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Acusação afirma que Monique Medeiros permitiu tortura de Henry Borel durante julgamento no RJ

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O assistente de acusação no caso Henry Borel, Cristiano Medina, afirmou nesta segunda-feira (23) que Monique Medeiros permitiu que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, torturasse o menino em pelo menos três ocasiões em fevereiro de 2021. A declaração foi feita durante o julgamento dos réus no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Segundo Medina, a mãe da criança tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho e não adotou medidas para impedir a continuidade dos atos. Ele afirmou ainda que Monique teria abdicado do papel de proteção materna e atuado para evitar interferências externas, inclusive manipulando pessoas próximas para manter sua relação com o então companheiro.

Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O julgamento ocorre no Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida, com a participação de jurados que decidirão sobre a responsabilidade dos acusados.

O assistente de acusação também informou que poderá solicitar a nomeação da Defensoria Pública caso a defesa abandone o plenário, estratégia que poderia ser utilizada para provocar o adiamento do julgamento.

A defesa de Monique sustenta que ela vivia um relacionamento abusivo e também seria vítima de Jairinho. Já os advogados do ex-vereador alegaram falta de acesso a provas e pediram o adiamento da sessão, com o argumento de que o júri precisaria de mais tempo para compreender os laudos médicos apresentados no processo.

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Inicialmente, o casal afirmou que a criança havia sofrido um acidente doméstico, mas o laudo do Instituto Médico Legal apontou 23 lesões no corpo do menino, descartando essa versão.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o menino vivia uma rotina de agressões praticadas pelo padrasto com conhecimento da mãe. A causa da morte foi identificada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

O caso teve grande repercussão nacional e levou à criação da Lei Henry Borel, que classificou como crime hediondo o homicídio contra menores de 14 anos, além de estabelecer medidas de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência.

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Gazeta de Varginha

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