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Abaixo-assinado que pede cassação de Nikolas Ferreira ultrapassa 100 mil assinaturas

  • gazetadevarginhasi
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
Um abaixo-assinado que pede a cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ultrapassou a marca de 100 mil assinaturas e ampliou a disputa política em torno da atuação do parlamentar nas redes sociais. A iniciativa é liderada pelo ex-presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, e pelo deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), que também protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o congressista mineiro.
Até a tarde desta terça-feira (13/1), a petição somava 100.794 assinaturas. O documento sustenta que Nikolas teria extrapolado os limites da imunidade parlamentar ao divulgar uma montagem, gerada por inteligência artificial, que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo preso por militares dos Estados Unidos. A publicação ocorreu após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação autorizada pela Casa Branca, e sugere que o chefe do Executivo brasileiro poderia ter destino semelhante.
Os organizadores do abaixo-assinado afirmam que a postagem configuraria apologia a crime e incentivo à intervenção estrangeira no Brasil. O texto pede que o Ministério Público investigue a conduta do deputado e defende punições que vão desde a perda do mandato até eventual responsabilização criminal. A campanha também relembra episódios anteriores envolvendo Nikolas, como a divulgação de informações falsas sobre o sistema Pix, condenações por falas consideradas machistas e investigações relacionadas a atos antidemocráticos.
A mobilização virtual se soma a iniciativas formais apresentadas por parlamentares de esquerda. No domingo (4/1), Ivan Valente e Juliano Medeiros anunciaram o ingresso de representação na PGR. Nas redes sociais, Medeiros afirmou que a imunidade parlamentar não protege congressistas quando há ameaça à soberania nacional ou defesa de intervenção estrangeira.
Nos dias seguintes, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) também acionou a Procuradoria-Geral da República, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na representação. Segundo ela, as manifestações dos parlamentares configurariam apologia ao crime de golpe de Estado. Para a deputada, autoridades eleitas não podem defender ou relativizar qualquer forma de ataque à soberania nacional.
A publicação de Nikolas Ferreira alcançou mais de 7 milhões de visualizações e gerou forte repercussão política. Em resposta às críticas, o deputado minimizou o episódio. Em entrevista concedida na última segunda-feira (5/1), durante agenda na Santa Casa de Belo Horizonte, afirmou que a imagem se tratava apenas de “um meme” e negou defender a captura do presidente brasileiro.
Segundo Nikolas, a intenção seria cobrar punição de pessoas que considera criminosas. “Acho que pode postar meme ainda, né? Não estou dizendo que desejo que capturem o presidente do Brasil. O meu desejo é que criminosos do nosso país paguem pelos seus crimes”, declarou.
Apesar disso, o parlamentar afirmou que, em sua visão, a responsabilização poderia ocorrer inclusive por meio de intervenção externa, citando exemplos de decisões no campo do direito internacional. Ele também acusou o presidente Lula e o Foro de São Paulo de contribuírem para o agravamento da crise de segurança pública na América Latina, sem apresentar provas.
Histórico de embatesEste não é o primeiro abaixo-assinado que pede a cassação de Nikolas Ferreira. Em março de 2023, uma petição criada pela deputada Erika Hilton reuniu cerca de 260 mil assinaturas em menos de dois dias, após um discurso do parlamentar no plenário da Câmara no Dia Internacional da Mulher, quando ele ironizou políticas de identidade de gênero usando uma peruca e se apresentando como “Nikole”.
Na ocasião, a mobilização foi entregue ao então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e acompanhada de uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal e de uma representação no Conselho de Ética da Casa, sob a alegação de crime de homotransfobia.

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Gazeta de Varginha

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