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Exames para câncer de intestino triplicam no SUS com avanço da campanha Março Azul

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Exames para câncer de intestino triplicam no SUS com avanço da campanha Março Azul
Divulgação
Março Azul: exames para detectar câncer de intestino triplicam no SUS em dez anos.

O número de exames para rastreamento do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde triplicou ao longo da última década no Brasil. Os dados fazem parte de levantamento divulgado durante a campanha Março Azul e apontam avanço significativo tanto na realização de testes de sangue oculto nas fezes quanto de colonoscopias.

Entre 2016 e 2025, os exames de sangue oculto nas fezes passaram de 1.146.998 para 3.336.561 procedimentos, um crescimento de aproximadamente 190%. Já as colonoscopias aumentaram de 261.214 para 639.924 no mesmo período, avanço de cerca de 145%.

Em 2025, o maior volume de exames de sangue oculto foi registrado em São Paulo, com mais de 1,1 milhão de procedimentos. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 693 mil exames, e Santa Catarina, com mais de 310 mil. Já os menores números foram registrados no Amapá, Acre e Roraima.

Avanço da conscientização
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, o crescimento está diretamente ligado ao fortalecimento das campanhas de conscientização.

“A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, afirmou. Segundo ele, cada vez mais pessoas estão buscando os serviços de saúde para realizar exames preventivos, especialmente durante o mês de março.

“O movimento é resultado do compromisso de autoridades municipais, estaduais e federais, que ampliaram ações de prevenção, como mutirões, campanhas educativas e mobilização em espaços públicos”, acrescentou.

Influência de casos públicos
O médico também destacou que o diagnóstico de figuras públicas ajuda a ampliar o debate sobre a doença. Casos como o da cantora Preta Gil contribuíram para aumentar a procura por exames.

Entre 2023 e 2025, período que abrange o diagnóstico e a morte da artista, os exames de sangue oculto nas fezes cresceram 18%, enquanto as colonoscopias tiveram aumento de 23% no SUS.

Outros nomes como Chadwick Boseman e Roberto Dinamite também ajudaram a dar visibilidade ao tema ao compartilharem suas experiências com a doença.

Segundo especialistas, a exposição pública desses casos contribui para alertar a população sobre sintomas e a importância do diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura.

Campanha e alerta
Promovida nacionalmente desde 2021, a campanha Março Azul é organizada por entidades como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio de diversas instituições médicas.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, a tendência é de aumento nas mortes prematuras por câncer de intestino até 2030. Entre os fatores estão o envelhecimento da população, o crescimento de casos entre jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames preventivos.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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