica, influenciam o desempenho dos sistemas produtivos. Dessa forma, a análise considerou propriedades que já utilizavam práticas de cafeicultura regenerativa e permitiu observar a aplicação dessas diferentes estratégias nas lavouras de café arábica das regiões analisadas. A apresentação dos resultados colocou em discussão as práticas de manejo ecológico utilizadas na produção de café e a forma como essas estratégias são aplicadas nas propriedades produtoras. O estudo envolveu áreas localizadas em duas importantes regiões produtoras de Minas Gerais, o Sul e o Cerrado, permitindo reunir informações de propriedades inseridas em diferentes áreas de produção de café. O gerente regional do Sistema FAEMG SENAR, Unidade Varginha, Caio Sérgio Santos e Oliveira, participou do encontro ao lado do diretor do Centro de Excelência em Cafeicultura, Roberto Romanelli Barata. A participação dos representantes ocorreu durante a apresentação dos resultados do estudo desenvolvido pela Plataforma Global do Café. O encontro também contou com representantes de entidades ligadas ao setor cafeeiro, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho Nacional do Café (CNC), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER). Também participaram representantes de cooperativas da região e empresas do setor. A presença de mais de 40 entidades reuniu diferentes representantes ligados à cadeia do café para acompanhar os resultados apresentados pela Plataforma Global do Café. A participação das instituições ocorreu em torno da discussão sobre as práticas de agricultura regenerativa e as estratégias de manejo ecológico analisadas no estudo realizado nas sete propriedades. Os resultados da pesquisa foram apresentados pelos engenheiros agrônomos e consultores da Plataforma Global do Café Eduardo Matavelli, Eduardo Sampaio e Vinícius Figueiredo, além da coordenadora-geral da entidade, Tamara Barim. A equipe apresentou as informações obtidas a partir da análise das propriedades produtoras de café localizadas nas regiões Sul e Cerrado de Minas Gerais. O encontro reforçou a discussão sobre estratégias de manejo ecológico e práticas regenerativas aplicadas à produção de café arábica em diferentes regiões produtoras de Minas Gerais. A atividade também reuniu representantes de entidades, cooperativas e empresas do setor em torno da apresentação dos resultados do estudo sobre agricultura regenerativa na cafeicultura. Fonte: Varginha Online Foto: Divulgação
- Grupo Unis promove evento de Direito e Cinema com debate sobre direitos indígenas e luta pela terra
Reprodução O Grupo de Estudos em Direito e Artes (Geda), do curso de Direito do Grupo Unis, realizou, na noite de 1º de outubro, o evento “Direito & Cinema – Relatos de uma guerra”. A atividade aconteceu na Sala Palco / Vila Sapiens, na Cidade Universitária, e reuniu estudantes, professores e convidados para uma programação que uniu cinema, Direito e discussões relacionadas aos direitos dos povos indígenas e à luta pela terra. Durante o evento, foi exibido o documentário “Relatos de uma Guerra”, dirigido por Pedro Biava e Michele Kaiowá. Após a exibição, o público participou de um debate sobre os temas apresentados pela produção, com destaque para os direitos dos povos indígenas e os conflitos relacionados à luta pela terra. O evento contou com a presença do diretor Pedro Biava, que participou de uma conversa com o público após a exibição do documentário. Jornalista e fotógrafo, Biava é mestre em História da Ciência pela PUC-SP e estudou documentário e montagem na EICTV de Cuba. Desde 2007, atua no audiovisual, produzindo reportagens e documentários voltados para temas relacionados aos direitos humanos. A mesa de abertura contou com a participação da coordenadora do curso de Direito, professora Mayara Gabriela Lourenço Ferreira, e do professor Mateus Brásida. A organização do evento ficou sob responsabilidade dos professores Ana Paula Lemes de Souza e Waldir Severiano de Medeiros Júnior, responsáveis pela organização do Geda. A cooperação técnica ficou a cargo das alunas Camila Eduardo Moura e Gabriela Pereira Ferreira. “Relatos de uma Guerra”, de 2023, tem duração de 25 minutos e 55 segundos e aborda a luta dos povos indígenas Kaiowá e Guarani pela retomada de seus territórios tradicionais no Mato Grosso do Sul. O documentário também trata dos conflitos e das violências relacionados a esse processo. A produção já recebeu reconhecimento em festivais, entre eles o prêmio de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Universitário no Festival Curta Campo Grande, em 2024, e a Menção de Honra no Festival Heritales, em Portugal. A exibição do filme integrou a programação do Geda para o segundo semestre de 2026, que busca aproximar