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Vendas de combustíveis em Minas Gerais ficaram estáveis nos cinco primeiros meses de 2026

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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As vendas de combustíveis em Minas Gerais permaneceram praticamente estáveis nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, foram comercializados 7,2 milhões de metros cúbicos (m³), volume 0,49% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou abaixo da média nacional, que apresentou crescimento próximo de 2%, influenciado principalmente pela queda de 12,7% nas vendas de etanol.
A gasolina foi o único combustível a registrar crescimento no Estado. As distribuidoras comercializaram 2,1 milhões de m³ do produto, o equivalente a 29,9% do total vendido, com alta de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o diesel recuou 0,03%, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) caiu 1,1% e o etanol apresentou a maior retração do período.
Em maio, o cenário se repetiu. As vendas totais recuaram 0,46% na comparação com o mesmo mês de 2025. Enquanto a gasolina avançou 5,37%, o diesel caiu 0,28%, o etanol teve retração de 6,72% e o GLP registrou queda de 6,6%.
Para o economista e professor dos cursos de Gestão e Negócios do UniBH, Fernando Sette Junior, o crescimento discreto das vendas indicou que a economia mineira avançou em ritmo mais lento que a média nacional. Segundo ele, o consumo de combustíveis costuma antecipar o comportamento da atividade econômica por refletir a movimentação de pessoas, mercadorias e da produção.
Os números da ANP também mostraram que a estabilidade do mercado não significou redução da mobilidade. O crescimento da gasolina praticamente compensou a queda do etanol, mantendo o volume total de vendas próximo ao do ano anterior. Para Sette Junior, isso demonstra uma reorganização da demanda, impulsionada pela busca por alternativas mais vantajosas.
O professor de Ciências Contábeis da Estácio BH, Alisson Batista, fez avaliação semelhante. Segundo ele, o consumo total permaneceu praticamente inalterado, mas houve mudança na preferência dos motoristas, principalmente entre os proprietários de veículos flex. "O consumo total não mudou muito. O que muda mesmo foi a escolha do consumidor por outros tipos de combustível. A gasolina voltou a oferecer uma melhor relação custo-benefício, enquanto o etanol foi perdendo competitividade", afirmou.
Os dados da ANP confirmam essa tendência. Enquanto a gasolina acumulou alta de 9,3% no ano, o etanol registrou retração de 12,7%, indicando migração entre combustíveis substitutos, sem alteração significativa no consumo total. Outro ponto destacado foi a estabilidade das vendas de diesel. Os dados da ANP mostram retração de apenas 0,03% no acumulado do ano e de 0,28% em maio. No entanto, a agência divulga apenas os volumes comercializados, sem elementos que permitam relacionar diretamente esse desempenho à atividade econômica.
Na avaliação dos especialistas, o resultado de maio confirmou a tendência observada desde o início do ano. Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção desse cenário, com o comportamento do consumidor condicionado principalmente à diferença de preços entre gasolina e etanol. Também há perspectiva de leve crescimento no segundo semestre, caso não ocorram mudanças relevantes no mercado internacional do petróleo, no câmbio ou na tributação dos combustíveis.
Fonte: Diário do Comércio

Gazeta de Varginha

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