Chefe do PCC suspeito de planejar sequestro de Moro e mortes de autoridades é preso no Ceará
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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A Polícia Militar do Ceará (PMCE) prendeu na quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, 43 anos, conhecido como El Cid, apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de planejar crimes contra autoridades públicas, incluindo o **sequestro do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) e atentados que teriam como alvo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conforme informações compartilhadas por autoridades e veículos de imprensa.
El Cid estava foragido desde 2022, quando fugiu de uma penitenciária em São Paulo. A prisão ocorreu no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, depois que a esposa dele foi detida em Iguatu por portar documento falso; a localização dela ajudou as equipes policiais a rastrear o paradeiro do suspeito. El Cid também utilizava identidade falsa no momento da captura.
Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto emitidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), um por associação ao tráfico de drogas e outro por homicídio, de acordo com informações oficiais das autoridades.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), publicou em redes sociais que El Cid é considerado “um dos bandidos mais perigosos do país” e que ele “foi preso pela nossa PM no Ceará, fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará, e aqui não teve vida fácil”, antes de ser entregue à Polícia Federal para os procedimentos legais cabíveis.
As investigações apontam que El Cid teria sido um dos mentores do plano de sequestro do senador Sérgio Moro, elaborado em 2023, e também estaria envolvido no planejamento de atentados contra autoridades públicas, como promotores de Justiça e agentes do sistema penitenciário paulista.
A prisão faz parte das ações de inteligência e operação conjunta das equipes policiais cearenses e federais para capturar suspeitos de liderar células criminosas e organizar ataques contra integrantes do Estado e da Justiça.