os conhecimentos jurídicos do campo das Humanidades por meio da literatura e do cinema. A iniciativa utiliza diferentes manifestações artísticas como forma de ampliar as discussões relacionadas ao Direito e aos seus impactos na sociedade. A próxima atividade do grupo será a roda de conversa “Direito & Literatura”, marcada para o dia 19 de novembro. O encontro será dedicado à obra “A Floresta é o Nome do Mundo”, de Ursula K. Le Guin. O Geda é um espaço de aprofundamento acadêmico e interdisciplinar que utiliza manifestações artísticas como instrumentos para ampliar a compreensão sobre o Direito e seus impactos na sociedade. A participação nas atividades confere certificação com carga horária específica, e os eventos são abertos a toda a comunidade de Varginha e região. As inscrições para o próximo evento, que será realizado em novembro, podem ser feitas por meio do link disponibilizado para a atividade. Fonte e foto: Unis
- Coluna Agenda 21 - 09/10/2026
OS IMPACTOS DA ESCALA 6X1 NA CONSTRUÇÃO CIVIL A discussão sobre a escala 6x1, caracterizada por seis dias de trabalho e um dia de repouso, ultrapassou o ambiente das relações trabalhistas e passou a exigir atenção também dos setores produtivos. Na Construção Civil, eventual alteração da jornada de trabalho poderá produzir reflexos diretamente relacionados ao planejamento, à produtividade, aos custos, ao dimensionamento das equipes e ao cumprimento dos cronogramas das obras. Atualmente, a Constituição Federal estabelece jornada normal de até oito horas diárias e 44 horas semanais, além do repouso semanal remunerado. Em 2026, a PEC 221/2019 avançou no Congresso: a Câmara aprovou texto que prevê jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso. Em setembro, a matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e encontra-se em tramitação no Plenário daquela Casa. Para a Engenharia, entretanto, a questão central não está apenas na quantidade de horas trabalhadas. É necessário avaliar quantas horas efetivamente produtivas permanecem disponíveis, como as equipes serão dimensionadas e quais serão os efeitos sobre o processo construtivo. Uma obra é constituída por uma sequência de atividades interdependentes. Fundação, estrutura, alvenaria, instalações, revestimentos, esquadrias, cobertura e acabamentos dependem de planejamento e da disponibilidade de equipes em momentos específicos. Em uma obra organizada em escala 6x1, uma equipe que trabalha seis dias por semana dispõe, em uma jornada de 44 horas, de determinada quantidade de horas semanais para execução dos serviços. Se essa disponibilidade for reduzida, será necessário avaliar se o cronograma poderá ser mantido com a mesma composição de equipe. O custo de uma obra é formado por materiais, equipamentos, mão de obra, encargos, administração, perdas, tributos e demais componentes. A mão de obra, por sua vez, está diretamente relacionada à quantidade de horas necessárias para executar cada serviço. Se a redução da jornada exigir a ampliação do número de trabalhadores para manter determinada produção semanal, poderá haver repercussão no custo direto da obra. Entretanto, esse impacto não deve ser calculado simplesmente pela divisão do número de horas disponíveis. A industrialização da construção, a pré-fabricação, a compatibilização de projetos, o planejamento digital, a mecanização e a melhoria da logística dos canteiros podem contribuir para reduzir perdas e aumentar a produtividade. A Construção Civil sempre esteve associada à capacidade de transformar projetos em realidade. Agora, também precisa transformar dados em decisões. Independentemente do modelo de jornada que venha a ser estabelecido pela legislação, a eficiência dos canteiros dependerá cada vez mais de planejamento, tecnologia, qualificação profissional e gestão. A discussão sobre a escala 6x1, portanto, pode ser compreendida também como um convite à Engenharia para repensar a forma de organizar a produção. Mais importante do que simplesmente contar horas de trabalho é saber quanto se produz em cada hora disponível, com que qualidade, a que custo e sob quais condições de segurança. Esse será um dos desafios para os profissionais responsáveis pela gestão das obras nos próximos anos. Engº Civil Alencar de Souza Filgueiras Presidente do Fórum Agenda 21 Local Presidente do Conselho Fiscal IBAPE-MG Vice-Presidente do SINDUSCON-LAGOS Contato: evolucao@uai.com.br
- Jornal Gazeta de Varginha Edição 12.051
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- Agro defende equilíbrio entre China e EUA após eleição e alerta para importância dos dois mercados
