top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Ibama classifica pirarucu como espécie invasora fora da Amazônia e autoriza controle populacional

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificou o pirarucu como espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área natural de ocorrência, a Bacia Amazônica. A medida foi estabelecida por meio de uma instrução normativa publicada em 2026 e tem como objetivo controlar a presença do peixe em outras regiões do país.

De acordo com a norma, o pirarucu é considerado nocivo ao meio ambiente fora de seu habitat natural, já que pode causar desequilíbrios ecológicos ao competir com espécies nativas e exercer forte pressão sobre os ecossistemas aquáticos. A introdução de espécies fora de sua área original é apontada como uma das principais ameaças à biodiversidade.

Com a nova classificação, fica autorizada a pesca, captura e abate do pirarucu nessas regiões sem limite de tamanho, quantidade ou período do ano. A regra vale para pescadores profissionais e artesanais em diversas bacias hidrográficas fora da Amazônia, incluindo áreas do Nordeste, Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste.

A normativa também determina que os exemplares capturados não podem ser devolvidos à água, devendo ser obrigatoriamente abatidos como forma de controle populacional. Além disso, o Ibama estabelece diretrizes para a destinação do peixe, incluindo possibilidade de uso em programas públicos e comercialização restrita ao estado de origem.

A decisão ocorre em resposta à presença do pirarucu em regiões onde foi introduzido pelo ser humano, fora de sua distribuição natural. Segundo o Ibama, a retirada dos indivíduos tende a reduzir impactos ambientais e a pressão predatória sobre espécies nativas desses ecossistemas.

No setor produtivo, a medida gerou preocupação. Representantes da piscicultura afirmam que a nova classificação pode trazer insegurança jurídica, afetar investimentos e comprometer o planejamento da atividade, já que o pirarucu é considerado uma espécie de grande potencial econômico no país.

Entidades do setor também apontam que a decisão foi tomada enquanto o tema ainda estava em discussão em instâncias técnicas, o que gerou críticas sobre a condução do processo e a falta de alinhamento entre órgãos e produtores.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page