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Fundador da Reag usou fundo administrado pelo Banco Master para comprar ações do BRB

  • gazetadevarginhasi
  • há 34 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O fundador da gestora Reag Investimentos, João Carlos Mansur, comprou ações do Banco de Brasília (BRB) por meio do fundo de investimentos Celeno, que é administrado pelo Banco Master, segundo reportagem da CNN Brasil publicada em 05 de fevereiro de 2026.

De acordo com documento enviado pelo BRB ao Banco Central (BC) em 23 de abril de 2025, obtido pela CNN Brasil, Mansur adquiriu as ações por meio do fundo Celeno.

No ofício, consta que, em 04 de abril de 2025, Mansur comprou, por meio do Celeno, 20.320.952 recibos de ações preferenciais e 1.817.063 recibos de ações ordinárias do BRB. Para realizar a operação, o executivo pagou R$193.264.870,97, utilizando recursos próprios originados da distribuição de dividendos da Lumabe Participações Ltda, sociedade na qual Mansur tinha participação.

O BRB informou que comunicou ao Banco Central essa operação no contexto de um aumento de capital de R$2,3 bilhões autorizado pelo regulador. Segundo a estatal, o aumento de capital tinha o objetivo de “expandir o banco para novos públicos e segmentos de mercado, com foco no crescimento das carteiras de crédito comercial, imobiliário e rural”.

Em nota à CNN Brasil, o BRB afirmou que identificou “achados relevantes” em sua auditoria que constam no relatório preliminar de investigação independente contratada com o escritório Machado Meyer Advogados e com o suporte da Kroll. O banco também afirmou que comunicou as autoridades competentes esses achados e atualizou a composição acionária conforme necessário.

A reportagem procurou a defesa de João Carlos Mansur, mas até a publicação do texto não havia obtido resposta.

Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e atuou como CEO da gestora até 2025. Em setembro de 2025, ele vendeu o controle da empresa a executivos internos e deixou o conselho de administração.

O caso ocorre em meio às operações Carbono Oculto e outras fases da investigação que analisam fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master e sua relação com fundos administrados pela Reag. Segundo documentos e relatos de autoridades, parte das fraudes atribuídas ao Banco Master envolveria fundos estruturados em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional, com falhas de gestão de risco, crédito e liquidez, entre julho de 2023 e julho de 2024.

A Operação Carbono Oculto investiga supostas ligações entre fraudes no setor de combustíveis, atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e instituições financeiras que teriam participado das operações irregulares.
Fonte:CNN

Gazeta de Varginha

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