Especialistas e representantes do agronegócio defendem que o Brasil mantenha uma relação equilibrada com China e Estados Unidos após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A avaliação é de que um eventual alinhamento político maior com Washington não deve significar o afastamento de Pequim, principal compradora de produtos agropecuários brasileiros e importante investidora em infraestrutura ligada às exportações. A discussão ocorreu durante um evento realizado pelo Insper, em São Paulo, na quarta-feira (7), sobre o futuro da segurança alimentar e os impactos das relações internacionais para o agronegócio brasileiro. A especialista em China Larissa Wachholz, que foi assessora especial do Ministério da Agricultura entre 2019 e 2021, afirmou que Pequim acompanha com cautela os movimentos políticos na América Latina e observa quais países estão dispostos a receber seus investimentos e ampliar as relações comerciais. Questionada sobre a reação chinesa ao resultado do primeiro turno, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wachholz afirmou que a preocupação de Pequim está relacionada principalmente à possibilidade de o Brasil e outros países latino-americanos se aproximarem ainda mais dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Segundo ela, essa preocupação chinesa começou durante o primeiro mandato de Trump e aumentou em seu segundo período no governo americano. A especialista afirmou que os Estados Unidos têm indicado, em documentos internos, que consideram a América Latina uma região de influência norte-americana. Wachholz também destacou que os chineses tendem a evitar investimentos em locais onde exista possibilidade de confronto político. Segundo ela, os projetos precisam apresentar segurança jurídica e fazer sentido econômico para que Pequim mantenha o interesse em investir. Investimentos chineses no agronegócio Para o agronegócio brasileiro, a presença chinesa vai além da relação comercial e inclui investimentos em infraestrutura fundamental para o escoamento da produção. Wachholz explicou que as exportações de carnes, por exemplo, dependem de uma estrutura adequada para manter os produtos refrigerados durante o transporte. Isso envolve contêineres específicos e portos preparados para receber e operar esse tipo de carga. Na avaliação da especialista, investimentos chineses nesse setor contribuíram para tornar as exportações brasileiras mais competitivas. Um dos exemplos citados é a participação da empresa chinesa Cofco no terminal STS11, no Porto de Santos, em São Paulo. A estrutura é utilizada para a exportação de produtos agrícolas. Outro caso está em Paranaguá, no Paraná. A TCP, controlada pela chinesa China Merchants Port, ampliou a estrutura de tomadas destinadas a contêineres refrigerados. A expansão, concluída em 2024, aumentou a capacidade de armazenamento de carnes e outros produtos congelados na temperatura adequada até o momento do embarque. Diante dessa relação, Wachholz defendeu que o Brasil mantenha uma sinalização positiva para a China e evite medidas que possam ser interpretadas como uma escolha de confronto com Pequim, mesmo que o próximo governo brasileiro tenha maior proximidade política com os Estados Unidos. “Frango não tem partido” A necessidade de preservar as relações comerciais com os dois países também foi defendida por Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participaram do debate. Santin afirmou que as questões políticas não devem interferir nas relações comerciais do agronegócio brasileiro. Ao relembrar uma resposta que deu quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência, ele resumiu sua posição com a frase: “Frango não tem partido nem ideologia”. Segundo o presidente da ABPA, o agronegócio brasileiro atua para garantir a segurança alimentar do país e de outros 170 países. Ele também afirmou que o setor representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que qualquer governo precisa considerar o peso da atividade nas relações comerciais internacionais. Santin disse ainda que não espera mudanças nas exportações brasileiras de carnes para a China em consequência do resultado eleitoral. Marcos Jank, por sua vez, chamou atenção para a política comercial adotada por Trump, marcada pela imposição de tarifas a diferentes países. Na avaliação dele, esse cenário tornou o ambiente internacional mais complexo para as empresas brasileiras. Para Jank, o Brasil precisa preservar os vínculos comerciais com China e Estados Unidos independentemente de qual país tenha maior proximidade política com o governo brasileiro. “Nós temos que nos dar bem com os Estados Unidos e com a China, ou seja, isso é obrigatório”, afirmou. A China é atualmente a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil. Na sequência aparecem a União Europeia e os Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Agricultura.
