Adolescente de Ituiutaba é internado por planejar ataques a escolas e igrejas
gazetadevarginhasi
há 2 horas
2 min de leitura
Divulgação
Após representação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça determinou a internação de um adolescente de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, em estabelecimento socioeducativo pelo prazo mínimo de dois anos. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (28).
Segundo a 4ª Promotoria de Justiça de Ituiutaba, o jovem exercia liderança em comunidades virtuais fechadas, chamadas de “panelas”, que reuniam indivíduos de diversas regiões do país. O grupo se organizava para incentivar e planejar atos de terrorismo doméstico, compartilhar material pornográfico infantil e praticar violência extrema contra pessoas e animais.
O promotor Felipe Issayama destacou que as interações do grupo, registradas entre novembro e dezembro de 2025, incluíam coordenação logística para obtenção de armamentos, fabricação de artefatos incendiários e articulação com grupos estrangeiros, com o objetivo de dar repercussão internacional às ações violentas.
Nos diálogos, foram identificados planos de ataques a templos religiosos, massacres em escolas, sequestro e tortura de pessoas em situação de rua, além de vídeos de mutilações de animais e distribuição de pornografia infantil. Também foram observadas condutas de indução à automutilação, ao suicídio e à prática de atos libidinosos sob ameaça.
“As conversas revelam motivação baseada em ódio racial e religioso, com reiteradas manifestações de ideologia nazista e hostilidade direcionada a evangélicos. O representado destacou-se pela liderança, incentivando a violência e fornecendo instruções técnicas para a execução de massacres coordenados em diferentes estados”, explicou o promotor.
Na decisão, o juiz ressaltou a gravidade das condutas do adolescente, que envolviam múltiplos atos infracionais violentos contra crianças, adolescentes, mulheres e animais, incluindo associação criminosa, atos preparatórios de terrorismo, estupro, indução à automutilação e ao suicídio, maus-tratos a animais e armazenamento de pornografia infantil.
O adolescente permaneceu internado durante a instrução processual, tendo negado o direito de recorrer em liberdade.
Comentários