- Grupo do Iêmen reivindica ataque à capital saudita após ataque anterior que deixou vítima
Reprodução O movimento armado Houthi, que atua no território do Iêmen e é amplamente identificado como aliado ao governo do Irã, veio a público de forma oficial na madrugada desta quinta-feira, dia 8 de outubro, para declarar que executou um ataque direto e deliberado contra as instalações do Aeroporto Internacional Rei Khalid, considerado um dos principais e mais importantes terminais de transporte aéreo da cidade de Riad, capital do Reino da Arábia Saudita. Conforme a própria declaração divulgada pelo grupo, o alvo foi atingido por meio do lançamento de um projétil dotado de tecnologia de míssil balístico. Este anúncio foi feito num intervalo de tempo bastante curto, poucas horas depois de as autoridades competentes da Arábia Saudita terem comunicado à imprensa e à opinião pública que um ataque ocorrido anteriormente, ao longo da semana em curso, contra as mesmas instalações do aeroporto havia resultado na morte de uma pessoa. Até o momento presente, não foi divulgada qualquer confirmação, negação ou comentário oficial por parte do governo da Arábia Saudita sobre este novo ataque que os Houthi afirmam ter realizado. O movimento armado vem demonstrando, nas últimas ações registradas e divulgadas, uma clara e progressiva intensificação de suas operações e de seus ataques direcionados contra países situados na região do Oriente Médio. Não há ainda detalhes sobre eventuais danos causados no local, nem sobre a confirmação de que o míssil tenha de fato atingido o alvo declarado. A espera por uma posição oficial das autoridades sauditas deixa a situação em clima de incerteza, à medida que observadores acompanham a evolução dos acontecimentos e a possível resposta do Reino da Arábia Saudita diante da escalada de tensão na região.
- Câmara de Varginha sedia anúncio da implantação do Grupo Edmil no município
Reprodução Protocolo de Intenções prevê Centro de Distribuição, investimento inicial de R$ 54,4 milhões e expansão progressiva para até 500 empregos diretos A Câmara Municipal de Varginha sediou, nesta terça-feira (6), o anúncio da implantação do Grupo Edmil no município, em uma cerimônia que marcou a assinatura simbólica do Protocolo de Intenções entre o Município de Varginha e o Grupo Edmil. O documento estabelece as bases para a implantação de um Centro de Distribuição e de uma estrutura logística integrada no Distrito Industrial Cláudio Galvão Nogueira, em uma área de aproximadamente 100,9 mil metros quadrados. A projeção é de uma área construída de 30,8 mil metros quadrados. Além da assinatura simbólica do protocolo, também foi protocolado junto à Presidência da Câmara Municipal o Projeto de Lei que prevê a doação da área para a empresa. A proposta seguirá o trâmite legislativo e será submetida à análise e votação dos vereadores. De acordo com o resumo executivo do protocolo, o projeto prevê investimento inicial estimado em R$ 54,4 milhões, a ser executado em aproximadamente 30 meses. O investimento global projetado é de R$ 80 milhões ao longo de 10 anos, contemplando futuras ampliações, automação logística e renovação tecnológica dos ativos. Um dos principais impactos previstos está relacionado à geração de empregos. A Lojas Edmil, que atualmente possui 381 empregados, estabelece o compromisso de expandir progressivamente sua operação até alcançar 500 postos de trabalho diretos na filial de Varginha no prazo de 10 anos, além de fomentar até 100 empregos indiretos. O empreendimento também possui metas de faturamento vinculadas à operação local. A projeção apresentada no protocolo prevê faturamento bruto anual de R$ 70 milhões no primeiro ano após a inauguração, chegando a R$ 140 milhões no décimo ano, com os valores faturados sob a inscrição da filial de Varginha. Durante a cerimônia, estiveram presentes o prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, o vice-prefeito, Antônio Silva, procurador-geral do Município, Evandro Santos, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Henrique Touguinha, os empresários Renato Piva e Cléber Marques de Paiva e o presidente Executivo do Grupo Edmil, Adaoney Pereira Valias, acompanhado do diretor administrativo, Rafael Fróes. Pela Câmara Municipal, participaram o presidente Alexandre Prado, o vice-presidente Pastor Faustinho e os vereadores Thulyo Paiva, Joãozinho Enfermeiro, Afonso Monticeli, Zilda Silva, Dudu Ottoni, Miguel da Saúde, Cássio Chiodi e Dandan. A chegada do empreendimento representa uma nova etapa na expansão da atividade logística e comercial de Varginha, com previsão de investimentos privados, geração de empregos e ampliação da movimentação econômica no município. O Protocolo de Intenções estabelece compromissos entre o Município de Varginha e as empresas envolvidas no projeto. Entre as atribuições municipais previstas está a realização da terraplenagem e do nivelamento da área, enquanto o projeto também prevê pleitos de incentivos fiscais, condicionados à legislação municipal específica. O documento prevê ainda mecanismos de acompanhamento das metas e uma cláusula de reversão do imóvel e de suas benfeitorias ao Município em caso de paralisação das atividades ou descumprimento não justificado dos compromissos estabelecidos.
- Prazo vence, placa é removida e relação entre aliados atinge novo ponto baixo; bandeira britânica continua hasteada
Reprodução Funcionários retiraram durante a noite as placas e letreiros do consulado britânico em Jerusalém Oriental, na noite em que expirou o prazo dado por Israel para o encerramento da representação. Jornalistas da Reuters viram a remoção da placa com os dizeres "Consulado-Geral Britânico" e da placa da seção consular; a bandeira do Reino Unido, contudo, permanece hasteada no prédio. O consulado não se pronunciou imediatamente sobre o ocorrido. A ordem de fechamento foi emitida pelo governo de Israel no mês passado, em reação à imposição de sanções britânicas contra assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada — entre elas a proibição de importação de produtos fabricados nessas áreas. A maioria dos países e a ONU consideram os assentamentos ilegais pelo direito internacional, posição que Israel contesta. O consulado, localizado no bairro de Sheikh Jarrah, cuida das relações do Reino Unido com os palestinos e presta serviços consulares a eles. A presença britânica na cidade remonta a 1839, muito antes da criação do Estado de Israel. A embaixada britânica junto a Israel permanece em Tel Aviv. A medida afeta cerca de 30 diplomatas e seus familiares. Fontes indicam que o Reino Unido avalia expulsar diplomatas israelenses em represália, o que seria um ato inédito entre os aliados. O Ministério das Relações Exteriores britânico recusou comentar se a representação segue em funcionamento ou se os funcionários já deixaram o local. O governo de Israel acusou o Partido Trabalhista, no poder em Londres, de manter postura hostil ao país.
- Tempestade tropical Isaias avança no Golfo do México e deve atingir costa dos EUA como furacão no sábado
Reprodução A tempestade tropical Isaias formou-se no Golfo do México nesta quarta-feira (7) e deve ganhar força até atingir a costa sul dos Estados Unidos na madrugada de sábado (10), já transformada em furacão. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), o fenômeno pode alcançar categoria 3 ou superior, trazendo ventos fortes, chuvas intensas, risco de inundações e possíveis tornados em estados como Flórida e Alabama. O diretor do NHC, Michael Brennan, alertou para "múltiplos impactos com risco de vida" decorrentes de ondas, enchentes e ventos com força de furacão. Isaias será o primeiro furacão da temporada no Atlântico — o mais tardio registrado desde 1905, fato atribuído à influência do El Niño, que inibiu a formação de sistemas durante meses. A previsão aponta que o fenômeno deve atingir o continente entre a costa do Mississippi, Alabama e a Península da Flórida. Chuvas isoladas podem chegar a 25 centímetros em áreas costeiras, com risco de enchentes repentinas também no interior do Sudeste dos EUA. A tempestade atravessa região de intensa produção de petróleo e gás. Cerca de 25% da extração de petróleo do Golfo já foi interrompida, assim como 16,4% da produção de gás natural. Estima-se que até 11,2 milhões de barris de produção possam ser perdidos, superando os números da tempestade Bertha em julho. Empresas como BP, Chevron e Shell têm operações na área. O governador da Flórida, Ron DeSantis, decretou estado de emergência e autoridades pedem retirada voluntária de moradores.
- ICE eleva meta para 3 mil prisões diárias de imigrantes nos EUA, pressão sobre agentes se intensifica
Imagem de Kaufdex do Pixabay A liderança do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) instruiu agentes em todo o país a aumentar em mil o número diário de detenções, retomando a meta de três mil prisões por dia — número que a agência já havia tido dificuldades de cumprir anteriormente. Até então, a média era de cerca de duas mil detenções diárias. A diretiva foi transmitida nesta terça-feira (7) e também estabeleceu o objetivo de dezenove mil prisões por semana, levando em conta a menor atividade nos fins de semana. O governo nega oficialmente que haja cotas, classificando os números como metas a serem perseguidas sem punição por eventual descumprimento. A pressão sobre a agência intensifica-se às vésperas das eleições de meio de mandato. Em agosto, foram detidas aproximadamente 51 mil pessoas — novo recorde mensal, superando os mais de 46 mil registrados em julho. O ICE também solicitou contratos para construção de estruturas temporárias de detenção e processamento, citando ritmo operacional excepcionalmente elevado. Paralelamente, foram definidas regras mais rigorosas para abordagens em veículos, exigindo treinamento concluído e equipamento adequado, após casos controversos que resultaram em tiroteios. A política divide opiniões. A deputada republicana da Flórida Maria Elvira Salazar rompeu publicamente com o governo em defesa de eleitores hispânicos. O setor agrícola, tradicionalmente aliado dos republicanos, também manifestou preocupação com impacto das operações sobre a mão de obra. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, sustenta que a agência atua dentro da lei e que todos em situação irregular estão sujeitos à detenção, independentemente do tempo de residência no país.
- Trump é interrompido por manifestantes em comício no Texas e tenta esclarecer declarações sobre ataque a cidades da Califórnia
Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi repetidamente interrompido durante comício realizado em San Antonio, no Texas, na noite de quarta-feira (7). Ao menos 12 manifestantes foram retirados do local pela polícia, alguns algemados; um deles usava boné do movimento "Make America Great Again". Trump classificou os opositores como "pagos por inimigos da nação", pediu que outros se identificassem e saíssem, e em um dos momentos comentou a aparência de um dos presentes: "Aquele cara precisa perder muito peso". A plateia reagiu vaiando os manifestantes e entoando o nome do país. No mesmo discurso, o presidente procurou esclarecer declarações anteriores que haviam provocado críticas de políticos de ambos os partidos. Ele havia sugerido que o Irã poderia lançar mísseis contra San Diego e Los Angeles. Voltou ao tema dizendo: "Deixem que atinjam San Diego. Deixem que atinjam Los Angeles, e vocês verão coisas ruins acontecerem". Em seguida, acrescentou que os Estados Unidos não permitirão que isso ocorra e que protegerão suas cidades. O diretor de Comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, explicou posteriormente que a intenção era alertar para os riscos de um Irã nuclear. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chamou Trump de "perturbado e perigoso". A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que as declarações poderiam comprometer a segurança da cidade. As falas ocorrem em meio à campanha para as eleições legislativas de novembro, nas quais o presidente tem percorrido o país em apoio a candidatos do partido republicano.
- Texas realiza execução por injeção letal; primeira nos EUA desde tentativa frustrada com Christa Pike
Reprodução O estado do Texas realizou na quarta-feira (7) a primeira execução por injeção letal nos Estados Unidos desde a tentativa malsucedida com Christa Pike, no Tennessee. Jamaal Howard, de 46 anos, condenado pelo assassinato de um funcionário de loja de conveniência há mais de duas décadas, recebeu uma dose de pentobarbital na prisão de Huntsville e foi declarado morto às 20h03. É a 30ª execução no país neste ano. O mesmo fármaco foi aplicado em Pike em 30 de setembro, mas ela sobreviveu. Testemunhas relataram que, após receber duas doses, continuou respirando e roncando. Foi levada a um hospital, onde permanece internada; seus advogados informam que ela já fala, mas tem pneumonia, coágulo no braço e dificuldade para engolir. Segundo a defesa, a equipe tentou acesso intravenoso com pelo menos sete agulhas — uma delas estava dobrada — e o medicamento teria se infiltrado nos tecidos em vez de atingir a corrente sanguínea, causando queimaduras e bolhas nos braços. O governador Bill Lee determinou investigação independente e suspendeu as execuções no estado até o fim do ano. Os protocolos do Tennessee e do Texas preveem 5 gramas de pentobarbital em 100 mililitros de solução. Howard respirou e arfou, fez sons semelhantes a roncos que cessaram em cerca de 30 segundos, sendo declarado morto 19 minutos depois. Antes da execução, a defesa de Howard tentou impedi-la alegando risco semelhante ao de Pike, mas o tribunal rejeitou o pedido sem justificativa. Um juiz determinou a preservação de todas as provas do caso no Tennessee. O comissário do Departamento de Correção deixará o cargo neste mês. O tema tornou-se central na disputa pelo governo estadual: a candidata democrata Jerri Green promete moratória e classificou o ocorrido como "tortura"; a republicana Marsha Blackburn defendeu retorno à cadeira elétrica.


























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